<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274</id><updated>2012-01-23T22:56:29.032-02:00</updated><title type='text'>Alça de Mira</title><subtitle type='html'>Nec Pluribus Impar</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>120</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-8573596256401169355</id><published>2012-01-23T22:54:00.002-02:00</published><updated>2012-01-23T22:56:29.038-02:00</updated><title type='text'>A Mulher Sentada Sobre os Pneus (ou À Espera da Vida)</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O homem passa. A mulher passa. A criança passa. O cachorro passa. Passa o caminhão do lixo. Passam os carros. Passam as motos. Os aviões passam no céu. A lua passa e o sol também. As nuvens passam. A chuva chega ... e passa. O vento passa e leva as folhas secas com ele. A tristeza passa. A dor passa. A alegria passa. O frio passa, assim como o calor. Os segundos passam. Passam os minutos e as horas logo atrás. Passam os dias. Passam as noites. As semanas passam. Passam os meses. Passam os anos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E ela segue ali.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sentada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tudo passa por ela. Todos passam por ela. Ela está sempre ali. Sentada. &lt;st1:personname productid="Em sil￪ncio. Com" w:st="on"&gt;Em silêncio. Com&lt;/st1:personname&gt; a cabeça baixa. Como que hibernando. Às vezes, ela gesticula, mexe os braços e conversa com seus botões. É raro, mas de vez em quando acontece.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Todos passam por ela, mas ninguém a enxerga. As pessoas a vêem. Mas vêem como vêem uma árvore na calçada. Vêem como vêem uma pedra no chão. Vêem como vêem um hidrante na esquina. As pessoas a vêem, mas não a enxergam.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ela é invisível aos olhos que a vêem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-T6MSKkPemhs/Tx4AuVbjuYI/AAAAAAAAAfg/QbhvccRHKBc/s1600/mulher-sentada+nova.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-T6MSKkPemhs/Tx4AuVbjuYI/AAAAAAAAAfg/QbhvccRHKBc/s320/mulher-sentada+nova.jpg" width="215" /&gt;&lt;/a&gt;Ela viu muito da vida. O rosto marcado pelo tempo, as costas arqueadas e o olhar distante deixam claro que ela já deu muitos passos nessa estrada. Talvez por isso ela permaneça sentada. Suas pernas estão cansadas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;É interessante prestar atenção no modo como as pessoas olham para ela. Alguns expressam pena. Outros, algum tipo de repúdio. Outros balançam a cabeça de um lado para o outro. A maioria, porém, não revela nenhuma mudança na face. Era como se ali, sobre aqueles pneus empilhados, não houvesse ninguém. Como se ali não houvesse nada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Nunca vi aquela mulher pedir algo a alguém. Nunca a vi importunar alguém. Ela não mora nas ruas. Suas roupas estão sempre limpas. Seguidamente a vejo desembarcar do ônibus e se dirigir para o seu lugarzinho, junto aos pneus. Já a vi trabalhando, limpando o chão, tirando o pó. Era uma mulher batalhadora, percebe-se. Agora não a vejo mais trabalhando. Quem sabe a tenham dispensado em razão da idade? Quem sabe. Agora só a vejo ali. Sentada sobre os pneus. Com um olhar tranquilo. Com uma expressão serena. Com a característica calma dos que lutaram a boa luta. Agora só a vejo ali. Sentada sobre os pneus. Esperando.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O que será que ela espera? Quem será que ela espera? Será que ela espera algo? Será que ela espera alguém?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Poder-se-ia dizer que ela, talvez, esteja esperando a morte. Não creio. Acho que ela espera a vida. Acho que ela espera que alguém a enxergue. Acho que ela espera que alguém pare, a olhe nos olhos, e lhe pergunte como está. Que alguém se sente ao seu lado e ali fique, pelo tempo necessário, sem pressa. Que alguém lhe estenda a mão. Que alguém lhe dê um sorriso. Acho que ela espera que alguém passe, a olhe e leve aquela imagem consigo. Que alguém lhe dê um “bom dia” sincero. Que alguém ouça a sua voz. Acho que ela espera a vida, mas não a própria vida. Acho que ela espera a vida dos outros.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Já ouvi, enquanto aguardava o ônibus, pessoas comentando sobre a senhora sentada sobre os pneus. Já ouvi as palavras “coitada”, “pena”, “tristeza”, “sozinha”, “doente”, “louca” sendo ditas a respeito dela por pessoas que passaram ao seu lado e não a viram, ou fizeram de conta que não a viram.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Seria ela uma coitada? Seria ela uma pessoa digna de pena? Seria ela triste? Será que ela está sozinha? Será que está doente? Seria ela louca?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não acho nada disso. Quem não a enxerga, quem não se importa com ela, quem não sente nada ao passar ao seu lado é que é digno de pena, é que é um coitado. Quem não a olha de verdade é que é triste, é que está sozinho, é que está doente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ela é humana. Aquela senhora sentada sobre os pneus é profundamente humana. É demasiada humana. Ela não foi ainda afetada pela modernidade frugal, por esse turbilhão que a todos engole, mistura, massifica, embrutece.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ela conversa consigo mesma. Ela fala sozinha. Ela gesticula e balança os braços no ar. Ela não parece se importar com o olhar reprovador dos outros. Ela não se importa em parecer louca. Ela é louca. Viver é para os loucos. Para os raros, como diz Hesse.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;b&gt;“Em uma época falsa, para estabelecerem-se relações sinceras com os homens, não é necessário um surto de insanidade?”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 306.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Ralph W. Emerson&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Há alguns dias, eu passei em frente à mulher sentada sobre os pneus, como já fizera incontáveis vezes. Ela sempre me chamou a atenção, sempre me intrigou, sempre me fascinou. Desta vez, quando eu passava, ela ergueu, timidamente, a cabeça e me olhou. Eu retribuí o olhar e disse um “boa tarde”. Ela sorriu e meneou a cabeça para baixo, cumprimentando-me. Fiquei com aquela imagem guardada. Ainda a tenho aqui comigo. Aquele sorriso discreto, mas sincero e cheio de emoção, foi muito importante pra mim. Acredito que, de algum modo, minhas duas palavras também significaram algo e foram importantes para ela. Gosto de pensar assim. Gosto de pensar que ela sentiu vida ao redor dela. Sentiu vida além da presente sobre os pneus.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Hoje passei, novamente, por ela. Uma mulher que caminhava à minha frente puxou a criança que levava pela mão e a passou para seu outro lado, para o pequeno não passar próximo da senhora sentada sobre os pneus. Senti pena da criança. Mesmo. Esse texto sai escarrado. Sinto-me melhor agora.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O homem passa. A mulher passa. A criança passa. O cachorro passa. Passa o caminhão do lixo. Passam os carros. Passam as motos. Os aviões passam no céu. A lua passa e o sol também. As nuvens passam. A chuva chega ... e passa. O vento passa e leva as folhas secas com ele. A tristeza passa. A dor passa. A alegria passa. O frio passa, assim como o calor. Os segundos passam. Passam os minutos e as horas logo atrás. Passam os dias. Passam as noites. As semanas passam. Passam os meses. Passam os anos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E ela segue ali.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sentada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;À espera.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Da vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Dos outros.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-8573596256401169355?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/8573596256401169355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=8573596256401169355&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/8573596256401169355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/8573596256401169355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2012/01/mulher-sentada-sobre-os-pneus-ou-espera.html' title='A Mulher Sentada Sobre os Pneus (ou À Espera da Vida)'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-T6MSKkPemhs/Tx4AuVbjuYI/AAAAAAAAAfg/QbhvccRHKBc/s72-c/mulher-sentada+nova.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-7839737337230395199</id><published>2011-12-18T23:03:00.004-02:00</published><updated>2011-12-18T23:08:19.480-02:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Caminhada&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 200%;"&gt;&lt;i&gt;Saí da estrada&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 200%;"&gt;&lt;i&gt;Percorri um caminho livre&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 200%;"&gt;&lt;i&gt;Busquei em tudo o nada&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 200%;"&gt;&lt;i&gt;Os pés - no chão – deixei&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 200%;"&gt;&lt;i&gt;Morri&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 200%;"&gt;&lt;i&gt;Na vida que tive&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 200%;"&gt;&lt;i&gt;Vivi&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 200%;"&gt;&lt;i&gt;Na morte que sonhei&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-7839737337230395199?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/7839737337230395199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=7839737337230395199&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/7839737337230395199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/7839737337230395199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2011/12/caminhada.html' title='...'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-7839304588720515742</id><published>2011-11-25T23:32:00.000-02:00</published><updated>2011-11-25T23:32:41.289-02:00</updated><title type='text'>Um dia cinza</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Era um dia frio. Não era um dia excepcionalmente frio, mas era um dia frio, assim como a maior parte dos dias nessa época do ano. O inverno do ano anterior havia sido um dos mais rigorosos das últimas duas décadas. Assim, as temperaturas pouco abaixo de zero grau não pareciam deixar o dia tão frio. Mas era um dia frio. A presença do sol só podia ser notada pelo fato de não ser noite e de as luzes nos postes nas ruas estarem apagadas. De resto, era impossível ver qualquer pequena parte dele. Nem um raio sequer. Não havia sombras. Nuvens escuras cobriam todo o céu que se podia enxergar. Os diferentes e acentuados tons de cinza formavam uma bela pintura por sobre as cabeças que, em sua maioria, estavam cobertas por chapéus que as protegiam de uma possível queda repentina de flocos de neve e impediam que os cabelos balançassem a cada rajada de vento.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O tempo se esvaiu rápido naquele dia. As horas escorreram por entre os dedos e a ausência das vivas cores impedia os olhos de perceberem que a manhã já não era manhã e que a tarde já não era tarde e que a noite já estava logo ali, espreitando.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Cinza.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Era um dia cinza. Era um dia cinza no céu e era um dia cinza na terra. As pessoas estavam cinza. Vestidas de cinza. As faces eram cinza. Os homens caminhavam com rapidez, olhando para o chão cinza, com suas pastas cinza em uma das mãos e um jornal cinza na outra. As mulheres carregavam suas compras cinza e empurravam carrinhos de bebê cinza, ambos, o carrinho e o bebê. Também elas olhavam para o chão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Era uma época de poucas palavras aquela. Pelo menos entre as pessoas. Elas ouviam muitas palavras. Elas eram forçadas a acreditar e, em sua maioria, acreditavam, &lt;st1:personname productid="em palavras. Mas" w:st="on"&gt;em palavras. Mas&lt;/st1:personname&gt; falavam pouco. Aquela era uma época de pessoas cansadas. Era uma época de pessoas cansadas não pelo que estava ocorrendo, mas pela perspectiva do que estava por vir. Era uma perspectiva triste. As pessoas viam se repetindo no futuro as coisas que aconteceram no passado. As pessoas não gostavam de ver isso. Mas elas não tinham muitas dúvidas de que veriam tudo acontecer novamente, só que em uma intensidade e escala maior. Muito maior. A dúvida que elas tinham era somente uma: quando? Elas sabiam o “porquê” e o “como”. Só não sabiam, exatamente, “quando”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O dia estava frio e cinza.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Um homem e uma mulher caminhavam em uma estação de trem.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eles caminhavam com passos rápidos. Eles queriam que aquilo acabasse logo. Eles levavam no cenho uma expressão que misturava um pouco de medo, uma pitada de desgosto, uma dose de cansaço, algumas gotas de complacência, uma porção de resignação e um sutil resquício de esperança. Muito sutil. Quase imperceptível.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ela carregava uma mala cinza na mão esquerda. Ele carregava outra, também na mão esquerda.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;As duas malas eram dela.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-tMvNpeK7F4s/TtBA-j_3WvI/AAAAAAAAAfY/A6Srx76y4lU/s1600/trilhos.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="220" src="http://1.bp.blogspot.com/-tMvNpeK7F4s/TtBA-j_3WvI/AAAAAAAAAfY/A6Srx76y4lU/s320/trilhos.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Eles caminhavam lado a lado, ele à direita dela. Os passos pareciam ter sido ensaiados. A sincronia era perfeita. As pernas direitas se projetavam à frente, enquanto as esquerdas permaneciam no mesmo lugar. Assim eles seguiram, fazendo uma macilenta coreografia.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Uma rajada de vento fez algumas folhas e bilhetes descartados dançarem no chão úmido. Isso trouxe lembranças à cabeça dele. Ele lembrou de como em uma noite quente do último verão as estrelas tomaram conta do céu. E de como ele levantou de onde estava sentado e convidou-a para dançar. “Cada passo, uma estrela”, foi o que ele disse, baixinho, no ouvido dela. Dançaram ao ritmo das nuvens. E, dessa forma, eles ficaram por muitos minutos, aventurando-se nas constelações. Começaram por Auriga, seguiram para Perseu, passaram lepidamente por Andrômeda, e então Peixes, e Áries, e Touro e, por fim, Órion. Até que ela parou e ele perguntou-a, sem dizer uma palavra, o que havia acontecido. “Mais noites virão, o universo é infinito. Vamos sonhar agora”, foi o que ela disse. E, então, ambos deitaram sobre a relva, deram-se as mãos, fecharam os olhos. E sonharam.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;As lembranças se foram e ele voltou à estação. E ele olhou para a sua esquerda. E ele a viu. E passou a mala da mão esquerda para a direita.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E ele segurou a mão dela.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ela seguiu andando.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ambos, porém, quase que ao mesmo tempo, mudaram a velocidade com que os passos eram dados. Eles foram ficando mais lentos, mais arrastados. Até que as pernas fizessem somente pequenos movimentos para frente. Agora eles avançavam devagar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Os dois perceberam, quando as mãos se tocaram, que aquela poderia ser a última vez que isso iria ocorrer. E decidiram, então, aproveitar ao máximo aqueles instantes. Os braços unidos formavam um V. E eles seguiram. Caminhando lentamente, eles seguiram, como em um dos inúmeros passeios que fizeram pelo parque que ficava no meio da distância entre as suas casas. Eles entravam no parque de mãos dadas e percorriam todos os caminhos por entre as árvores. Tinham suas trilhas prediletas, aquelas que, na primavera, eram mais rodeadas de flores. Gostavam especialmente das rosas brancas. Nunca arrancaram uma sequer. Deixando as rosas brancas lá, vivas, no parque, haveria sempre um motivo para eles saírem juntos de novo. Findado o passeio por entre as árvores e as flores e os arbustos e os pequenos animais, eles iam pelo estreito caminho de pedras que atravessava o parque, de ponta a ponta. E caminhavam vendo o dia ir embora e a noite esconder as cores. E então o caminho acabava. Era hora de deixar o parque. Era o fim.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Era o fim.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eles pararam.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Uma chuva fina começou a cair.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E então veio o silêncio. Um silêncio tumular. Um silêncio tão silencioso que percorria celeremente as ruas e dobrava as esquinas e desfilava ainda mais rápido nas largas avenidas e entrava nas casas sem bater à porta e ecoava nos ouvidos daqueles que não ouviam nada. Tudo isso sem ser notado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O silêncio.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O silêncio rompe as amarras que determinam os limites do tempo. Não há tempo que dure mais do que o tempo de um silêncio. Aqueles instantes duraram e duraram e duraram e duraram. Eles já haviam se despedido, já haviam se abraçado, um abraço apertado, um abraço com tanta intensidade que já não eram duas pessoas. Os braços que, no começo, cercavam os corpos, penetraram neles. Os dois se fizeram &lt;st1:personname productid="em um. N￣o" w:st="on"&gt;em um. Não&lt;/st1:personname&gt; houve dor. Só silêncio e um lamento que podia se sentir no ar. Um lamento com um odor almiscarado, que se fazia perceber a metros de distância. Aquele abraço de não mais de meio minuto durou uma eternidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas acabou.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Nada foi dito depois do abraço.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O silêncio.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ela se virou sem ao menos olhar para ele e começou a caminhar. Eram passos decididos aqueles. Eram passos firmes. Ela parecia marchar. Que ironia, ela parecia marchar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ele ficou estático. Nem mesmo um leve movimento nos músculos do rosto. Ele sentiu um aperto no peito. Uma sensação que foi se espalhando por todos os seus ossos. Ele queria correr. Ele queria correr atrás dela, segurá-la pelo braço e dizer para ela não ir, para eles enfrentarem aquilo tudo juntos. Depois ele pensou em correr até lá, segurá-la pelo braço e dizer que iria junto. Que os dois fugiriam. Que deixariam para trás o que os impedia de ficarem unidos, que encontrariam um lugar para viver e que viveriam assim, juntos, por muito e muito tempo, até que A Inevitável chegasse e os levasse embora. Juntos. Por fim, ele quis correr até ela, tomá-la nos braços e beijá-la. Beijá-la como nunca a havia beijado. Os olhos estariam fechados. Ele pensou nisso. Ele quis fazer isso.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ele não fez isso. Nada disso.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ele ficou imóvel.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E, assim, parado, ele a viu se distanciar. E viu nesse espaço entre eles todas as histórias da sua própria vida que ele se imaginou escrevendo ao lado dela. Todas as imagens estavam no chão. Todas as palavras estavam no chão. O chão estava gelado. Ele sentiu esse frio tomar conta do seu corpo, enregelar seu sangue.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Uma lágrima caiu de seu olho esquerdo e escorregou por sua face.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O trem já estava prestes a partir, a última chamada já havia sido feita há bastante tempo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ela deu mais um passo. Estava em frente à porta que lhe levaria para longe do futuro que esteve presente nos seus sonhos. O futuro agora era escuro e metálico. O futuro cheirava a mofo. Ela não sabia o que estaria dentro dele e para onde ele levaria a sua vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Foi aí que veio o impulso. Um impulso repentino. Um impulso tão forte que fez com que aquela frieza marcial que ela, até então, estampava, se desfizesse. Ela sentiu que tinha de fazer aquilo. Ela se arrependeria se não o fizesse. Ela sentiu que poderia ser a última vez que o veria.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E então ela se virou. E ela olhou para ele. O rosto magro continuava sem esboçar reação. Os olhos não. Ela concentrou nos olhos todo o seu sentimento. Ela deixou que os olhos negros mostrassem a ele o que ela queria lhe dizer e o que ela queria fazer.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E assim ela ficou. Por poucos instantes. Alguns segundos apenas. Fitando-o.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ele sorriu. Ele permaneceu sem se mexer. Ele apenas sorriu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ele olhou. Ele sabia que ela não iria voltar. Mas ele olhou. E, quando ela se virou e o viu, ele sorriu. Ela levou esse sorriso. Ele ficou com aquele olhar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E ela pôs a perna direita à frente e adentrou na caixa de metal.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ele permaneceu ali. Imóvel. &lt;st1:personname productid="Em sil￪ncio. Por" w:st="on"&gt;Em silêncio. Por&lt;/st1:personname&gt; algumas horas ele ficou ali. E a chuva acabou. E o céu abriu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;Juntar os cacos. Unir o resto. Contar os passos. Expôr o gesto. Cortar os laços. E ir&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E ele se foi. Ele se foi pensando em como poderia ter sido e em como ainda poderia ser. Ele não tinha certeza alguma. Ele não sabia o que iria acontecer. Ele só queria deitar naquela relva e passar a noite olhando as estrelas. Vendo o bailar das nuvens no negro tablado celeste.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Assim foi o final.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ou o início.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-7839304588720515742?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/7839304588720515742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=7839304588720515742&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/7839304588720515742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/7839304588720515742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2011/11/um-dia-cinza.html' title='Um dia cinza'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-tMvNpeK7F4s/TtBA-j_3WvI/AAAAAAAAAfY/A6Srx76y4lU/s72-c/trilhos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-1882315927793569500</id><published>2011-10-11T18:13:00.002-03:00</published><updated>2011-10-11T18:15:02.061-03:00</updated><title type='text'>Lições para um jovem jornalista</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;u&gt;Lição nº. 1: não seja amigo das fontes&lt;/u&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Qualquer tipo de relacionamento exige compromissos. Amigos têm compromissos uns com os outros. Irmãos têm compromissos entre si. O pai tem compromisso com o filho e o filho com ele. O namorado tem compromisso com a namorada e a esposa com o marido. Inclusive relacionamentos profissionais subentendem compromissos. O subordinado tem compromisso para com o chefe e vice-versa.&lt;/div&gt;Destarte, portanto, meu caro jovem jornalista, não seja amigo de suas fontes. Meu caro jovem jornalista, não seja um “conhecido” das suas fontes. Meu caro jovem jornalista, não tenha nenhum relacionamento com suas fontes. O profissional jornalista só tem dois compromissos: com a verdade e com a sociedade. Poderíamos citar um terceiro compromisso, que é o com a empresa para qual trabalha, mas esse é outro tipo de obrigação.&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Cada vez que vou a alguma pauta e percebo que a fonte não sabe o meu nome, mesmo eu já a tendo entrevistado diversas vezes, volto para a redação &lt;st1:personname productid="em regozijo. Estou" w:st="on"&gt;em regozijo. Estou&lt;/st1:personname&gt; fazendo bem o meu trabalho. Não tenho compromisso algum com fontes. O compromisso de reproduzir em exatidão o que ela me diz não é um compromisso com ela, e sim com a verdade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não tenho um relacionamento profissional com as fontes. Simplesmente não tenho relacionamento algum com elas. Não quero ter. Elas não têm obrigações comigo nem eu com elas. Se ela for um agente público, suas obrigações são com a sociedade, não comigo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Independência é o maior troféu que um jornalista pode ter. Credibilidade pode ser perdida mesmo com você não fazendo nada para que isso ocorra. Um boato mentiroso que corre de boca em boca pode fazer você perder a credibilidade. Nada pode tirar sua independência, se assim você quiser. Um diploma enquadrado na parede não faz de alguém um jornalista. Compromissos com a verdade factual e com a sociedade, independência, ceticismo, indignação com as injustiças e olhar apurado para enxergar aquilo que não está na superfície fazem de você um jornalista.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Esteja preparado para, sendo independente, “sofrer” com as consequências. Você, meu caro jovem jornalista, muito provavelmente deixará de ser convidado para jantares e almoços cortesia. Meu caro jovem jornalista, você com certeza deixará de receber “tocos” bastante atraentes. Talvez você não consiga ou tenha dificuldades em realizar algumas entrevistas. Você não receberá uma ligação lhe avisando antecipadamente quando algo está para ocorrer. Meu caro jovem jornalista, você dificilmente ganhará algum prêmio jornalístico na aldeia. Você não será popular, meu caro jovem jornalista.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Meu caro jovem jornalista, você não terá e não conseguirá muitas coisas que a imensa maioria de seus colegas de profissão terão e conseguirão. Você, meu caro jovem jornalista, porém, fará algo que eles, provavelmente, nunca farão na vida. Você fará Jornalismo, meu caro colega.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-1882315927793569500?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/1882315927793569500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=1882315927793569500&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/1882315927793569500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/1882315927793569500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2011/10/licoes-para-um-jovem-jornalista.html' title='Lições para um jovem jornalista'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-4765054589022191934</id><published>2011-09-01T18:02:00.002-03:00</published><updated>2011-09-01T18:18:41.493-03:00</updated><title type='text'>Não texto</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-OtpsY0JI15o/Tl_ybXQfENI/AAAAAAAAAfU/eLn7BQPkSeY/s1600/papel_e_caneta.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="160" src="http://4.bp.blogspot.com/-OtpsY0JI15o/Tl_ybXQfENI/AAAAAAAAAfU/eLn7BQPkSeY/s200/papel_e_caneta.jpg" width="200" xaa="true" /&gt;&lt;/a&gt;Senta, pega a caneta, pega o papel. Minutos passam. Bate a caneta (ritmadamente) na mesa. Mais alguns minutos. Morde a tampa da caneta. Levanta. Vai à cozinha e faz um café forte. Volta pro quarto. Senta, pega a caneta, pega o papel. Leva a caneca do líquido escuro quente à boca. Sorve um belo gole. Coloca a caneca na mesa. Pergunta-se de onde veio aquele café. Vai à cozinha, olha a embalagem. Interior de São Paulo. Nenhuma novidade. Já esperava que fosse. Por curiosidade, olha a caixa de leite que está no armário para ver se é de Minas Gerais. Não, não é. É do Rio Grande do Sul mesmo. “O tempo da República do Café com Leite se foi mesmo”, diz pra si mesmo. Põe mais café. Volta pro quarto. Senta. Cinco minutos se passam. Começa a bater o pé esquerdo no chão. Pega o papel, pega a caneca de café e levanta. Caminha pelo quarto. Faz círculos. Olha para o papel. Branco. Olha para o interior da caneca. Preto. Falta cor. Abre a janela. 2h da madrugada. Uma neblina espessa o impede de ver o lago. Fecha a janela e senta de novo. Coloca o papel sobre a mesa e a caneta sobre o papel. A caneca está ao lado. Leva as mãos à face e fecha os olhos. Pensa. Pensa. Pensa. (pensa... pensa... pensa...). Tira as mãos do rosto. Boceja. Olha para o relógio. Os ponteiros se moveram bem rápido dessa vez. Uma leve dor começa a surgir na parte frontal da cabeça. Levanta. Pega o papel, a caneta e a caneca. Senta no chão e se encosta na parte lateral da cama. Bate com a caneta no chão. Como foi o dia que passou? Nada que renda frases interessantes. Alguma polêmica, alguma discussão? Nada. Coloca um cd no som (baixinho). Não gosta da música. Não é boa. Não para o momento. Desliga o som. Levanta. Vai até o banheiro. Joga uma água (fria) no rosto. Já passa das 3h. Pega o papel e a caneta que estavam no chão e os coloca sobre a cômoda, ao lado da cama. A caneca ele coloca na mesa. Ainda resta um pouco de café, mas já esfriou. Ele não gosta de café frio. Quente (bem quente) e forte. Uma lembrança de uma discussão a respeito da ausência de sentido no café descafeinado surge. Ele não lembra com quem discutiu. Na verdade, não foi uma discussão, foi um debate. Uma conversa acalorada. Melhor assim, uma conversa acalorada. “Café descafeinado é como cerveja sem álcool. Cerveja sem álcool não é cerveja e café descafeinado não é café. Pode ser qualquer coisa, menos café. Simples assim.” Ele riu. Foi uma boa lembrança. Deita. Fecha os olhos, cobre-se com dois cobertores que estão sobre a cama. Vira-se para um lado. Menos de um minuto passa. Vira-se para o outro. Um minuto e meio, talvez. Experimenta, na sequência, mais algumas formas de se acomodar para tentar dormir. Não consegue. Pensa. Pensa. Pensa. (pensa... pensa... pensa...). Não para de pensar. Pensa porque não para de pensar. Pensa porque pensa porque não para de pensar. O café! Bebeu muito café. Café de verdade. Forte. É isso. Bebeu muito café. Não vai conseguir pegar no sono tão cedo. Levanta. Pensa em ler alguma coisa. Olha para a estante. Uns quantos livros ainda não lidos. Fazer escolhas perto das 4h não é muito fácil. Às 4h, já se age por instinto. Há pouco raciocínio. Desiste. Ar em movimento se choca contra a janela e faz barulho. Ele a abre para ver se a chuva se aproxima e uma lufada de vento entra quarto adentro e faz com que o papel caia no chão, uns dois metros adiante, perto da porta. Não parece que vai chover. Foi só uma rajada mesmo. Fecha a janela. Pega as folhas caídas e as recoloca sobre a cômoda. Senta na cama. Põe os cotovelos sobre as pernas e apoia a cabeça nas mãos. Ele se sente um pouco cansado. Sente sono, mas não consegue dormir. O cérebro não para. Levanta e se dirige para a porta da frente da casa. Abre (“sem fazer barulho, sem fazer barulho”) e sai. Vai dar uma volta na rua. Temperatura amena, ao redor dos oito graus. A neblina diminuiu. Talvez o vento a tenha levado embora. O céu está nublado. De relance, por um momento, ele consegue ver uma estrela. Permanece olhando para cima por mais alguns instantes. Não vê mais nada, a não ser nuvens. Senta na escada que leva à porta da cozinha. Fica ali, olhando para o chão. Perde a noção de tempo. Vai longe. Pensa &lt;personname productid="em pessoas. Pensa" w:st="on"&gt;em pessoas. &lt;/personname&gt;&lt;personname productid="em pessoas. Pensa" w:st="on"&gt;Pensa&lt;/personname&gt; em pessoas que conhece. Pensa em pessoas que não conhece. Pensa em pessoas que estão perto. Pensa em pessoas que estão longe. Pensa em pessoas das quais gosta. Pensa em pessoas das quais gosta muito. Pensa em pessoas das quais não gosta nem um pouco. Projeta. Visualiza o futuro. A imagem não é muito clara, está meio confusa, embaçada (a neblina... a neblina...). Ele vê coisas boas. Ele vê coisas que gostaria de viver. Gotas começam a cair. Ele não se move. Mais gotas caem. Ele não se move. Muitas gotas caem. Ele permanece ali. Chove. Ali, sentado na escada, ele fica até que a pancada cesse. Levanta e volta para dentro de casa. No quarto, pega uma toalha, seca o rosto e o cabelo. Já são 5h. A chuva fez a temperatura cair. Ele sente frio. Em pé, olha para o papel e para a caneta. Ele se sente vencido. O branco do papel diz (grita) “desista”. Ele ouve atentamente. Suas costas doem. Suas pernas doem. Sua cabeça dói. Seu corpo dói. Mas, o que mais o machuca, é o branco do papel. Esse tortura. Fere fundo. Ele se deita. Pega um livro que está ao alcance da mão. Começa a ler. Percorre os olhos por sobre as páginas. Uma folha. E outra. E outra. E outra. E outras mais. Os olhos fecham lentamente. Ele dorme. A roupa ainda está molhada. O livro escapa pelas mãos e cai aberto no chão. Na página, a última frase lida. “Fique isto confiado a ti somente, papel amigo, a quem digo tudo o que penso e tudo o que não penso.” Ao lado do papel em branco, a caneta descansa sobre a cômoda.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-4765054589022191934?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/4765054589022191934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=4765054589022191934&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/4765054589022191934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/4765054589022191934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2011/09/nao-texto.html' title='Não texto'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-OtpsY0JI15o/Tl_ybXQfENI/AAAAAAAAAfU/eLn7BQPkSeY/s72-c/papel_e_caneta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-8257425081929899177</id><published>2011-07-31T23:33:00.003-03:00</published><updated>2011-07-31T23:35:17.033-03:00</updated><title type='text'>Um poema meu</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;De como quero morrer&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Quero morrer como morrem as árvores&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Quietinho&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Sentindo o vento tocar-me pela última vez a face&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Quero morrer como morrem os pássaros livres&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Sozinho&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Ouvindo o som das águas do rio que nasce&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Quero morrer como morre o dia&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Nascendo&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;De novo na noite que surgiu&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Quero morrer como morre a poesia&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Vivendo&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Na alma de quem um dia me ouviu&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Quero morrer como morre o luar&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Sonhando&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Com os amigos que deixei&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Quero morrer como morre o amar&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Amando&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Como nunca antes amei&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-8257425081929899177?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/8257425081929899177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=8257425081929899177&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/8257425081929899177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/8257425081929899177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2011/07/um-poema-meu.html' title='Um poema meu'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-6043475632240799807</id><published>2011-07-01T16:35:00.002-03:00</published><updated>2011-07-01T16:37:46.184-03:00</updated><title type='text'>Racionalismo emocional</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-IZvMSuMGA9Y/Tg4fH6vKTjI/AAAAAAAAAfM/kW7XB15qIH4/s1600/RAZ%25C3%2583O+E+EMO%25C3%2587%25C3%2583O.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; height: 349px; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; width: 243px;"&gt;&lt;img border="0" height="320" i$="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-IZvMSuMGA9Y/Tg4fH6vKTjI/AAAAAAAAAfM/kW7XB15qIH4/s320/RAZ%25C3%2583O+E+EMO%25C3%2587%25C3%2583O.jpg" width="222" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Você é uma pessoa extremamente racional em suas decisões e escolhas. Uma pessoa que sempre pondera a respeito das coisas para não tirar conclusões precipitadas. Você não age por impulso e honra o sapiens que denomina a sua espécie. Você pensa, calcula as possibilidades, os riscos, os efeitos, as consequências, os resultados de todas as suas ações. Nada é feito por fazer. Tudo tem um motivo. Tudo tem uma razão. Seu órgão preferido é o cérebro. Ele é o seu centro. Você sempre foi assim. Você é assim. Você acredita que será sempre assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então você se apaixona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aquela pessoa que um dia você foi, desfaz-se como um castelo de cartas ao ser tocado. Você se torna outra. Você se torna alguém que nunca imaginou que poderia ser. Seu órgão preferido passa a ser o coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você agora colocou a razão em segundo, terceiro, quarto, quinto, décimo, centésimo, milésimo, último plano. Você não pensa (porque você não consegue pensar). Você não analisa as circunstâncias dos acontecimentos ao seu redor (porque não consegue analisar). Você não pondera sobre questões sobre as quais tem de opinar (porque você não consegue ponderar). Você não calcula os riscos dos seus atos (porque não consegue calcular). Você não imagina outra coisa, você não se concentra, você não se foca, você não lê, você não escreve, você não para, você não raciocina (porque você não consegue).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se apaixonar e sentir intensamente essa paixão é bom. Se apaixonar e viver intensamente essa paixão é importante. Diria até que se apaixonar e viver intensamente essa paixão é essencial. Apaixonar-se é viver. Apaixonar-se é humano. Uma das grandes peculiaridades dos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante da importância e até da necessidade da paixão em nossa vida, cabe pensar sobre o assunto. Pensar em como a paixão pode, ao mesmo tempo, trazer grandes benefícios e significativos malefícios para o apaixonado. Isso se dá pelo conflito explicitado acima. O conflito que coloca em lados opostos duas condições que nos acompanham durante toda a vida: razão e emoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão que se impõe, quando isso ocorre, é a seguinte: razão e emoção são condições necessariamente incompatíveis?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente, não creio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho pensado bastante nisso e acho que é bem possível conciliar as duas coisas para se viver os fatos sob o olhar do que chamo de um racionalismo emocional. Ver o lado emotivo da relação com um olhar mais racional. Observar o lado racional, com olhos mais emotivos. Não é fácil fazer isso. Nem um pouco. Mas acredito ser deveras necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vemos as coisas que ocorrem em nossa vida de um modo equivocado. Levamos muito em consideração a opinião dos outros quando o que está em jogo são decisões a respeito da nossa vida. Decisões essas que, em princípio, só vão afetar a nós mesmos, sejam elas certas ou erradas. Deixamos de fazer coisas que queremos fazer em razão do que as pessoas que nos cercam vão pensar sobre isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, quando o que está em jogo é qualquer coisa que diz respeito à relação, somos extremamente egoístas. Só damos atenção àquilo que nos interessa. Todos os nossos atos são realizados com um único objetivo, todas as nossas ações têm um único fim: a nossa satisfação pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um grave erro aí. Os modos de analisar e interpretar os momentos estão trocados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o assunto é algo de cunho extremamente pessoal, uma decisão que vai afetar a nossa vida e a de ninguém mais, somente devemos dar ouvidos a nós mesmos. Nessas situações, devemos fazer aquilo que queremos fazer e não o que os outros acham que devemos fazer. Quando o que está em questão é estritamente a nossa vida, temos de ser egoístas, ou melhor, individualistas, pois seremos nós e mais ninguém que vamos arcar com as consequências dos nossos atos, sejam eles certos ou errados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já quando o que está em xeque é algo que diz respeito à relação, que envolve o outro com o qual estamos juntos, devemos observá-lo, analisá-lo, dissecá-lo, destrinchá-lo, com o olhar do outro. Temos de ver tudo o que está relacionado ao casal com o olhar do outro. Temos de nos colocarmos no lugar do outro. Temos de tentar entender como o outro vê essa situação, o que essa situação representa para o outro, o que as decisões que podem ser tomadas a respeito dessa situação significarão para o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomemos por princípio que, hoje, em 2011, se estamos em uma relação é porque queremos estar, salvo algumas poucas exceções e casos especiais. E, quando estamos em uma relação, boa parte dos nossos atos acaba tendo alguma ligação com a companheira (o). Se uma ação nossa irá resultar em algum impacto, por menor que seja, na vida da parceira (o), não podemos agir somente de acordo com o que nós queremos, não podemos agir somente para buscar a nossa satisfação. É preciso ver a relação com os olhos do outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é fácil fazer isso. Ao contrário. Para fazer isso, é preciso um grande desprendimento por parte de ambos. É preciso expandir as percepções. Para fazer isso, é preciso pensar que, na nossa vida, nós somos o todo; na “vida” do casal, somos apenas a metade. Somente assim a dupla pode conquistar seus objetivos unidos e traçar os caminhos que os levarão a intensos e duradouros momentos de felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para fazer isso, é necessário ter considerável controle sobre si mesmo. É difícil ter controle absoluto sobre si quando se está envolvido emocionalmente com algo. A emoção, o sentimento, faz com que vejamos as coisas com lentes que distorcem. Distorcem mais em uns e menos em outros, mas distorcem em todos. Corrigir essa distorção quando isso é preciso é um grande desafio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho eu que ouvir o outro é o primeiro passo para fazer isso. Não há como compreender o outro sem ouvi-lo. Ouvi-lo pacientemente. Deixá-lo falar com o mínimo de interrupções possível. Prestar atenção no que o outro fala e pensar sobre o que o outro fala. É improvável que você vá entendê-la (o), mas, possivelmente, irá compreendê-la (o) e isso, você irá perceber, fará toda a diferença na relação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tentar se impor ao outro, acredito que seja o segundo passo. Tentar fazer com que o outro compreenda você. O seu modo de pensar não é melhor do que o dela (e). Tentar fazer com que o outro lhe compreenda é emprestar as lentes através das quais você vê o mundo para a outra pessoa. É dar condições para que ela faça isso. Ninguém é compreendido quando tenta se impor, seja por meio da força, ou de gritos, ou de gestos, ou do silêncio ou seja através do que quer que seja. Para ser compreendido, é preciso se deixar compreender. O rio só corre por onde há caminhos abertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Racionalismo emocional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser racional o bastante para perceber que o sentimento do outro é tão importante quanto o seu, que a dor do outro é tão forte quanto a sua. Ser racional o bastante para perceber que a relação é uma via de mão dupla, que nenhum envolvimento se sustenta quando o olhar não se expande, quando os desejos intrinsecamente pessoais são o guia de todos os atos. Ser racional o bastante para entender o significado de um para o outro. Ser racional o bastante para perceber o quanto a emoção é o centro, o motor da relação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O 2 não se forma simplesmente se colocando o 1 ao lado do 1. O 2 é a soma, é a união do 1 com o 1. A partir do momento em que o 1 se une ao outro 1 e, assim, formam o 2, eles deixam de ser o 1 e o 1. Eles são o 2. Eles ainda são eles, o 1 ainda está ali, assim como o outro 1. Cada qual ainda com as suas características próprias, com as suas peculiaridades, com os seus defeitos e suas qualidades, contribuindo com a sua parte para formar o 2. Mas não são mais o 1 e o 1. São o 2. E, formando eles o 2, qualquer ação que, individualmente, um praticar afetará o outro e afetará o todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande dificuldade em encarar a relação deste modo reside no fato de que todos os nossos atos são realizados visando a nossa própria satisfação. É da natureza humana buscar benefício próprio em tudo o que o cerca. Isso, porém, talvez fizesse sentido lá atrás, com os nossos primeiros antepassados. Eles precisavam, por questão de sobrevivência, obter o máximo ao seu favor de tudo o que os rodeava. Nós não precisamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver a relação com o os olhos do outro. Usar a razão para entender a emoção. É difícil, mas não custa nada tentar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-6043475632240799807?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/6043475632240799807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=6043475632240799807&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/6043475632240799807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/6043475632240799807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2011/07/racionalismo-emocional.html' title='Racionalismo emocional'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-IZvMSuMGA9Y/Tg4fH6vKTjI/AAAAAAAAAfM/kW7XB15qIH4/s72-c/RAZ%25C3%2583O+E+EMO%25C3%2587%25C3%2583O.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-8884379842554892617</id><published>2011-05-29T22:00:00.001-03:00</published><updated>2011-05-29T22:29:26.386-03:00</updated><title type='text'>O Indivíduo e o Todo (ou “não fica assim, não foi nada”)</title><content type='html'>&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-pzpLC8qiaoI/TeLr-b-sRyI/AAAAAAAAAfE/s7RmkF6VnFM/s1600/mosaico.bmp" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-pzpLC8qiaoI/TeLr-b-sRyI/AAAAAAAAAfE/s7RmkF6VnFM/s1600/mosaico.bmp" t8="true" /&gt;&lt;/a&gt;A população. A comunidade. O povo. A massa. O todo.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Somos o todo. Um por um, unidos, formamos o todo. O todo, porém, não é uma massa uniforme. O todo está mais para um mosaico. Um mosaico formado por incontáveis pedacinhos de porcelana. Todos os pedacinhos que formam a imagem são constituídos da mesma coisa: porcelana. Entretanto, cada parte é diferente da outra. Cada pequeno pedaço de porcelana se difere do outro por sua cor ou cores, por seu tamanho, por sua largura, por seu formato e, também, por sua natureza, por sua essência, sua origem. Cada parte do todo, o mosaico, foi produzida em um local diferente, em um momento diferente, por máquinas e pessoas diferentes, com matérias primas obtidas em pontos diferentes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O todo, portanto, é composto por partes únicas. Indivíduos formam o todo e, mesmo formando o todo, mesmo fazendo parte da imagem completa, mesmo sendo integrantes da massa, não deixam de ser indivíduos. O todo são os indivíduos. Os indivíduos não são o todo. Eles são únicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse preâmbulo todo pode parecer uma grande bobagem (e talvez seja), mas se faz necessário para embasar e servir de referência para o que, de fato, pretendo dizer nas linhas que seguem. Vamos a elas, pois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas sentem extrema necessidade de modelar e padronizar o sentimento das outras. As pessoas não gostam de ver outras pessoas com sentimentos extremos. Elas se sentem mal vendo isso. Ainda não sei ao certo o porquê. Talvez porque a maioria das pessoas se sente, cada dia menos, um indivíduo e cada dia mais o todo. E o todo não possui sentimentos extremos. O todo é a mesmice. O todo é um clichê. O todo nunca é o 0% e nunca é o 100%. O todo é o 50%. Talvez essa seja a explicação.&lt;br /&gt;O fato é que qualquer tipo de sentimento mais intenso, que fuja ao padrão, que não seja mais do mesmo, incomoda as pessoas. Diante disso, muitas delas não sabem como agir e preferem se abster, não dizer nada. Encontram no silêncio um refúgio para a sua incapacidade de compreender o outro. Respeito-as. Outras criticam, colocam-se em uma posição supostamente superior e apontam o dedo inquisidor, olhando de cima, como que tentando fazer com que aquele que sente de modo extremo se sinta culpado, se sinta fazendo algo errado. Entendo-as. E tem ainda um outro grupo. Um grupo mais perigoso. Um grupo que atua sorrateiramente. Um grupo que, aparentemente, está do seu lado, que te apoia, que quer o teu bem. Aparentemente. Só aparentemente. Esse grupo é o grupo que tem o maior potencial para prejudicar. Refiro-me àqueles que no momento em que você está chateado, magoado, triste, pra baixo, enfim, seja qual for a palavra ou expressão que defina um estado de espírito melancólico, um sentimento extremo, se aproximam e dizem coisas como o seguinte: “não fica assim, não foi nada”, ou um “não é pra tanto, não fica triste, não vale a pena”. Desprezo-os.&lt;br /&gt;Incomoda-me muito, para não dizer que me irrita profundamente, quando vejo uma pessoa dizer isso para outra, ou dizer para mim mesmo. E incomoda-me muito, principalmente em casos como os exemplificados acima, quando a pessoa que está sentindo um sentimento extremo está triste, está “para baixo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como assim “não foi nada”? Como assim “não é pra tanto”?&lt;br /&gt;Pode não ser nada para quem vê de fora, pode não ser pra tanto para quem observa de fora, mas, para quem sente, é tudo e é para tanto e é para muito mais, inclusive. Incomoda-me muito quando presencio uma pessoa desfazendo, diminuindo o sentimento de outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual o problema em estar “para baixo”?&lt;br /&gt;Qual o problema em estar triste?&lt;br /&gt;Qual o problema em estar muito triste?&lt;br /&gt;Qual o problema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a pessoa não tem tendências suicidas, não vejo nenhum problema. Ao contrário. Acho deveras natural e salutar que nossos momentos de alegria sejam permeados por momentos de tristeza. &lt;em&gt;C'est la vie&lt;/em&gt;. É isso, aliás, que torna a caminhada tão interessante. É por isso que o mar atrai mais que o rio. As ondas. O ir e vir. Os dois sentidos de movimento. A ressaca. O repuxo.&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Momentos de tristeza são necessários. Momentos de melancolia profunda são necessários. Estar triste é tão normal quanto estar alegre. Acredito, inclusive, que a tristeza nos ensina mais do que a alegria. Aprendemos mais e nos conhecemos mais na tristeza do que na alegria. E isso ocorre por uma simples razão: na tristeza, pensamos; na alegria, não.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;O fato é que ninguém tem o direito de questionar o que uma pessoa sente. Ninguém tem o direito de dizer a uma pessoa que aquilo que ela está sentindo é insignificante. Não somos o todo. Somos um indivíduo. Somos um pedaço de porcelana no mosaico. O outro não vê as coisas da forma como eu vejo, ele não sente como eu sinto, assim, não posso avaliar se o que ele sente é forte ou não, se é fraco ou não, se é importante ou não. Ele sente e, se o que ele sente o faz ficar triste, é porque aquilo é um motivo suficientemente forte para gerar a tristeza. Pode não ser suficientemente forte para eu ficar triste, mas é suficientemente forte para ele ficar triste. E isso não faz de mim alguém mais “forte” do que ele. Em absoluto.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Não aceito que se tente empulhar as pessoas, pregando-lhes receitas prontas sobre qual é o modo “correto” de agir em determinada situação envolvendo algo de cunho extremamente pessoal.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Agora, por exemplo, estou com uma dor na garganta terrível. Tão forte que deixar correr uma lágrima não parece algo tão absurdo. Não mesmo. O quê? Fiasquento eu? Ahh, vsf, vai. Grato.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-8884379842554892617?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/8884379842554892617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=8884379842554892617&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/8884379842554892617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/8884379842554892617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2011/05/o-individuo-e-o-todo-ou-nao-fica-assim.html' title='O Indivíduo e o Todo (ou “não fica assim, não foi nada”)'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-pzpLC8qiaoI/TeLr-b-sRyI/AAAAAAAAAfE/s7RmkF6VnFM/s72-c/mosaico.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-2550622224920126265</id><published>2011-05-06T22:12:00.002-03:00</published><updated>2011-05-06T22:13:11.376-03:00</updated><title type='text'>Da difícil arte de escrever .... sobre o amor</title><content type='html'>&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Rddmg3lgmTE/TcScHRehMCI/AAAAAAAAAfA/5Bgwq8zEDr8/s1600/diadosnamorados1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" j8="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-Rddmg3lgmTE/TcScHRehMCI/AAAAAAAAAfA/5Bgwq8zEDr8/s320/diadosnamorados1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Como transformar um sentimento em palavras?&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;É curioso como escrever sobre uma coisa, o amor, pode parecer tão fácil e ser tão difícil. O amor talvez seja o tema mais abordado na história universal da escrita. Possivelmente é. Muito possivelmente. Desde textos literários de todos os tipos, passando por cartas e bilhetinhos, seguindo por e-mails e “torpedos”. As pessoas que amam sentem necessidade de expressar esse amor através de palavras escritas. O amor é o tema mais universal do mundo para se falar. O amor entre duas pessoas sentido aqui não é significativamente diverso do amor entre duas pessoas sentido no Japão, ou na Rússia, ou na Romênia, ou na Índia, ou na Nigéria, ou nos EUA, ou em qualquer outro ponto deste planeta. As manifestações e demonstrações desse amor e a forma de sentir esse amor podem ser e são bem diferentes, cada uma de acordo com a personalidade de cada pessoa e com a cultura local, mas o sentimento é praticamente o mesmo.&lt;/div&gt;Por ser universal é que o amor de &lt;em&gt;Romeu e Julieta&lt;/em&gt; foi traduzido para quase todos os idiomas que você pode imaginar. A história é a mesma. Uma história de amor. Uma história que emociona há mais de 400 anos. Mas, infelizmente, há poucos Sheakespeares por aí capazes de criar algo tão vigoroso. E não há muitos Sheakespeares porque escrever sobre o amor é muito difícil. Muito mesmo. MUITO.&lt;br /&gt;Se escrever ficção sobre o amor é muito difícil, imagine escrever um relato de cunho mais pessoal, tendo as suas sensações como base e fio condutor do texto. É muito difícil escrever sobre o amor porque, apesar de ser um sentimento universal, ele é único para quem sente. Antes de começar a escrever ou a falar sobre o amor, que seja, uma questão precisa ser respondida. Ter essa questão respondida é condição &lt;em&gt;sine qua non&lt;/em&gt; para que o texto possa sair da cabeça e ir para o papel. A pergunta é a seguinte: &lt;strong&gt;o que é amor para você?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É indispensável que a resposta a esse questionamento exista para que você consiga criar um escrito pessoal falando sobre o amor. Assim, temos, portanto, antes da primeira letra do texto ser escrita, um grande problema. Um problema muito complicado de ser solucionado.&lt;br /&gt;A primeira dificuldade para se resolver este problema reside no fato de o conceito de amor ser algo pessoal. Assim, não há como se utilizar de definições elaboradas por outros. É possível se basear na opinião de outras pessoas a respeito do que é amor, entretanto, corre-se o risco de que um conceito irreal seja criado, e de que isso acabe gerando dificuldades quando for preciso interpretar o sentimento existente em um determinado momento.&lt;br /&gt;As pessoas não param para pensar sobre isso e aí está outra dificuldade. As pessoas percebem que sentem algo e que esse algo é forte e, para elas, isso é amor. E pode até ser. A questão é que ninguém para e pensa: o que estou sentindo? Já senti isso, assim, outras vezes? De onde vem isso que estou sentindo? O que aquela pessoa tem para fazer com que eu me sinta assim?&lt;br /&gt;Então, esse é um requisito básico e, creio eu, indispensável para se escrever a respeito do que se está sentindo: saber o que se está sentindo e o que é aquele sentimento para mim.&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Escrever sobre a paixão é mais fácil. A paixão mexe muito com o instinto. É algo que aflora mais visivelmente. O amor se sente mais com o cérebro do que a paixão. É claro que cada pessoa se apaixona de um jeito. Alguns se apaixonam mais com a pele, mais pelo físico; outros se apaixonam mais pelo jeito da pessoa; e outros se apaixonam pelo modo como a pessoa pensa. Porém, a paixão ainda é um sentimento intermediário e está deveras ligada a um encantamento. E uma pessoa encantada pode, às vezes, deixar o cérebro um pouquinho de lado na hora de sentir.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Escrever sobre o amor é muito difícil porque as pessoas conhecem pouco a si mesmas. Mas, mesmo para aquelas pessoas que se conhecem muito bem, escrever sobre o amor também é difícil. Por quê? Basicamente por que estas pessoas, as que se conhecem bem, sentem com muita intensidade. Essas pessoas sentem com mais profundidade o sentimento. E, nestes casos, elas percebem o quão complexo é escrever sobre um sentimento, principalmente um sentimento como o amor. Essas pessoas compreendem que, por mais espetaculares que sejam, por mais fantásticas e mágicas que sejam, por mais fascinantes e desbravadoras que sejam, por mais desafiadoras e esclarecedoras que sejam, por mais fortes e sensíveis que sejam, as palavras delimitam. As palavras te fazem viajar, sair do chão, sonhar, ir longe, mas elas, em si, delimitam. E limitar um sentimento é muito difícil para quem o sente. Principalmente para quem o sente de modo intenso.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Aí está o paradoxo da questão: para escrever sobre o amor que se sente, escrever mesmo, de modo profundo e pensado, é preciso saber o que é o amor para si próprio. Para saber o que é o amor é necessário se autoconhecer. As pessoas que se conhecem bem, contudo, na maioria das vezes, sentem muito o que sentem, sentem com intensidade. E, por sentirem intensamente, percebem que as palavras limitam um sentimento que, para elas, parece ser ilimitado. Daí o desconforto. Daí a dificuldade em escrever sobre o amor.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Quem consegue fazê-lo, das duas uma: ou é uma exceção, um dos privilegiados, um Sheakespeare; ou tem o enorme talento de escrever sobre algo que está sentindo sem ser influenciado por esse sentimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Os dois casos existem, mas são muito raros. Raríssimos.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;O mais comum, portanto, é nos deparar com textos sobre o amor escritos por talentosos escritores que não sentiam aquilo sobre o qual estavam escrevendo. Ou por pessoas que acreditam estar escrevendo sobre o amor que sentem, mas na verdade não passaram da epiderme desse amor. Estão esquiando na superfície congelada de um profundo lago.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Apesar de todas as dificuldades, não há razão para desistir e nunca tentar escrever sobre o amor que se sente. Ao contrário. Deve-se tentar sempre. Escrever é hábito e só se adquire esse hábito escrevendo. Ao tentar escrever e não conseguir surgirão questionamentos e é a partir deles que o processo de autoconhecimento aflora e se desenvolve. Ninguém se autoconhece sem se desafiar. O amor é desafiador e escrever sobre ele também é.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-2550622224920126265?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/2550622224920126265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=2550622224920126265&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/2550622224920126265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/2550622224920126265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2011/05/da-dificil-arte-de-escrever-sobre-o.html' title='Da difícil arte de escrever .... sobre o amor'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Rddmg3lgmTE/TcScHRehMCI/AAAAAAAAAfA/5Bgwq8zEDr8/s72-c/diadosnamorados1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-1142968105471193475</id><published>2011-04-11T23:03:00.005-03:00</published><updated>2011-04-11T23:18:31.150-03:00</updated><title type='text'>Breve relato de uma viagem de ônibus</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;“Atualmente, depois de tantas eras de experiência, o que conhecemos da natureza, ou de nós mesmos? O homem não deu sequer o primeiro passo no sentido de solucionar o problema de seu destino. O universo humano inteiro permanece condenado à insanidade.” &lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;Ralph Waldo Emerson&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Lá vou eu. Óculos escuros, mochila no ombro e rock nos fones de ouvido. Entro no ônibus, dirigindo-me para o trabalho, e percebo um comportamento “anormal” do casal sentado no banco à minha frente. &lt;em&gt;Pause&lt;/em&gt; na música para ver o que ocorria. Discutiam a relação. &lt;em&gt;Stop&lt;/em&gt; no som, fone nas mãos. Resolvi acompanhar o que estava se passando. Uma experiência antropológica. Foram 20 minutos ouvindo a discussão dos dois. Não foi preciso mais do que cinco minutos, porém, para diagnosticar o que estava faltando naquela relação conflituosa: comunicação.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Em vinte minutos de observação não é possível fazer uma análise muito profunda. Entretanto, ficou deveras claro que o problema advinha muito da essência de ambos, da natureza própria que diferencia homens de mulheres. Ela necessitava falar, dizer para ele todas as coisas que a estavam incomodando e, consequentemente, minando o namoro. Ele, com a característica postura de superioridade masculina quando este assunto está em discussão, interrompia-a a todo o momento, não deixando ela se expressar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Era evidente a qualquer um que observava a cena que ela gostava muito dele, amava-o, provavelmente. O sentimento dele em relação a ela, novamente devido ao comportamento típico masculino, era mais difícil de ser identificado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Senti muita vontade de intervir na conversa, diversas vezes áspera e em alto tom de voz, e dizer pra ele calar a boca e ouvi-la. Ouvi-la em silêncio, ponderar sobre as palavras dela e, depois, contra-argumentar, se fosse o caso. Mas não me senti no direito.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Impressiona-me como uma coisa tão básica como isso, a comunicação, ou a falta dela, faz com que castelos de sonhos desmoronem. E o que é pior, desmoronem lentamente, dolorosamente, deixando fortes marcas nas pessoas envolvidas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Saber ouvir. Esse é um segredo básico, mas fundamental em qualquer tipo de relação. Olhar para o outro, escutar o que o outro tem a dizer. Às vezes, o outro só quer isso, ser ouvido. Não quer ser compreendido e muito menos entendido, quer ser ouvido.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Tentar entender, aliás, é uma batalha perdida, sempre. Não há como entender o outro. Não há como entender o outro pelo simples fato de que você vai ver com os seus olhos a realidade que o outro lhe apresenta, e não com os olhos dele. Compreender é possível, apesar de não ser fácil. No momento em que há um conflito, então, fica muito mais difícil, na medida em que ambos estão vibrando em sintonias diferentes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Ouvir e tentar compreender.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Ele não ouvia o que ela tinha para falar e refutava com palavras proferidas para menosprezá-la. Isso a deixava ainda mais nervosa. E ele parecia se sentir, a cada minuto que passava, em um degrau mais alto, olhando para ela lá embaixo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Os homens são idiotas por natureza.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;A essência masculina é a da simplificação de questões complexas e a da complexização de questões simples. Algumas mulheres percebem isso e passam a interpretar as posições masculinas de uma maneira mais adequada à natureza dele.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Os homens são simplórios. E isso não pode ser considerado um defeito. Quase todos são assim. É evidente que existem exceções. A maioria delas, porém, parece ser uma exceção, mas não é. Basta algum período de convivência, curto que seja, e o cromossomo Y mostra que está lá. Sempre esteve lá. E que o instinto ainda se mantém soberano.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Entretanto, como disse, existem exceções. Verdadeiras exceções. São poucas, mas existem. Não perca as esperanças, pois, querida leitora. Nunca sabemos o que nos espera ao dobrarmos a próxima esquina.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;A viagem se encaminhava para o fim. Levantei-me do banco e me dirigi para a porta do ônibus. Dei uma discreta olhada para os dois. Os olhos dela estavam marejados. Mas ela não chorava. Ele mantinha aquele olhar blasé de quem se sente superior.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Desci.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Caminhando, pensei em como, apesar de centenas de milhares de anos de evolução, os humanos seguem sofrendo por situações tão singelas, as quais a solução já deveria ter sido internalizada por todos. E pensei que talvez não tenhamos evoluído tanto assim. Pelo menos não naquilo que deveria ser o mais importante. Na relação com o outro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-1142968105471193475?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/1142968105471193475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=1142968105471193475&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/1142968105471193475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/1142968105471193475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2011/04/breve-relato-de-uma-viagem-de-onibus.html' title='Breve relato de uma viagem de ônibus'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-173760741767890135</id><published>2011-03-23T13:43:00.001-03:00</published><updated>2011-03-23T13:46:32.861-03:00</updated><title type='text'>Daquilo que não é dito</title><content type='html'>&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 132px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5587317606034222626" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-CJRKDSWQNMs/TYojwoL0riI/AAAAAAAAAeM/Hu2y6tQMBDg/s200/vazio%2B2.bmp" /&gt;Uma palavra. Não mais do que uma palavra pode ser necessária para que tudo aconteça. Uma palavra. Não mais do que uma palavra pode ser necessária para que nada aconteça. A palavra tem esse poder. Uma palavra tem esse poder.&lt;br /&gt;Algumas delas em sequência podem significar o tudo. A ausência delas, em determinado instante, pode significar o nada. Muito mais do que o que você faz, são as palavras que indicarão o que será da sua vida. Um “sim” dito na hora errada, um “não” dito no momento certo. A vida pode ser apresentada a partir das palavras que são ditas.&lt;br /&gt;Mas não só delas.&lt;br /&gt;A vida também pode ser apresentada a partir das palavras que não são ditas.&lt;br /&gt;As consequências daquilo que não é dito são muito maiores e mais duradouras do que as consequências daquilo que é dito. À palavra dita pode se seguir um pedido de desculpas, um arrependimento. À palavra dita pode se alegar que houve uma má interpretação, que não foi aquilo que se quis dizer. Aquilo que é dito pode ser esquecido com o tempo, tanto por quem disse quanto por quem ouviu.&lt;br /&gt;Aquilo que não é dito pode produzir efeitos devastadores em quem deixa de dizê-lo. Sofre em silêncio aquele que deixa de dizer. E aquele que deixa de dizer não o faz seja querendo fazer (e daí o sofrimento é maior), seja porque a oportunidade de fazer passou (ou ainda não chegou).&lt;br /&gt;Aquilo que não é dito.&lt;br /&gt;É uma experiência sui generis imaginar como você estaria agora se tivesse dito todas as coisas que quis dizer e não disse. Não há como recordar de todas elas, é evidente. Porém, as mais importantes, as que marcaram mesmo, estão lá, guardadas, em algum lugar. Basta um esforço, e elas brotarão.&lt;br /&gt;Provavelmente você manteve alguns amigos (amigos mesmo?), alguns namoros, alguns empregos, algumas relações sociais, por não ter dito o que queria dizer. Muito provavelmente também, você deixou de fazer alguns amigos e deixou de iniciar namoros (empregos e relações sociais talvez não) em razão disso.&lt;br /&gt;“As palavras têm a leveza do vento e a força da tempestade.” O escritor e poeta francês Victor Hugo tinha a noção da carga de importância e significados para a vida que as palavras têm. Nada é mais angustiante para um poeta do que não encontrar a palavra exata para descrever aquilo que está sentindo no momento em que escreve. E nada é mais torturador do que uma palavra que fica presa na garganta, que insiste em não sair, que quase te impede de respirar. A palavra que não é dita.&lt;br /&gt;As palavras que não são ditas, quase sempre, são aquelas que vieram à boca depois de se ter pensado sobre o assunto. Palavras que não são ditas são palavras pensadas, são palavras maturadas. Palavras que não são ditas, geralmente, são frutos de reflexão. Por isso elas incomodam tanto, por isso machucam tanto. Por isso elas arranham a boca tentando se libertarem. As palavras que não são ditas são convicções (naquele momento são). Não são ideias passageiras, ou resultados de alguma emoção. As palavras que não são ditas ferem tanto porque não saem da cabeça de quem não as diz. Elas ficam ali, martelando, todo o tempo, como se dissessem “hey, estou aqui, só há um modo de você se livrar de mim, e você sabe como”.&lt;br /&gt;Nossa vida, essa que nós vivemos e com a qual covardemente nos conformamos, é feita daquilo que é dito. A vida que queríamos viver, a vida que pulsa em nossa mente e em nosso coração, a vida libertadora e libertária, a vida desafiadora e rebelde, a vida que está nos nossos sonhos, a vida no seu sentido mais amplo e profundo, essa é feita daquilo que não é dito.&lt;br /&gt;E o que fazer quando é dado o momento? O que fazer quando as palavras rompem seus casulos e se dirigem em direção à luz? O que fazer quando você quer dizer algo, mas as palavras ficam ali, presas, sufocando-o?&lt;br /&gt;A resposta mais fácil e clichê seria um simples “diga-as, expulse-as do seu corpo e se liberte”. Sabemos, porém, que não é simples assim. A razão de palavras não serem ditas está, em boa parte das vezes, intrinsecamente ligada a um sentimento com o qual é difícil de se lidar: o medo.&lt;br /&gt;Já disse em outra ocasião que o medo é algo natural, existe e deve existir e que, entretanto, nada que realmente se quer fazer deve deixar de ser feito por causa do medo. É assim que deveríamos agir se fôssemos pensar em algo mais próximo do ideal. Todavia, não vivemos a vida ideal.&lt;br /&gt;Aquilo que não é dito não é dito por que há um motivo significativamente forte para que assim seja. Significativamente forte, pelo menos, para quem não o diz. Aquilo que não é dito não é dito por que quem não o diz teme que, se disser, o resultado de suas palavras podem não ser o que ele deseja. E, assim sendo, ele se magoará, ficará triste. Não proferindo as palavras, ele não corre esse risco. Não proferido-as, contudo, ele também não se arrisca a receber como resposta aquilo que deseja ouvir. E assim ele fica. Inerte. No mesmo lugar. Parado. Assim ele não vive. Assim ele cumpre um papel de extrema coadjuvância em sua própria existência. Ele é coadjuvante em sua própria vida.&lt;br /&gt;Daquilo que não é dito se constrói uma história que não foi escrita. Daquilo que não é dito se vive uma vida que não foi vivida. Daquilo que não é dito se pinta um quadro com azuis que não lembram o céu, com vermelhos que não escorrem feito sangue, com amarelos que não queimam como o sol, com verdes que não acalmam feito os campos.&lt;br /&gt;Daquilo que não é dito ficam só três coisas: a lembrança, o arrependimento e a saudade. Não há como retroceder ao passado. Não há como voltar no tempo e dizer aquilo que não foi dito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-173760741767890135?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/173760741767890135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=173760741767890135&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/173760741767890135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/173760741767890135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2011/03/daquilo-que-nao-e-dito.html' title='Daquilo que não é dito'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-CJRKDSWQNMs/TYojwoL0riI/AAAAAAAAAeM/Hu2y6tQMBDg/s72-c/vazio%2B2.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-3101383135780676849</id><published>2011-02-14T23:46:00.000-02:00</published><updated>2011-02-14T23:50:12.059-02:00</updated><title type='text'>Os fatos. O tempo. As mudanças. A vida.</title><content type='html'>Uma semana. Uma semana foi o suficiente para a vida de uma amiga muito querida sofrer grandes transformações. No caso dela, as transformações foram positivas. Conversamos sobre isso e sobre como o inesperado é o que dá o tempero aos nossos dias. Conversamos sobre como um fato ocorrido em um pequeno espaço de tempo pode resultar em mudanças que vão fazer a sua vida tomar outra direção, ou outro caminho. Os fatos, o tempo, as mudanças e a vida.&lt;br /&gt;Os fatos. Os fatos por si só podem não possuir um valor definitivo. O que torna um fato importante ou não é a nossa percepção a respeito dele. Um mesmo fato acontecendo para duas pessoas pode ser encarado como positivo por uma e como negativo por outra. O fato precisa ser interpretado para que possa ter significado e interpretação é um ato individual.&lt;br /&gt;O tempo. O tempo que algo dura não possui nenhuma relação com a importância desse algo. Vivemos o segundo, o minuto, a hora, o dia. Não vivemos a semana, não vivemos o mês, não vivemos o ano. O inesperado é o que nos surpreende e o que nos surpreende é o que mais nos marca. O inesperado não é planejado. O inesperado apenas acontece e, geralmente, acontece em um curtíssimo período de tempo.&lt;br /&gt;As mudanças. As mudanças não ocorrem sem que algo seja feito para que elas ocorram. Esse impulso pode ser próprio ou pode ser oriundo de uma fonte externa. A pessoa pode não querer a mudança, mas tem de aceitá-la. Essas, geralmente, são as más mudanças, pelo menos em curto prazo. À ausência de mudanças denominamos rotina. É impossível fugir totalmente das rotinas. Não há como. Algumas rotinas já estão tão internalizadas na nossa cultura e, consequentemente, em nosso comportamento, que elas se tornaram essenciais, quase como respirar. Entretanto, um fato, ocorrido inesperadamente e, por isso, em pouco tempo, pode resultar em uma mudança. Esse fato pode resultar em uma pequena mudança, assim como pode resultar em uma mudança drástica.&lt;br /&gt;A vida. A vida está intrinsecamente ligada ao movimento. Desde a concepção até a morte, a vida não existe sem movimento. E movimento significa a alteração de um estado para outro. Movimento significa mudança. Na vida, nenhuma mudança representativa demora muito tempo para ocorrer (desconsideremos o envelhecimento, pois é natural e, assim, independe das ações do indivíduo). As mudanças que marcam ocorrem de repente, num estalar de dedos, em um erro ou em um acerto, em uma escolha. E essa mudança pode alterar os caminhos que a nossa vida vai tomar. Essa mudança não necessariamente mudará o destino, mas mudará os caminhos até ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo sobre isso porque percebo cada vez mais o instante sendo colocado de lado, sendo relegado a uma instância secundária, enquanto o futuro, os planos, enfim, o que ainda não veio, é o que recebe a atenção principal. Inclusive faço isso às vezes, mas tenho tentado fazer sempre menos.&lt;br /&gt;Não que não seja legal tentar visualizar como, onde, com quem estaremos daqui a um, dois, três, cinco, dez anos. É legal, e acho que até deve ser feito, desde que não se viva o hoje em razão desse futuro. Ou melhor, desde que não se viva o hoje de modo metódico e, como que cumprindo um cronograma, para se chegar onde se deseja no futuro.&lt;br /&gt;Se quero algo, quero agora. Sabedor de que obter esse objeto de desejo agora não é possível, deixo para depois, e posso até determinar um tempo para que obtenha isso, ou determinar uma data para que algo ocorra. Mas isso não muda o fato de eu querer agora.&lt;br /&gt;É importante deixar claro que não vejo nenhum problema em fazer planos. Nenhum mesmo. Ao contrário. Acho o máximo. Sério. Eu inclusive, estou planejando fazer um tipo de aventura, viagens de observação, só eu, uma mochila com algumas coisas e a câmera fotográfica. Chegar aos lugares e ir onde quiser ir, onde as conversas com os moradores locais me levarem. Nada de guias ou listas de “pontos turísticos” a se visitar. A intenção, inclusive, é não visitar metrópoles e locais cheios de turistas. Aliás, se alguém quiser, cabe mais um(a) na indiada, mas só mais um(a), pois três já vira gandaia.&lt;br /&gt;Deixando de lado os meus planos e voltando ao tema do post, o problema não está nos planos. O problema, creio eu, está em viver os planos e viver para os planos, viver para o futuro, viver para um futuro que não se sabe se irá existir. As escolas fazem isso. As escolas ensinam para o futuro, preparam para o futuro. Talvez esteja aí a razão, ou uma das principais razões, para o pouco interesse dos jovens.&lt;br /&gt;Assim sendo, de tudo o que falei até aqui, fica uma certeza para mim. Não devemos ignorar o fato que ocorre repentinamente, em um segundo. Ele pode trazer a mudança que nos fará percorrer outras estradas e conhecer o desconhecido. Eu e a minha querida amiga conversamos brevemente sobre isso. Muito brevemente. E o assunto surgiu, não foi programado. Foi uma das coisas que mais me marcou nos últimos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: sobre o meu plano aí de cima, nele não está incluída a data em que ocorrerá. Quando surgir a oportunidade, será a hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS 2: passo por um momento de sucessivas reflexões a respeito da vida. Estou quase me tornando um transcendentalista. Perdoem a minha chatice por esses dias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-3101383135780676849?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/3101383135780676849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=3101383135780676849&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/3101383135780676849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/3101383135780676849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2011/02/os-fatos-o-tempo-as-mudancas-vida.html' title='Os fatos. O tempo. As mudanças. A vida.'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-4252789945653557904</id><published>2011-01-25T22:09:00.005-02:00</published><updated>2011-01-25T23:24:07.519-02:00</updated><title type='text'>A lição da bicicleta</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TT9zptw2X6I/AAAAAAAAAd8/WxwCcljiYUU/s1600/andando%252520de%252520bicicleta.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 148px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5566294824949538722" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TT9zptw2X6I/AAAAAAAAAd8/WxwCcljiYUU/s200/andando%252520de%252520bicicleta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Antes de saber andar de bicicleta eu tinha medo de tentar aprender. Isso se dava porque eu sabia que se seu subisse na bicicleta sem saber andar e, mesmo assim, tentasse andar, eu iria cair e, em algumas vezes, iria me machucar. Por um bom tempo evitei me aproximar daquilo que eu desejava tanto com medo de que aquele objeto de desejo me machucasse e me causasse dor.&lt;br /&gt;Enquanto isso, eu via meus amigos tentando aprender também a se equilibrar sobre as duas rodas e a andar de bicicleta. Eu vi muitos deles caírem e se machucarem. Eu vi a bicicleta causar choro em quase todos eles. E eu pensava comigo mesmo, que aquilo não iria ocorrer comigo. Eu não iria me machucar. Eu não iria cair da bicicleta. Eu não iria chorar por causa daquilo que eu tanto queria.&lt;br /&gt;Com o tempo, porém, eu vi meus amigos caírem menos, e pouco tempo depois, caiam ainda menos, e muito pouco tempo depois, não caiam mais. E também vi que alguns deles caiam uma ou duas vezes e paravam de cair, já saiam andando, enquanto outros sofriam muito mais percalços durante os seus processos de aprendizagem. E então, em muito pouco tempo, eu vi que todos os meus amigos sabiam andar de bicicleta e vi como eles se divertiam com aquilo. Vi como aquilo lhes dava alegria. Uma alegria que suplantava em muito todo o sofrimento que eles tiveram até conseguir dominar a arte de andar de bicicleta. E percebi que a bicicleta daria alegrias para eles por todo o resto de suas vidas. E foi aí que eu tive uma das primeiras grandes lições da minha vida. Foi aí que eu aprendi que um tombo de bicicleta que eu sofresse, seria um tombo a menos que eu iria sofrer. Foi aí que eu aprendi que um choro em razão de um machucado, seria um choro a menos que eu iria chorar. Foi aí que eu aprendi que o sofrimento faz parte do caminho para se aprender e se obter as coisas as quais nós desejamos. E que esse sofrimento varia, podendo ser maior para algumas coisas e menor para outras ou que mesmo para a mesma coisa ele poderia variar, dependendo da ocasião. A vontade de aprender a andar de bicicleta e as alegrias, os sorrisos, os momentos inesquecíveis que eu iria passar junto dela era e seriam incomparavelmente maiores do que os riscos que eu correria ao tentar conseguir o que eu queria conseguir. Foi aí que eu aprendi que, em razão do medo, eu nunca deveria deixar de fazer algo que eu desejasse muito fazer. As quedas anteriores só me ensinaram. Com as quedas anteriores eu aprendi como não cair. E, depois que eu aprendi, eu nunca mais cai de bicicleta. Eu passei a me antecipar às quedas iminentes e, assim, evitei-as. A bicicleta nunca mais me causou sofrimento e dor. No máximo, eu tive alguns desequilíbrios, mas nunca mais sofri um tombo feio. Nunca mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-4252789945653557904?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/4252789945653557904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=4252789945653557904&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/4252789945653557904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/4252789945653557904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2011/01/licao-da-bicicleta.html' title='A lição da bicicleta'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TT9zptw2X6I/AAAAAAAAAd8/WxwCcljiYUU/s72-c/andando%252520de%252520bicicleta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-1179086618385126707</id><published>2011-01-10T20:29:00.007-02:00</published><updated>2011-01-10T20:44:04.937-02:00</updated><title type='text'>Sobre como a superior sabedoria feminina faz dos homens pobres coitados simplórios (ou O Amor (in) Condicional)</title><content type='html'>- “E se eu fosse aí te buscar?”, perguntou ele, com o característico tom vocal adocicado de quem se diz apaixonado.&lt;br /&gt;- “Bom, daí talvez eu fosse com você”, ela respondeu, com um ar um tanto quanto blasé.&lt;br /&gt;Confuso, ele a questionou novamente.&lt;br /&gt;- “Como assim ‘talvez’? Você viria comigo ou não?.”&lt;br /&gt;Com a tranquilidade no rosto e a sabedoria que ele não tinha, ela esclareceu.&lt;br /&gt;- “É simples. &lt;em&gt;‘Se’&lt;/em&gt; você vier me buscar, &lt;em&gt;‘talvez’&lt;/em&gt; eu vá com você. Agora, você &lt;em&gt;vem&lt;/em&gt; me buscar e eu &lt;em&gt;vou&lt;/em&gt; com você. Não posso dar certeza para quem coloca seu amor no condicional.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversa encerrada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-1179086618385126707?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/1179086618385126707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=1179086618385126707&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/1179086618385126707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/1179086618385126707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2011/01/sobre-como-superior-sabedoria-feminina.html' title='Sobre como a superior sabedoria feminina faz dos homens pobres coitados simplórios (ou O Amor (in) Condicional)'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-1368560467087906418</id><published>2010-12-27T22:43:00.002-02:00</published><updated>2010-12-28T22:09:37.528-02:00</updated><title type='text'>Sobre distâncias e proximidades</title><content type='html'>&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 152px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5555889652651161618" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TRp8M-WKeBI/AAAAAAAAAd0/gTEqsnb2gEw/s200/Dist%25C3%25A2ncia.jpg" /&gt;Isto está perto. Aquilo está longe. Perto e longe. Distâncias e proximidades. Como quase tudo na vida, o significado do que é perto e do que é longe não é definitivo. Distâncias e proximidades estão muito mais relacionadas com sentimentos do que com localizações físicas. Digo isto sem considerar aquela sensação clichê (mas muito verdadeira) de que estando em um lugar podemos, através da imaginação, ir longe, viajar.&lt;br /&gt;Refiro-me mais especificamente à real sensação de estar em outro lugar. Sensação esta que está intimamente ligada a pessoas. É difícil, para não dizer muito difícil (para não dizer impossível), sentir-se e visualizar-se em outro lugar que não o que se está fisicamente sem que uma pessoa seja a razão para isso. Você não vai se perceber em outro lugar somente porque gosta daquele lugar, porque aquele é um lugar bonito e agradável. O máximo que pode ocorrer é você se sentir em outro lugar porque aquele lugar faz você relembrar de momentos em que passou ao lado de alguém. Assim, você não se sentirá em outro lugar por causa de uma pessoa, e sim em razão de esse lugar te lembrar uma pessoa.&lt;br /&gt;Perto e longe. Distâncias e proximidades.&lt;br /&gt;Da mesma forma como os quilômetros impedem o aperto de mãos, impossibilitam o abraço apertado e tornam impossível um simples beijo no rosto, eles inflamam sentimentos. A distância funciona como uma dose a mais de oxigênio para o fogo.&lt;br /&gt;Esse sentimento inflamado não é, porém, um sentimento irreal, surgido a partir da criação de expectativas sobre o outro, sobre o desconhecido. Ele pode até ser, mas não necessariamente é. Como disse, a distância é uma dose a mais de oxigênio, um extra. A faísca já tinha ocorrido e o fogo já existia.&lt;br /&gt;Falo sobre isso porque tenho me sentido e me visto cada vez mais em outros lugares que não o que eu estou. Seguidamente me percebo ao lado de amigos queridos que não encontro há algum tempo e mais seguidamente ainda tenho estado junto a alguém que nunca estive sequer perto fisicamente. Não sei se isso é normal, mas o fato é que tem ocorrido e que não vejo problema. Ao contrário. Gosto quando isso ocorre. É uma fuga à realidade (e um encontro com o que é real pra mim) que tem me feito bem.&lt;br /&gt;As coisas à minha volta tem ocorrido de um modo muito convencional para o meu gosto. Muito mesmo. Sinto uma tremenda vontade de jogar tudo pro ar e sair por aí. Até motivo eu tenho. Ir atrás do que eu quero. Encontrar o que eu quero e quem eu quero. Não importando os empecilhos que essa realidade falida me apresenta. Não importando as distâncias e os caminhos. Não importando nada.&lt;br /&gt;Não sei o que falta para eu fazer isso. Não sei, ainda, o que é, mas sinto que falta alguma coisa. Sinto que falta alguma simples coisa (simples, mas gigante). Hoje falta menos do que ontem e amanhã faltará menos ainda. Quando não faltará nada? Não sei. Talvez nunca. Talvez já não falte e eu crio motivos por medo. Talvez. Enquanto isso, eu sigo aqui, mas estou longe. Bem longe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-1368560467087906418?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/1368560467087906418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=1368560467087906418&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/1368560467087906418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/1368560467087906418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2010/12/sobre-distancias-e-proximidades.html' title='Sobre distâncias e proximidades'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TRp8M-WKeBI/AAAAAAAAAd0/gTEqsnb2gEw/s72-c/Dist%25C3%25A2ncia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-6534733107615982816</id><published>2010-12-08T22:15:00.001-02:00</published><updated>2010-12-08T22:35:33.240-02:00</updated><title type='text'>Os últimos 30 dias</title><content type='html'>&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 181px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5548474415255715442" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TQAkFWao_nI/AAAAAAAAAdo/CtkQbap4rug/s200/CALEND%257E1.JPG" /&gt;E se os próximos 30 dias fossem os últimos da sua vida? O que você faria? O que você diria? Para quem você diria?&lt;br /&gt;Pensei nisso. E pensei muito nisso. Fiquei um tempo exageradamente grande pensando nisso. Não é fácil pensar nisso quando se pensa seriamente nisso. Pensar nisso é pensar na morte, mas, pensar nisso, é, sobretudo, pensar na vida. E isso é muito difícil. Doloroso até.&lt;br /&gt;Se os próximos 30 dias fossem os últimos da minha vida (e eu soubesse disso), eu iria agradecer a todas as pessoas que foram e são parte importante dos meus dias; eu iria dar os meus livros e cds e todas as coisas das quais eu mais gosto para as pessoas as quais eu mais gosto; eu queimaria as minhas calças e só usaria bermudas; eu diria a todas as pessoas com as quais me relaciono o que sinto por elas; eu compilaria em um único meio tudo o que, querendo escrever, eu escrevi em diversos lugares e deixaria para a minha mãe; eu faria uma fogueira com o meu computador e dançaria ao redor dela.&lt;br /&gt;Se os próximos 30 dias fossem os últimos da minha vida, eu iria ao Sul da Bahia, ah..., certo que eu iria e levaria livros nas mãos; eu diria aos meus irmãos que, apesar de, às vezes, sentir vontade de matá-los, em qualquer momento, eu mataria por eles; eu subiria na minha moto e sairia por aí, pegaria a estrada e iria parar onde me desse na telha, andaria e conheceria lugares e conheceria pessoas e experimentaria sensações e sorriria e faria sorrir e choraria e faria chorar.&lt;br /&gt;Se os próximos 30 dias fossem os últimos da minha vida, eu tentaria vivê-los do modo mais humano, emocional e instintivo possível, despreocupado com as conveniências, despreocupado com a razão; eu saltaria de para-quedas, eu voaria de asa delta; eu me aproximaria de quem quero me aproximar (e iria aonde fosse preciso para isso).&lt;br /&gt;Se os próximos 30 dias fossem os últimos da minha vida, eu destruiria todos os relógios; eu não me preocuparia nem um pouco com o tempo, eu faria o meu tempo passar lento quando eu assim quisesse e rápido quando tivesse vontade; eu ficaria a maior parte possível dos dias sem um teto sobre a minha cabeça, eu ficaria na rua, caminhando, olhando, falando, ouvindo.&lt;br /&gt;Se os próximos 30 dias fossem os últimos da minha vida, eu não buscaria respostas. Para que elas me serviriam? O único motivo de se viver é não saber o que está atrás da próxima porta. Eu iria a um jogo do Grêmio com o meu pai e faria daqueles minutos uma eternidade e, depois, iria pescar com ele, passando a noite sob as estrelas ouvindo-o contar suas histórias.&lt;br /&gt;Se os próximos 30 dias fossem os últimos da minha vida, eu os viveria com paixão. Eu viveria uma paixão. Eu me apaixonaria. A cada dia uma paixão nova. Eu não odiaria, se os próximos 30 dias fossem os últimos da minha vida.&lt;br /&gt;Se os próximos 30 dias fossem os últimos da minha vida, eu faria tudo isso nos primeiros 29. No último, no trigésimo dia, eu sumiria. No trigésimo dia eu iria para um lugar em que ninguém, mas ninguém mesmo, pudesse me encontrar. Eu não gostaria que ninguém me visse nos instantes finais, eu não gostaria que ninguém chorasse por mim, eu não gostaria que ninguém sentisse pena de mim; eu gostaria que meus amigos lembrassem de mim enquanto tomassem um chopp em uma mesa de bar; eu gostaria que meus pais e irmãos almoçassem juntos e fizessem um brinde para mim, rindo das bobagens que falei; eu gostaria que alguém lesse algo que lhe escrevi, pensasse em mim e desse um sorriso (uma gargalhada seria ainda melhor). Passadas as 23 horas iniciais do trigésimo dia, eu deitaria em um relvado e ficaria olhando as estrelas. Eu ficaria olhando para o céu, pensando em tudo o que eu fiz e em tudo o que deixei de fazer. Pensando em tudo o que eu disse e em tudo o que deixei de dizer, em tudo o que senti e em tudo o que deixei de sentir. Eu ficaria ali, imóvel, sereno, pacientemente, esperando a inevitável chegar, pegar na minha mão e me levar. Eu iria satisfeito. Eu iria feliz, se assim fossem os últimos 30 dias da minha vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-6534733107615982816?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/6534733107615982816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=6534733107615982816&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/6534733107615982816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/6534733107615982816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2010/12/os-ultimos-30-dias.html' title='Os últimos 30 dias'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TQAkFWao_nI/AAAAAAAAAdo/CtkQbap4rug/s72-c/CALEND%257E1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-9119599924937518722</id><published>2010-11-29T10:51:00.004-02:00</published><updated>2010-11-29T11:08:08.276-02:00</updated><title type='text'>A pitada subversiva do dia</title><content type='html'>No JC de hoje está publicada uma matéria minha falando sobre como funcionam as UPPs. Fiz uma entrevista com o sub-secretário de Segurança carioca um tempo atrás e aproveitamos o momento para lançá-la. No meio do texto, coloquei uma passagem para saciar a minha veia subversiva. Não sabia se ia passar, mas, como eu não costumo me auto-censurar escrevi e, bom, tá na página. Reproduzo abaixo o trecho.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Enquanto a violência estava localizada nas periferias, nas favelas, vitimando jovens pobres e, em sua maioria, negros, nada, ou muito pouco, se fez. Quando ela começou a descer dos morros e chegar ao asfalto, às zonas nobres, ao Leblon, a Copacabana, a Ipanema, atitudes tiveram de ser tomadas. Foi assim no Rio de Janeiro e foi assim também em Porto Alegre, com ações sendo adotadas somente quando o crack saiu das vilas e de baixo das pontes e começou a chegar às classes médias, na Bela Vista, no Moinhos de Vento e no Menino Deus.&lt;br /&gt;No Rio de Janeiro, o Estado abandonou as favelas. Não ocupou o seu espaço. As facções criminosas, por sua vez, não bobearam e passaram a ditar as suas regras nas comunidades pobres cariocas. O Comando Vermelho (CV), o Terceiro Comando (TC), o Amigos dos Amigos (ADA) e o Terceiro Comando Puro (TCP), união entre o TC e o ADA, assumiram, às avessas, o papel governamental e começaram a comandar muitas das favelas do Rio.&lt;br /&gt;Com o tempo, se aproximaram dos moradores, prestando serviços que seriam de obrigação dos governos, e fazendo com que eles passassem a sentir medo da polícia, que subia os morros e deixava para trás um rastro de sangue, não distinguindo inocentes de criminosos."&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-9119599924937518722?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/9119599924937518722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=9119599924937518722&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/9119599924937518722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/9119599924937518722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2010/11/pitada-subversiva-do-dia.html' title='A pitada subversiva do dia'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-445096211088533403</id><published>2010-11-22T20:08:00.001-02:00</published><updated>2010-11-22T20:09:25.124-02:00</updated><title type='text'>A adolescência (ou onde foram parar aqueles quatro anos?)</title><content type='html'>Estava eu alguns dias atrás tentando dar uma organizada nas minhas gavetas quando encontrei por acaso alguns álbuns de fotografias meus. Olhei todos, página por página e, após repassar muitos anos da minha vida, lembrando com saudade de alguns daqueles instantes registrados e com não tanta saudade outros, percebi uma coisa que nunca havia notado, mas que depois, pensando bem, vi que fazia sentido: não tenho nenhuma foto da minha adolescência, mais especificamente do período entre meus 15 aos 19 anos, naqueles álbuns.&lt;br /&gt;No início me espantei e comecei a procurar fotos do meu tempo de imberbe adolescente para colocar, uma que fosse, em algum daqueles depositórios de imagens. Depois de vasculhar em todos os lugares em que tenho fotos guardadas me espantei mais ainda. Não tenho nenhuma foto minha de quando eu era adolescente. Comecei a pensar, tentando encontrar uma razão para isso. Nem demorei muito para encontrá-la, a razão. O fato é que esse período da minha vida não me deixou nenhuma marca indelével. Nada. Não tenho nenhuma lembrança de algum acontecimento importante que tenha ocorrido nessa época. Nada. Aprofundando-me um pouco mais na questão, percebi outra coisa: de todos os amigos que eu tenho hoje, que na verdade não são tantos assim, (mas, sinto dizer a você que está lendo e que tem muitos amigos, são, indiscutivelmente, os melhores amigos que uma pessoa pode ter, sem dúvida nenhuma melhores que os seus amigos, até porque, para você estar lendo isso, eu devo ser um deles e os meus amigos são beeem melhores do que eu), nenhum eu conheci entre os 14 e os 18 anos. Não fiz amigos, não tive amores nem paixões. Não fiz sequer inimigos.&lt;br /&gt;Até hoje eu sei o sobrenome de quase todos os meus colegas de Ensino Fundamental. Dos meus colegas de Ensino Médio, não sei o nome de nenhum. A impressão que tenho é que eu saltei do último ano do Ensino Fundamental direto para o primeiro ano da faculdade. Há um vácuo nesse período intermediário. E acho que esses anos me fazem falta de vez em quando. Não sei de que forma nem quando nem porque, ma sinto que falta alguma coisa às vezes, algo na formação. Não sei ao certo, mas acho que pode ser isso.&lt;br /&gt;Tentando buscar uma explicação para esse buraco negro que separa meus 15 dos meus 19 anos, achei uma que me pareceu a mais plausível. A minha extremíssima dificuldade de me relacionar com as pessoas. Quando falo extremíssima não uso de um superlativo clichê ou de uma força de expressão. Era extremíssima mesmo. Recordo-me que, nesse ínterim de tempo, quando conversava com alguém, eu não conseguia olhar nos olhos dessa pessoa. Simplesmente não conseguia. Ficava a conversa toda ou olhando para baixo ou buscando algo ao redor para me chamar a atenção. Para quem me conhece hoje e me conheceu depois que eu entrei na faculdade, em 2003, pode parecer algo imaginável, mas eu era o tímido mais tímido do que o tímido mais tímido que vocês conhecem.&lt;br /&gt;Na faculdade eu encontrei uma forma de me relacionar mais e melhor com as pessoas. O humor. Sempre gostei de fazer os outros rirem. Na faculdade, porém, acho que percebi que essa poderia ser uma boa maneira de me comunicar. Não que eu seja um Grouxo Marx, mas acho que tenho talento para fazer as pessoas rirem. Não sei contar piadas, não sou um grande imitador, mas sempre fui bom em aproveitar as deixas, em fazer alguma observação divertida no momento correto, de fazer trejeitos para falar, enfim. Para um colega, sou o “maior humorista vivo” (abraço Ponsito). Um outro amigo sempre me diz que um dia ainda me verá na TV em algum programa relacionado ao humor (abraço Adorno). Sei que os dois são grandes amigos e exageraram, mas, sem falsa modéstia, sei divertir. O fato é que esse artifício fez com que eu mudasse muito. Hoje, a minha timidez se restringe às relações com pessoas que eu não conheço e a algumas situações bem específicas. Com os amigos e colegas de trabalho, às vezes, sou expansivo até demais.&lt;br /&gt;A minha retração entre os 15 e os 19 anos fez com que esse espaço de tempo não ficasse registrado, nem na memória, nem em escritos, nem em fotografias. É como se um prédio de, até agora 26 andares, tivesse um alicerce muito sólido, com os primeiros quatorze andares bem construídos com cada um deles estando repletos de momentos, de lembranças, de histórias, de pessoas. Daí, do décimo quinto ao décimo nono andares, só há espaço vazio. Quatro andares sem nada, nenhum móvel, nenhuma cortina, nenhum bilhete sequer. Alguma poeira no vidro das janelas, talvez. A partir do décimo nono, os andares voltam a estar cheios.&lt;br /&gt;É engraçado, ao mesmo tempo que é triste, ao mesmo tempo que é curioso, ao mesmo tempo que é difícil. Essa fase da vida talvez seja a que mais se faz besteira, mais se faz loucuras, mais se chora, mais se ama, mais se odeia. É uma fase da vida que, geralmente, deixa pouco de conteúdo para o restante que segue. O pouco às vezes, porém, faz muita diferença. Em alguns casos, faz toda a diferença.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-445096211088533403?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/445096211088533403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=445096211088533403&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/445096211088533403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/445096211088533403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2010/11/adolescencia-ou-onde-foram-parar.html' title='A adolescência (ou onde foram parar aqueles quatro anos?)'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-4480238369776903424</id><published>2010-11-10T00:18:00.003-02:00</published><updated>2010-11-10T00:23:47.948-02:00</updated><title type='text'>Uma aula pós beatle Paul</title><content type='html'>A segunda-feira pós beatle Paul foi de alegria por ter presenciado O show, muito cansaço e de uma bela aula sobre violência, criminalidade e segurança pública.&lt;br /&gt;Luiz Eduardo Soares é antropólogo, mestre em Antropologia Social e doutor em Ciência Política. Ele ficou bastante conhecido por ser um dos autores dos livros Elite da Tropa, 1 e 2, que deram origem aos dois filmes Tropa de Elite. Soares esteve em Porto Alegre, participando de dois eventos, na Ufrgs e na Esade, e autografando seu livro na Feira.&lt;br /&gt;Conversei com ele e assisti a toda a sua apresentação na Esade. O antropólogo não falou dos livros ou dos filmes, e sim sobre violência e segurança. O cara sabe muito sobre o assunto e tem opiniões bem interessantes.&lt;br /&gt;Fiz uma matéria para o JC que está publicada na desta terça-feira e os caríssimos amigos leitores podem conferir no link lá embaixo. Porém, como o espaço da página do jornal é restrito, sobrou muita coisa legal que eu não poderia descartar. Assim, segue abaixo outros trechos do que o Luiz Eduardo falou que, junto com a matéria do JC, formam um panorama bacana sobre a questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como você analisa o modo como a questão da violência é tratada hoje no Brasil?&lt;br /&gt;Luiz Eduardo Soares&lt;/strong&gt; - O tratamento conferido pelas autoridades e pelas lideranças políticas não é compatível com a magnitude e com a gravidade do problema. Nós precisamos muito mais do que ações tópicas e reativas. As autoridades se debruçam sobre o problema na crise. Quando o doente vai para o CTI há alguma ação e a ação que se pode fazer no CTI é muito limitada. Para que se previna o problema nós vamos precisar de uma profunda reforma institucional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Houve uma maior preocupação em levar políticas sociais para as periferias depois que a violência saiu delas e passou a fazer parte do cotidiano das zonas nobres das cidades? O mesmo vale para as drogas?&lt;br /&gt;Luiz Eduardo Soares - &lt;/strong&gt;No Rio há uma confluência entre áreas pobres e nobres e os problemas sempre foram sentidos por todos. Em outras cidades, como São Paulo, onde o cinturão da periferia fica distante e fora do centro urbano que era objeto da atenção midiática, esses problemas não eram visíveis até o início dos anos 1990. E se tornaram mais visíveis e sentidos não porque houve um crescimento, mas, sobretudo, porque os problemas se derramaram sobre as áreas mais nobres da cidade que constituem o foco de interesse e atenção da mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em curto prazo, a algo que possa ser feito?&lt;br /&gt;Luiz Eduardo Soares&lt;/strong&gt; - Não há como inventar soluções rápidas, pois os instrumentos disponíveis são muito precários. Infelizmente as respostas rápidas são as que vem sendo dadas e são insuficientes. Para que seja possível mudar a qualidade do problema e a qualidade da nossa resposta temos pensar em logo prazo. Para que isso ocorra temos de transformar o modelo policial, reestruturar as organizações policiais e todo o quadro das instituições da segurança pública, que é um quadro montado para atender a realidade da Ditadura. Parte do nosso problema tem a ver com a incapacidade do Estado de garantir a legalidade e respeitar a Constituição e a incapacidade de operar as mudanças necessárias para que as policias funcionem de acordo com os mandamentos constitucionais e suprir as exigências de uma sociedade tão complexa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sobre a atuação das policias&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“A tarefa fundamental não é proteger a vida, pois, se estando em uma guerra, a tarefa fundamental é matar o inimigo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sobre as carências nas investigações&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“A taxa de esclarecimento de crimes letais no Rio de Janeiro varia de 1,5% a 7,8%. Isto é, apenas esta porcentagem de inquéritos são aceitos pelo MP. Nos países desenvolvidos, esse percentual varia de 80% a 90%.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sobre o foco das ações policiais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“O foco da atuação policial está no flagrante. Isto configura uma seletividade, resultando no processo que chamamos de criminalização da pobreza.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sobre a “guerra às drogas”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“A partir dos anos 1990, há uma atenção muito grande à questão da droga. Porém, mais uma vez, está nos jovens pobres e negros.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sobre o oportunismo em tempos difíceis&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Na crise só há resposta para a crise. É preciso reconstruir as instituições, mas isto requer tempo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sobre o papel da polícia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“As estruturas organizacionais das nossas polícias são incompatíveis com as nossas necessidades democráticas. As policias brasileiras funcionam sem gestão como máquinas burocráticas. Elas são reativas e não proativas. O policial tem de ser um gestor local da violência, com capacidade de interpretar os acontecimentos, não agindo reativamente.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=45866"&gt;http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=45866&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-4480238369776903424?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/4480238369776903424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=4480238369776903424&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/4480238369776903424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/4480238369776903424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2010/11/uma-aula-pos-beatle-paul.html' title='Uma aula pós beatle Paul'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-2027526134359881803</id><published>2010-08-30T18:19:00.002-03:00</published><updated>2010-08-30T18:28:38.354-03:00</updated><title type='text'>Ao meu avô</title><content type='html'>Uma das lembranças mais presentes que tenho da minha infância é a de ver meu avô, na época já com seus 74, 75 anos de idade, no alto de uma árvore cortando os galhos ou, o que era ainda mais espetacular, fixando, na mesma árvore, a uns 2,5 metros do chão, uma tabela de basquete improvisada, feita somente com arame e com uma tábua, para que os netos se divertissem em uma ensolarada tarde de domingo. Eu era bem pequeno ainda, participava pouco das brincadeiras realizadas pelos meus primos quatro ou cinco anos mais velhos, mas sempre me encantava aquela iniciativa de um homem já idoso, mas com uma vitalidade tremenda. A segunda imagem que eu guardo é a de encontrar no ônibus algumas vezes, por pura coincidência, aquele senhor com setenta e tantos anos vindo do trabalho. Para mim, uma criança com menos de dez anos, era bem estranho ter um avô que trabalhava. Pelo que me lembro, eu era o único da minha turma de amigos que tinha um avô que trabalhava. Me lembro que achava isso super legal.&lt;br /&gt;Outra imagem que ficará para sempre na minha cabeça é a do vô Felipe, já com seus 86 anos, subindo a rua da minha casa para ir visitar meu pai, que estava se recuperando de uma cirurgia. Hoje, eu, com meus 26 anos, dificilmente percorro os cerca de 200 metros dessa subida sem parar, uma vez que seja, para recuperar o fôlego. Eu não me recordo de ter o visto parar uma vez sequer.&lt;br /&gt;Ele não era um homem de muitas palavras. Falava pouco, baixinho. Ele tinha a sabedoria que só os anos trazem e, assim, do seu jeito, dava mais uma lição aos filhos, aos netos, aos bisnetos e a todos que puderam conviver por alguns poucos minutos que seja com ele: aprende-se ouvindo, e não falando.&lt;br /&gt;Nunca vi o vô brabo. Ou melhor, nunca vi ele ter de alterar completamente seu modo usual de se comportar por estar brabo. Nunca vi ele levantar a voz. A sua autoridade caminhava ao lado da sua presença. Ele não precisava gritar, não precisava falar pelos cotovelos, não precisava gesticular. A sua presença impunha um respeito que, assim como a sabedoria, só se conquista com a chegada dos cabelos brancos.&lt;br /&gt;Ele não era aquele modelo de avô que nos acostumamos a imaginar como o “avô perfeito”. Não. Quando os netos iam visitá-lo, ele não os esperava de braços abertos, com doces nas mãos, pegava-os e os colocava no colo para ouvir como havia sido a semana dos pequenos ou para contar lindas histórias. Não, ele não fazia isso. Mas, será que basta fazer isso para ser considerado um avô perfeito? Não, não acho que basta. O avô perfeito é aquele que é um modelo para seus netos. O avô perfeito é aquele que pode contar toda a história da sua vida para seus netos, sem ter de esconder nenhum detalhe ou ter de inventar partes que nunca existiram. O avô perfeito é aquele que dá exemplos, que ensina sem precisar falar, que educa sem precisar dar sermões, que ama sem precisar dar presentes. O avô perfeito é aquele é, sem precisar mostrar que é.&lt;br /&gt;O que falar de um homem que teve dez filhos, 15 netos e dez bisnetos, ou seja, 35 descendentes, sem que nenhum deles tenha seguido um caminho errado na vida? Pode-se falar muita coisa. Pode-se passar horas, dias, semanas, meses, anos falando sem que falte assunto. Eu, porém, só tenho duas palavras a dizer: muito obrigado. Até breve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-2027526134359881803?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/2027526134359881803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=2027526134359881803&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/2027526134359881803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/2027526134359881803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2010/08/ao-meu-avo.html' title='Ao meu avô'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-225364902491992748</id><published>2010-07-24T21:25:00.010-03:00</published><updated>2010-07-25T01:05:54.796-03:00</updated><title type='text'>Parado na Idade Média</title><content type='html'>Religião é um assunto deveras complicado de se discutir. Porém, ao contrário do que diz o clichê popular, acho que se deve discutir sobre religião. E acho que se deve discutir o papel da religião principalmente quando a cegueira que afeta alguns seguidores de crenças ou, o que é ainda pior, a cegueira que afeta líderes religiosos faz com que eles passem a adotar um posicionamento totalmente contrário ao que podemos chamar de “práticas sociais para a pacífica convivência”. Alguns reuniriam essas seis palavras e as transformariam e outra, “tolerância”. Não gosto muito do uso que se dá à essa palavra (apesar de, às vezes, acabar caindo na armadilha de usá-la nesse sentido). Não se deve ser tolerante, se deve ser respeitoso. E isso é bem diferente.&lt;br /&gt;Voltando ao motivo deste post, não posso admitir e aceitar solenemente que líderes religiosos utilizem a fé como pretexto para expressarem suas raivosas e reacionárias posições pessoais. E quando falo isso, me refiro especificamente ao arcebispo de Porto Alegre, Dom Dadeus Grings. D. Dadeus tem semanalmente uma coluna no Jornal do Comércio. Nas duas últimas quintas-feiras ele escreveu sobre a pedofilia. Eu não tenho dúvidas de que, se qualquer outra pessoa escrevesse o que ele escreveu, já estaria sendo alvo de diversos processos judiciais. Pelo que sei, D. Dadeus não está sendo processado. Aliás, me surpreendeu bastante o fato de os textos dele não terem repercutido. Estranho.&lt;br /&gt;Bom, para exemplificar o que estou dizendo pincei alguns trechos das duas colunas, publicadas nos dias 15 e 22 de julho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Dificilmente passa dia em que não apareçam notícias comprometedoras contra a Igreja Católica. O calcanhar de Aquiles é a pedofilia. O que está por detrás destas acusações? Quais as lições que devemos tirar delas? É verdade o que se noticia? O que se visa com esta campanha difamatória? &lt;strong&gt;Por que se quer tirar os crucifixos das repartições públicas, acabando com uma tradição milenar? Por que se pretende eliminar os sinais do sagrado na sociedade?&lt;/strong&gt; Por que se quer apagar da memória a fecunda atuação da Igreja no Brasil, que moldou nossa cultura? &lt;strong&gt;Por que se combate a pedofilia, mas se promove o aborto, o divórcio, a homossexualidade, a corrupção?”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o primeiro parágrafo do texto publicado no dia 15 de julho.Todo ele é uma “obra”. Frisei três frases que são algo que não se pode admitir mais que alguém profira sem ser duramente questionado sobre as razões de tais afirmações. O religioso reclama da retirada de crucifixos de repartições públicas e pergunta “porque se pretende eliminar os sinais do sagrado na sociedade”. Primeiro, o Brasil não tem uma religião oficial, os órgão públicos não podem ostentar símbolos de uma só religião. Isso é um desrespeito a todas as outras e, como não dá para transformar todos os prédios públicos em centros ecumênicos, que a religião não esteja dentro deles. Segundo, para quem esses sinais são sagrados? Só para os católicos. A sociedade não é católica. Eles, portanto, não são sagrados para a sociedade. O último questionamento que D. Dadeus no começo de seu texto é o mais impressionante de todos. Como que alguém fala uma coisa dessas é não recebe duras críticas? Notem bem, na mesma frase, o arcebispo de Porto Alegre questiona o combate à pedofilia e criminaliza o divórcio e o homossexualismo comparando-os à corrupção e à própria pedofilia. Isso sem falar no fato de comparar tudo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já disse em outro lugar, é por coisas como essa que, apesar de continuar sendo cristão, sou cada vez menos católico. Vale ressaltar, porém, que o pensamento atrasado, arcaico, sexista, extremamente preconceituoso, é o pensamento de um líder católico, mas é, também, o pensamento de uma pessoa. A religião não é a única responsável. É muito responsável, mas não é a única.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vamos a outro trecho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Se a Igreja reconhece que há crimes de pedofilia em seu meio, apesar de todos os seus cuidados, por que se fala de perseguição da imprensa? A resposta é óbvia: a denúncia se faz não contra a pedofilia, mas contra a Igreja. &lt;strong&gt;A estatística mostra que os casos que envolvem o clero católico representam minguados 0,2% do total da pedofilia em cada nação.&lt;/strong&gt; Por que se dá tanta importância e se insiste nestes 0,2%, esquecendo os 99,8% dos casos? &lt;strong&gt;É sabido que o número de casos que envolvem o clero é muito inferior aos das outras categorias. Por que estes não são denunciados na mesma proporção?”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui vemos o arcebispo tentando reverter o quadro e transformar a igreja em vítima. D. Dadeus classifica os abusos cometidos por padres católicos como “minguados 0,2%”, tentando tirar a importância dos crimes praticados. Depois, ele escreve “É sabido que o número de casos que envolvem o clero é muito inferior aos das outras categorias. Por que estes não são denunciados na mesma proporção?”. Eu respondo para ele. Os jornalistas pedófilos, os advogados pedófilos, os engenheiros pedófilos, os arquitetos pedófilos, os garis pedófilos, não se utilizam de sua atuação profissional para cometerem os crimes contra as crianças. Os padres sim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TEuI3tc3esI/AAAAAAAAAcU/LnyTrNwVync/s1600/Igreja.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5497638260810676930" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 238px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TEuI3tc3esI/AAAAAAAAAcU/LnyTrNwVync/s320/Igreja.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na Idade Média, a igreja mandava, desmandava e queimava quem ousava se contrapor a ela.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vamos analisar agora o que D. Dadeus Grings escreveu em sua segunda coluna, publicada no dia 22 de julho. Vejamos alguns trechos do texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Em primeiro lugar a palavra “pedofilia”, literalmente, significa amor pelas crianças, que todos devem ter, amor puro, inocente... Mas na prática pedofilia ficou ligada ao sexo. E, como é óbvio, denota abuso grave. Numa sociedade pansessexualista é difícil determinar limites.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Aqui, o religioso apela para a origem da palavra para tentar explicar o inexplicável. A última frase é outra pérola. A igreja oprimiu as pessoas por muito tempo. Esse tempo acabou e o arcebispo lamenta que a Santa Sé não possa mais determinar o que se pode e o que não se pode fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Em terceiro lugar está a cultura da permissividade, promovida pelos meios de comunicação. Quando se lançam campanhas sistemáticas, propagam-se cenas de sexo e se afirma oficialmente que “em matéria de sexo não há certo e errado”, o que se pode esperar de bom para o comportamento humano? &lt;strong&gt;Beira ao cinismo, com flagrante contradição, denunciar crimes de pedofilia e alardear plena liberdade no uso da sexualidade.”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você não se restringe às práticas sexuais aceitas pela Igreja (ou seja, ser casado e só fazer sexo com sua esposa ou esposo quando quiser procriar) e ao mesmo tempo é contra a pedofilia você é um cínico. É isso o que o arcebispo fala na frase grifada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para finalizar, D. Dadeus diz o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Chegou a hora de a humanidade inteira se reconhecer pecadora, também no plano da pedofilia, e pedir perdão e reconciliar-se.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. A humanidade inteira não. Eu não sou pedófilo, D. Dadeus, e, por isso, não tenho de pedir perdão por nada relacionado a essa abominável prática criminosa.&lt;br /&gt;O líder da igreja católica no Estado parou na Idade Média. E sente falta daqueles tempos de glória. Ainda bem que a igreja não manda mais em nada. Ainda bem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;PS: para ler os textos na íntegra, clique &lt;a href="http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=33956&amp;amp;codp=6446&amp;amp;codni=3"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=34685&amp;amp;codp=6446&amp;amp;codni=3"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-225364902491992748?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/225364902491992748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=225364902491992748&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/225364902491992748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/225364902491992748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2010/07/parado-na-idade-media.html' title='Parado na Idade Média'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TEuI3tc3esI/AAAAAAAAAcU/LnyTrNwVync/s72-c/Igreja.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-7835169278596572664</id><published>2010-07-18T23:47:00.005-03:00</published><updated>2010-07-20T01:13:48.486-03:00</updated><title type='text'>O entrevistador, a entrevista e o entrevistado</title><content type='html'>Para celebrar a nova cara do blog, posto aqui um texto que achei beeem legal. Dando uma olhada no site da Folha encontrei esse texto que está abaixo. Um ensaio inédito do escritor norte-americano Mark Twain (1835-1910), divulgado somente na semana passada. Bem interessante para quem é jornalista dar uma refletida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Esse é o Mark Twain.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495445538541471794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 273px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TEO-medFCDI/AAAAAAAAAcE/v9Gm-GADBaA/s400/aa_twain_name_1_e.jpg" border="0" /&gt; &lt;div align="center"&gt;Somente pelo cabelo desgrenhado, pelo bigode e pelo cachimbo, já valeria a leitura.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Ninguém gosta de ser entrevistado, mas ninguém gosta de dizer não, pois os entrevistadores são corteses e gentis, mesmo quando têm o propósito de destruir. Não me entendam mal: não estou dizendo que sempre chegam com a intenção deliberada de destruir, ou que só depois percebam ter destruído; não, acho que a atitude deles tem mais a ver com a de um ciclone, que chega com o propósito ameno de refrescar um vilarejo sufocante e depois não se dá conta de que fez tudo ao vilarejo, menos um favor.&lt;br /&gt;O entrevistador espalha você para todos os lados, mas não passa pela cabeça dele que você possa considerar isso uma desvantagem. Quem culpa um ciclone só faz isso por não atinar que massas compactas não são exatamente a ideia que um ciclone faz da simetria. Aqueles que se queixam de um entrevistador fazem isso por não ponderar que, afinal de contas, ele não passa de um ciclone, ainda que disfarçado de Deus, como o restante de nós; ele não tem consciência da devastação, nem mesmo quando varre o continente com os nossos despojos e acredita que está tornando nossa vida mais agradável; e que, portanto, espera ser julgado por suas intenções, e não por suas realizações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TEMOR&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A entrevista não foi uma invenção feliz. Talvez seja a maneira mais precária de alcançar o âmago de um homem. Em primeiro lugar, o entrevistador não tem nada de estimulante, pois inspira temor. Você sabe pela experiência que não tem escolha diante do desastre. Não importa o que ele ponha na entrevista, você logo vê que teria sido melhor se tivesse posto outra coisa: não que aquilo fosse melhor do que isto, apenas não seria isto; e toda mudança deve ser, e seria, para melhor, ainda que, na realidade, você saiba muito bem que não é assim.&lt;br /&gt;Talvez eu não tenha me expressado direito: nesse caso, então eu me expressei direito -algo que eu só conseguiria me expressando com pouca clareza, pois o que quero demonstrar é o que você sente nessa situação, e não o que pensa -pois você não pensa; não se trata de uma operação intelectual; você apenas anda em círculos, acéfalo.&lt;br /&gt;Obtusamente, tudo o que você quer é não ter feito aquilo, mesmo que, na realidade, não saiba o que gostaria de ter deixado de fazer e, mais ainda, você não se importe: esse não é o ponto; você só queria não ter feito aquilo, seja lá o que for; uma vez feito, é uma questão sem importância e não vem mais ao caso. Dá para entender o que quero dizer? Você já passou por isso? Pois bem, é assim que alguém se sente ao ver sua entrevista publicada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CONCHA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pois é, você teme o entrevistador e isso não é estimulante. Você se fecha na sua concha; monta a guarda; tenta parecer inócuo; procura ser engenhoso e, sem nada dizer, faz rodeios e contorna o assunto; quando lê o resultado impresso, fica enojado ao notar como você se saiu bem.&lt;br /&gt;O tempo todo, diante de cada nova pergunta, você está alerta para enxergar aonde o entrevistador está lhe conduzindo, a fim de frustrá-lo. Sobretudo quando o pega buscando sub-repticiamente levá-lo a dizer uma coisa engraçada. E é isso mesmo o que ele tenta fazer.&lt;br /&gt;Ele demonstra isso de modo tão óbvio, empenha-se com tal franqueza e atrevimento que, já na primeira investida, o reservatório se fecha, e, na seguinte, se torna perfeitamente estanque. Não creio que, desde a invenção dessa prática sinistra, algo verdadeiramente bem-humorado tenha sido dito a um entrevistador.&lt;br /&gt;No entanto, como ele precisa de algo "característico", só lhe resta contribuir, ele mesmo, com o humor, introduzindo-o aqui e ali durante a transcrição da entrevista. Esse humor é sempre esdrúxulo, muitas vezes palavroso e, em geral, formulado em "dialeto" -mesmo assim, um dialeto inexistente e inviável. Tal método já acabou com mais de um humorista. Mas não há aí nenhum mérito do entrevistador, afinal esta jamais foi a intenção dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;EQUÍVOCO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;São inúmeras as razões pelas quais a entrevista é um equívoco. Uma delas é que o entrevistador nunca parece refletir que, após ter aberto essa, aquela e mais outra torneira com sua profusão de perguntas, e ter descoberto qual delas jorra com mais abundância e interesse, o mais sensato seria restringir-se a ela e aproveitá-la ao máximo, deixando de lado as vacuidades já recolhidas.&lt;br /&gt;Ele não pensa assim. Inevitavelmente interrompe a torrente, indagando sobre ainda outro assunto; e assim, de uma vez, desaparece, e para sempre, a sua única e débil oportunidade de conseguir algo que valha a pena levar para casa. Teria sido muito melhor ater-se ao assunto que despertou a loquacidade do entrevistado, mas é impossível convencê-lo disso.&lt;br /&gt;Ele não consegue distinguir o momento em que você entrega o metal daquele em que o soterra com escória, entre o ouro e a borra; para ele, tudo se equivale, e ele inclui tudo o que você diz; depois, ao ver-se diante de tanta coisa imatura e imprestável, tenta remediar a situação incluindo algo de sua lavra que lhe pareça maduro, quando, na verdade, está podre. Sem dúvida, a intenção é boa, mas a do ciclone também.&lt;br /&gt;Ora, as interrupções, o jeito de desviar você de um assunto para o outro, por fim têm um efeito muito grave: você está presente em cada tema, mas apenas em parte. Em geral, do que você pensa só consegue expor o suficiente para prejudicá-lo; jamais alcança aquele ponto em que pretendia explicar e justificar a sua posição."&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-7835169278596572664?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/7835169278596572664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=7835169278596572664&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/7835169278596572664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/7835169278596572664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2010/07/entrevista-e-o-entrevistador.html' title='O entrevistador, a entrevista e o entrevistado'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TEO-medFCDI/AAAAAAAAAcE/v9Gm-GADBaA/s72-c/aa_twain_name_1_e.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-5312478199754777539</id><published>2010-07-18T23:35:00.004-03:00</published><updated>2010-07-18T23:46:43.811-03:00</updated><title type='text'>Novo new look</title><content type='html'>Bom, como vocês já devem ter notado, o layout do blog mudou. Como diria um colega de redação, ele está com um novo new look. Desde 4 de abril de 2007, dia do primeiro post, ele era o mesmo. Apesar de gostar de antiguidades (Hebe Camargo, Susana Vieira e Ana Maria Braga não se enquadram nessa categoria), achei que já era tempo de uma mudança. O antigo já tinha me enchido o saco há algum tempo e achei esse bem bacana (eu diria, até, supimpa). Com isso, espero também voltar a escrever aqui com mais frequência (quando digo "com mais frequência" quero dizer sempre que tiver alguma coisa que ache interessante, uma frase que seja, ou uma foto, e não todos os dias só para marcar presença).  É isso, espero que gostem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-5312478199754777539?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/5312478199754777539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=5312478199754777539&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/5312478199754777539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/5312478199754777539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2010/07/novo-new-look.html' title='Novo new look'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-7928063329847160002</id><published>2010-05-14T01:40:00.009-03:00</published><updated>2010-05-14T02:29:31.307-03:00</updated><title type='text'>Sintomático</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/S-zeDoFZFlI/AAAAAAAAAa4/v93EE5D8y8k/s1600/m%C3%A9dicos+2.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5470991801229317714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 225px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/S-zeDoFZFlI/AAAAAAAAAa4/v93EE5D8y8k/s400/m%C3%A9dicos+2.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/S-zdd5AYfvI/AAAAAAAAAaw/7M4B-dA3bNQ/s1600/m%C3%A9dicos+2.JPG"&gt;&lt;/a&gt;A imagem que a prefeitura de Porto Alegre passou para quem acompanhou a manifestação dos médicos municipários junto ao paço muncipal na tarde de ontem, lembrou muito a forma como o governo do Estado trata quem se mobiliza para cobrar algo. Promessa de negociação não cumprida e 13 Guardas Municipais postados na entrada do prédio da prefeitura garantindo a "segurança" do local. Quem estavam ali eram médicos, e não mais do que 30 médicos. Ou seja, tinha quase um guarda para cada dois manifestantes. Os próprios médicos davam risada da situação, de tão constrangedora e ridícula que foi. Sem dúvida, para a prefeitura da Capital, os profissionais que tratam da saúde dos porto-alegrenses são muitíssimo perigosos. Aqui em cima está a matéria que fiz para o JC e que tá no jornal de hoje. Abaixo, o link pro site do jornal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=28125&amp;amp;codp=104&amp;amp;codni=3"&gt;http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=28125&amp;amp;codp=104&amp;amp;codni=3&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-7928063329847160002?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/7928063329847160002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=7928063329847160002&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/7928063329847160002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/7928063329847160002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2010/05/sintomatico.html' title='Sintomático'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/S-zeDoFZFlI/AAAAAAAAAa4/v93EE5D8y8k/s72-c/m%C3%A9dicos+2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-7135274632657726272</id><published>2010-04-11T19:28:00.000-03:00</published><updated>2010-04-11T21:50:40.588-03:00</updated><title type='text'>Daquilo que eu me arrependo</title><content type='html'>Eu me arrependo de não ter aproveitado mais a minha infância. Eu me arrependo de não ter apurrinhado os meus pais para que matriculassem em uma escola de natação. Eu me arrependo de não ter dançado com a colega mais bonita na festa de fim de ano da 4ª série. Eu me arrependo de não ter brigado com um vizinho de condomínio metido a valentão. Eu me arrependo de não ter agido mais como um adolescente durante a minha adolescência. Eu me arrependo de não ter dito para a minha primeira paixão juvenil que ela era a minha primeira paixão juvenil (puxa, como eu me arrependo disso). Eu me arrependo de não ter feito grandes loucuras na minha vida. Eu me arrependo de ter perdido preciosíssimas horas assistindo a aulas imbecis durante a faculdade. Eu me arrependo por não ter aprendido a tocar violão (ainda há tempo, eu sei). Eu me arrependo por não ter dito mais vezes às pessoas que mais amo e amei na vida que elas foram e são as pessoas que mais amo e amei na vida. Eu me arrependo de não ter descolorido o meu cabelo quando passei no vestibular. Eu me arrependo (muito) de ter ficado sem falar com meus pais durante alguns dias por absolutas bobagens. Eu me arrependo de ter perdido o contato com meus amigos de infância. Eu me arrependo de nunca ter tomado um porre, daqueles de ter de ser carregado, na vida. Eu me arrependo de não ter sido mais teimoso em alguns momentos e de ter sido tão teimoso em outros. Eu me arrependo de ter sido tão racional e tão pouco instintivo e emocional em diversas ocasiões. Eu me arrependo de ter evitado o confronto em alguns momentos e me arrependo de não ter buscado o diálogo em outros. Eu me arrependo de já ter pré-julgado pessoas sem as conhecê-las. Eu me arrependo de ter sido um garoto tão quieto, tímido e introspectivo durante mais da metade dos meus até aqui 26 anos de vida. Eu me arrependo de ter me arrependido de coisas das quais não deveria me arrepender. Eu me arrependo de não ter ajudado mais as pessoas. Eu me arrependo de ter gasto dinheiro com idiotices e de não ter gasto mais dinheiro com diversão. Eu me arrependo de ter perdido tanto tempo na frente de uma televisão e de um computador. Eu me arrependo de ter seguido tanto as regras. Eu me arrependo todas as noites por não ter feito ou por não ter dito coisas que eu queria ter feito e ter dito no decorrer do dia que passou. Eu me arrependo de não ter tomado mais banhos de chuva. Eu me arrependo de não ter conhecido mais pessoas tendo tido a oportunidade para isso. Eu me arrependo de não ter vivido mais momentos dos quais eu lembrarei instantes antes de morrer. Eu me arrependo de ter feito o ou ter deixado de fazer coisas que farão com que eu venha a me arrepender disso. Eu me arrependo de ter pensado tanto. Eu me arrependo de ter amado tão pouco. Por enquanto é isso. Amanhã já terei mais coisas para acrescentar à lista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-7135274632657726272?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/7135274632657726272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=7135274632657726272&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/7135274632657726272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/7135274632657726272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2010/04/daquilo-que-eu-me-arrependo.html' title='Daquilo que eu me arrependo'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-7378852976564955153</id><published>2010-03-23T22:38:00.003-03:00</published><updated>2010-03-23T22:50:07.461-03:00</updated><title type='text'>A lei das carroças - o outro lado</title><content type='html'>A prefeitura vai tirar as carroças das ruas de Porto Alegre. Ou pelo menos diz que vai tirar. Bom para o trânsito, mas, talvez, não tão bom para os catadores. Ou pelo menos não tão bom do jeito que se pretende fazer a retirada. Segue abaixo uma entrevista que eu fiz que saiu hoje no JC e que bateu o recorde de comentários no site do jornal (perdão, mas preciso me gabar um pouquinho) com um sociólogo, ex-catador e representante do Movimento Nacional dos Catadores de Material Reciclável, Rodrigo Oliveira. Vale a pena dar uma lida e ver a questão por um outro lado. Lado que, aliás (gabando-me de novo), não vi em nenhum outro lugar na nossa imprensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Para sociólogo, legislação irá gerar sofrimento&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juliano Tatsch&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Lei 10.531/08, sancionada em setembro de 2008, que institui o Programa de Redução Gradativa do Número de Veículos de Tração Animal e Humana, os conhecidos carrinhos e carroças, resultará em sofrimento para os catadores que há muitos anos trabalham utilizando os veículos. A opinião é do sociólogo e ex-catador Cristiano Benites Oliveira, articulador da frente de apoio aos catadores vinculada ao Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR). Em entrevista concedida ao Jornal do Comércio, Oliveira considera a retirada de circulação das carroças e dos carrinhos uma ação violenta e que resultará em mais gastos para a prefeitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jornal do Comércio - O que os trabalhadores acham da lei? Quais as principais críticas a ela?&lt;br /&gt;Cristiano Oliveira -&lt;/strong&gt; Os catadores vêm sofrendo com o mercado dos recicláveis há muito tempo. Isso porque as grandes empresas do setor controlam a formação dos preços de materiais. Não bastasse esse tipo distorcido de relação de mercado, desde o início da implantação dos programas de coleta seletiva nos municípios, os poderes públicos, em conjunto com as empresas do ramo de serviços relacionados à destinação de resíduos, passaram progressivamente a desqualificar o catador. Essa desqualificação é o que fortalece a exclusão social desses indivíduos. Esse processo se expande de diversas formas, através de velhos e novos estereótipos, os quais classificam os catadores como "lixeiro", "imundo", "marginal", "ladrão de lixo" ou, mais atualmente, de "explorador de animais e crianças", "tranca-rua", "poluidor", ou ainda de "incapaz", "doente", "coitado". Todas essas denominações contribuem para o julgamento e a condenação precipitada dos catadores o que proporciona a sua criminalização. A construção e o fortalecimento dessa imagem negativa beneficiam as elites políticas conservadoras que ganham votos em cima da exclusão dos pobres dos centros urbanos e as empreiteiras ávidas por contratos públicos, as quais se autointitulam "profissionais" dos serviços de coleta seletiva de resíduos.Criminalizar essa população trabalhadora retirando seu direito à cidade e ao trabalho, ao invés de investir para a correção das distorções desse mercado, significa tratar a questão social da reciclagem como caso de polícia. É, também, retroceder na história socioeconômica jogando fora novas oportunidades de desenvolvimento através da redistribuição de riquezas produzidas pelo trabalho com essas matérias-primas descartadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JC - Tu achas que a lei será cumprida? E, se for, será dentro do prazo?&lt;br /&gt;Cristiano Oliveira&lt;/strong&gt; - O cumprimento dessa lei vai gerar enormes perdas e custos tanto em termos de sofrimento humano quanto em termos econômicos, através do empenho de rios de recursos públicos para a ampliação de contratos com empreiteiras de coleta seletiva e para a construção de grandes e caríssimas estruturas de galpões de triagem de resíduos para confinar os catadores em seu interior, de preferência em periferias bem distantes dos centros urbanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JC - Com a derrubada da ação de inconstitucionalidade por parte do Tribunal de Justiça, o movimento pretende entrar com alguma outra medida judicial ou não?&lt;br /&gt;Cristiano Oliveira&lt;/strong&gt; - O movimento vai tomar todas as medidas judiciais e extrajudiciais necessárias como forma de chamar a atenção da população sobre os riscos econômicos e sociais dessa lei, em termos da retirada violenta dos catadores e em termos dos gastos públicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JC - A prefeitura tem buscado um diálogo com os trabalhadores?&lt;br /&gt;Cristiano Oliveira&lt;/strong&gt; - A prefeitura tem dialogado somente com quem está alinhado com as propostas de criminalização e confinamento dos catadores. Com o movimento eles procuraram estabelecer diálogo no início de 2009, mas logo que foi apresentada a visão e as propostas feitas pelo movimento em relação a essa realidade, nunca mais fomos procurados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JC - Qual a sua opinião a respeito das propostas da prefeitura para o cumprimento da lei?&lt;br /&gt;Cristiano Oliveira&lt;/strong&gt; - Todos concordamos que a situação desses trabalhadores é péssima e precisa ser transformada, mas tratar essa questão social como caso de polícia através da criminalização, descriminação e confinamento não é, nem de longe, a melhor forma de encaminhamento político a ser dado. Isso porque os trabalhadores incluídos vão ficar a mercê das empreiteiras contratadas para o recolhimento dos materiais. Sem falar que a grande maioria dos catadores permanecerá excluída desse modelo, pois não há como todos trabalharem apenas com triagem e comercialização de materiais e fazer com que, do dia para a noite, os catadores, os quais desempenham historicamente a atividade de coleta, simplesmente se tornem "triadores". Essa intenção de reconversão massiva dos catadores para outras atividades produtivas é de caráter extremamente autoritário, pois obriga o catador a mudar de ocupação sem ao menos considerar seus atributos e a sua vontade. Todo esse processo pode ser sintetizado por duas expressões que traduzem bem esse contexto: exclusão social e privatização da coleta seletiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=23413&amp;amp;codp=104&amp;amp;codni=3"&gt;http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=23413&amp;amp;codp=104&amp;amp;codni=3&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-7378852976564955153?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/7378852976564955153/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=7378852976564955153&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/7378852976564955153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/7378852976564955153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2010/03/lei-das-carrocas-o-outro-lado.html' title='A lei das carroças - o outro lado'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-486461454804732495</id><published>2010-02-23T22:48:00.000-03:00</published><updated>2010-02-23T23:27:05.928-03:00</updated><title type='text'>O filósofo catador</title><content type='html'>Hoje à tarde, o prefeito, secretários municipais e a conhecida claque se reuniram em um grande terreno, localizado quase no fim da avenida Protásio Alves, para assinar a ordem de início das obras de construção do loteamento para o qual os moradores da atual Vila Chocolatão, que fica encravada ali no Centro de Porto Alegre, serão transferidos. Discursos inflamados seguidos de efusivos aplausos foram ouvidos. A notícia, teoricamente, era isso, a assinatura por parte do prefeito, com as informações sobre o novo loteamento, com muitos números e tudo aquilo que é extremamente clichê em matérias jornalísticas, mas que, não adianta, tem de estar lá. Não é por isso, porém, por causa das obrigatoriedades das reportagens diárias, que não se pode fazer algo, um pouquinho que seja, diferente.&lt;br /&gt;Pois bem, ouvi todos os discursos, anotei uma coisinha que outra, mas percebi que havia um senhorzinho, de pequena estatura, ao lado de um dos secretários, que ouvia tudo com muita atenção e que, de vez em quando, fazia um leve e discreto sinal de reprovação com a cabeça. Ali estava alguém que deveria ser ouvido. Terminada a falação de praxe, enquanto os colegas se dirigiam para falar com o prefeito e com o secretário de habitação, eu fui falar com aquele senhorzinho. Chamei ele para um lado, com menos barulho e perguntei se ele era morador da Vila. Ele disse que sim. E começou a falar. E eu descobri um filósofo, ex-seminarista e catador. E ele me deu uma aula. Aquele senhor era quem tinha realmente algo diverso a falar. Não sei como serão as matérias dos meus colegas amanhã. Mas, após ouvir tudo o que ele me falou, eu vi que teria de abrir a matéria com ele e deixar os números lá pro final. Dentro das limitações, principalmente de espaço, escrevi isso que segue aí embaixo. Uma beirinha de subversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Para o filósofo catador, novo loteamento deve preservar o trabalho da comunidade&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441629822443341154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/S4SNfhXoRWI/AAAAAAAAAZg/X6h9I4tG93U/s320/catador.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Conversar com José Luiz Ferreira, 60 anos, é ter uma aula. Muito menos pelo fato de ele ser formado em Filosofia e quase ter concluído o curso de Teologia durante o tempo em que fez seminário em Viamão e muito mais pela sabedoria que só os anos e o convívio com as dificuldades trazem. Seu Luiz, como é conhecido na comunidade da Vila Chocolatão, onde reside a mais de três anos e é um dos líderes, é um homem simples. Um sábio homem simples. “Eu sempre fui e ainda sou adepto das ideias da Teologia da Libertação. Temos de estar no meio do povo e construindo soluções junto às pessoas. É dentro da comunidade que se resolvem os problemas. A única forma de transformar a situação de uma comunidade é trabalhando junto”, diz.&lt;br /&gt;Enquanto observa o terreno, após a assinatura da ordem de início das obras de construção na nova Vila Chocolatão, realizado no local do futuro loteamento (avenida Protásio Alves, 9.099), realizada no início da tarde de ontem, seu Luiz diz que aprova a mudança da comunidade para o novo local. Segundo ele, a os moradores estão cheios de esperança, o que não quer dizer que os sofrimentos e lutas diárias irão diminuir ou acabar. Para ele, a prefeitura erra ao querer fazer com que as pessoas deixem de trabalhar naquilo no qual elas têm uma história. “Não gosto da forma como o governo aborda a questão. É um equívoco achar que o bom para as pessoas é achar um trabalho fora da comunidade. Todo o conhecimento que essas pessoas têm está ali. Eles sabem transformar as coisas que têm ali. Não se pode desconstruir toda a sabedoria local dessas pessoas”, ressalta.&lt;br /&gt;O filósofo catador da Vila Chocolatão também acredita ser necessário uma transformação do olhar da comunidade. “A inclusão social não pode estar só na obra. O morador da vila tem de olhar para a sociedade de outra forma. Novas relações, inclusive com o município, têm de ser construídas. Temos que saber dialogar com o governo e buscar soluções integradas. Queremos ter uma condição de vida digna. Pobre, mas digna”, ressalta, movimentando o corpo e os braços, como se desse uma aula, em pleno canteiro de obras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Obras deverão ser concluídas em 300 dias&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O discurso do prefeito José Fogaça após a autorização do início das obras foi recheado de referências bíblicas. “Será como uma Nova Jerusalém, um novo começo para essas pessoas. Foram 14 meses de uma longa travessia que exigiu muita persistência e luta, como a do Mar Vermelho. Hoje concluímos mais uma etapa deste projeto, cujo êxito e viabilidade foi possível graças à colaboração de todos”, disse o prefeito. No local serão construídas 181 novas unidades habitacionais. O loteamento terá creche, cozinha comunitária, praça e unidade de triagem de resíduos recicláveis. No momento estão sendo realizadas as obras de infraestrutura (muros de contenção, redes de água e de esgotos cloacal e pluvial e estação de tratamento de esgotos). O valor do contrato é R$ 5.998.738,60, sendo 68,40% com recursos da prefeitura e 31,60% financiados pela Caixa Econômica Federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=20912&amp;amp;codp=104&amp;amp;codni=3"&gt;http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=20912&amp;amp;codp=104&amp;amp;codni=3&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto de Fredy Vieira/JC&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-486461454804732495?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/486461454804732495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=486461454804732495&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/486461454804732495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/486461454804732495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2010/02/o-filosofo-catador.html' title='O filósofo catador'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/S4SNfhXoRWI/AAAAAAAAAZg/X6h9I4tG93U/s72-c/catador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-3482112639095729726</id><published>2010-02-12T15:46:00.000-02:00</published><updated>2010-02-12T15:50:10.230-02:00</updated><title type='text'>Das coisas que eu preciso</title><content type='html'>Pela primeira vez em anos fiquei 10 dias sem acessar a internet, sem ouvir rádio AM, sem parar para ver noticiários na TV e, somente de vez em quando, comprando jornal para ler. Foi sem dúvida uma experiência bem interessante. Valeria um estudo antropológico (ou uma monografia como diria um certo professor). Ao final do período, já em Porto Alegre, pensei sobre a situação e cheguei à conclusão de que sou deveras dependente de informação. Passei por crise de abstinência de informação. Apesar dos pesares, acho que foi bom. Foi quase como um rehab.&lt;br /&gt;O jornalismo é tão apaixonante que faz com que nos esqueçamos de nós mesmos. Pelo menos comigo é assim. Os dias de folga clarearam um pouco as ideias. Comecei falando sobre isso para tratar de uma questão relacionada. Em momentos solos de avaliações, reavaliações, pensamentos confusos, ideias novas (praticamente todas descartadas) e observações na beira do mar (que, aliás, é um lugar bem adequado para isso), percebi que eu seria uma pessoa bem melhor se tivesse algumas coisas que hoje não tenho e se agisse de forma diferente da que ajo hoje em determinadas situações.&lt;br /&gt;Senão vejamos. Definitivamente, meu limiar de paciência tem de diminuir. Não que ache ruim ser paciente, dificilmente se irritar com algo. Ao contrário. Entretanto, alguns momentos exigem uma atitude mais drástica, uma resposta imediata, pois, se isso não ocorrer, corre-se o risco daquele fato acontecer de novo, e de novo, e de novo, passando a ser corriqueiro e tornando-se rotina. Não sou de brigar, discutir, levantar a voz. Não gosto mesmo e quem me conhece sabe disso. Mas, às vezes, uma posição mais dura, um posicionamento claro, a exposição do pensamento completo, se faz necessário. Mantendo sempre a educação e o cavalheirismo. Sempre.&lt;br /&gt;Outra coisa: cada vez mais, percebo-me consideravelmente sozinho ao estar com minha família. A distância, principalmente no que se refere a interesses e assuntos em comum tem aumentado bastante. A conexão entre nós (assim como a da Net) tem caído seguida e paulatinamente. Nessas férias, percebi de forma ainda mais clara, como sou dependente do contato social. E as relações familiares são sempre recheadas de convenções estáticas, atitudes rotineiras. Um comportamento quase que automático. Ver as pessoas se divertindo e curtindo os momentos de alegria e descanso com outras pessoas, companhias de verdade, ligadas mesmo, parceiros, duplas, companheiros, fez surgir em mim sentimentos de melancolia e até de inveja. Percebo que não lembrarei de nenhum dia dessas férias daqui a seis meses. Não houve nenhum momento realmente especial. Os momentos especiais estão intimamente relacionados a pessoas e não a lugares. Descansei bastante, recarreguei as baterias, as dores de cabeça do início da noite desapareceram. Conheci lugares bacanas e pessoas interessantes. Legal. Bom. Bom mesmo. A vida, porém, exige mais. Viver de verdade não é viver muitos momentos bons. Os extremos são o que ficam, o que marcam. Nessas férias ficou mais transparente para mim que a vida é feita de pares. Que para existir, por completo, o um precisa do outro. Cara e coroa. Bom e mau. Cão e gato. Noite e dia. Céu e Terra. Ele e ela. Sem sentimentalismos baratos, preciso de dias hoje para lembrar amanhã. Um, dois três e já: dois é par. Perdi. Jogo de novo daqui a alguns meses.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-3482112639095729726?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/3482112639095729726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=3482112639095729726&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/3482112639095729726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/3482112639095729726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2010/02/das-coisas-que-eu-preciso.html' title='Das coisas que eu preciso'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-1717848783048891341</id><published>2010-01-04T23:01:00.000-02:00</published><updated>2010-01-04T23:11:09.737-02:00</updated><title type='text'>Teoria do Espelho</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/S0KRlxqMVpI/AAAAAAAAAZA/0ieWTfKw9zQ/s1600-h/REFLEXO_-_ESPELHO.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423056979478992530" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 166px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/S0KRlxqMVpI/AAAAAAAAAZA/0ieWTfKw9zQ/s200/REFLEXO_-_ESPELHO.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O que podemos fazer em relação a alguém que espera mais de nós como pessoa. Esse indivíduo não espera mais no sentido que tu melhores e progrida em relação ao que tu já és, e sim, que tu sejas uma pessoa diferente do que tu és. Ela quer que tu tenhas características diferentes das que tu tens ou quer que tu ajas de forma diversa do que tu costumas agir. Por mais que tu se molde ao que aquela pessoa quer, por mais que a agrade, ela sempre terá uma desculpa, sempre terá um novo motivo. Ela quer que tu sejas uma outra pessoa.&lt;br /&gt;Pensei muito sobre isso nos últimos dias e cheguei a uma conclusão, que possivelmente não é definitiva (e possivelmente pensarei outra coisa a respeito daqui a algum tempo): acho que, por mais que tu mudes, por mais que tu te transformes em uma pessoa que tu não és, por mais que tu corrompas a tua essência, nunca será o bastante para essa pessoa. Ela sempre irá querer mais mudanças, sem parar. Por quê? Porque, antes de tudo, essa pessoa não sabe quem ela própria é e, por isso, nunca encontra o indivíduo que ela considera “perfeito” para si. Ela quer alguém que seja o seu reflexo, mas não sabe qual é a sua imagem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-1717848783048891341?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/1717848783048891341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=1717848783048891341&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/1717848783048891341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/1717848783048891341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2010/01/teoria-do-espelho.html' title='Teoria do Espelho'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/S0KRlxqMVpI/AAAAAAAAAZA/0ieWTfKw9zQ/s72-c/REFLEXO_-_ESPELHO.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-6465089890001915313</id><published>2009-12-08T00:40:00.001-02:00</published><updated>2010-05-23T23:26:52.436-03:00</updated><title type='text'>Agradecimento</title><content type='html'>O ano está terminando e posso dizer que 2009 foi bastante generoso comigo. Fiz novos amigos, aprendi muito. Em razão disso, achei importante deixar aqui um agradecimento público àquelas pessoas que, de uma forma ou de outra, foram importantes para mim em 2009. Pessoas que fizeram com que eu me tornasse alguém melhor. Aprendi com todos esses que estão aqui embaixo. Vamos lá então:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A meus pais e meus irmãos por não se encherem de mim e pelos aprendizados eternos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A meus amigos e colegas de trabalho: Cláudio, pelas parcerias profissionais, pelo divertimento, pelo modo como encara as coisas; Daniel, pela tranquilidade, pelo profissionalismo, pelas recomendações musicais; Fábio, por ser um dos poucos que compreende minhas piadas referenciadas em Chaves e Chapolin e pelo gente finismo; Isadora, pelo sorriso largo, pelo exemplo de busca por se aperfeiçoar sempre; Maurício, por ser meu ombudsman e pelas hilárias observações durante as pautas; e à Paula, pela compreensão, pelo incentivo, pelo apoio, pelas cobranças, por acreditar em mim como jornalista, por cair nas minhas piadas infames, pelas caronas e pelas conversas, pela confiança, pelos elogios e pelas críticas. A todos eles, agradeço pelas risadas, pelas aulas de jornalismo, pela paciência e, acima de tudo, pela amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos outros colegas do jornal, fotógrafos, diagramadores, revisoras, motoristas, etc, por colocar meu trabalho nas páginas publicadas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao meu grande amigo Natusch, por ser um exemplo de coragem, de que não podemos nos acomodar e de que burocracia e carreirismo é uma m...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos meus entrevistados, pelo tempo disponibilizado e pela compreensão;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alguns assessores de imprensa, principalmente da prefeitura, por deixarem ainda mais claro para mim o tipo de profissional que eu não quero ser;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quem leu alguma das minhas matérias, uma que seja, pela atenção;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao jornalismo, por quem me apaixono diariamente, sempre como se fosse a primeira vez, nos momentos bons e nos desagradáveis também, por me fazer sentir-me útil;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao meu instrutor da moto-escola por fazer com que eu aprendesse a fazer algo que eu sonhava desde criança;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito obrigado a todos vocês, que foram importantes para mim nesse ano. Se hoje sou melhor do que aquele que começou 2009, vocês são a razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso. Que venha 2010 e que seja ainda melhor. Hasta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-6465089890001915313?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/6465089890001915313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=6465089890001915313&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/6465089890001915313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/6465089890001915313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2009/12/agradecimento.html' title='Agradecimento'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-2415159903087179288</id><published>2009-11-04T13:07:00.000-02:00</published><updated>2009-11-05T01:58:51.184-02:00</updated><title type='text'>A chama</title><content type='html'>O JC está publicando durante essa semana uma série de matérias que eu e o colega Cláudio Isaías escrevemos sobre adoção, a situação de crianças e adolescentes em abrigos, o que fazer para diminuir o tempo de abrigagem, etc. Começou ontem e segue até segunda-feira que vem. Para a matéria de hoje, escrevi um texto que, não achava que seria publicado, mas, como autocensura não é comigo, escrevi e passei para a editora. Pois saiu. Foi publicado em um jornal lido pela classe A. Bateu um orgulhosinho aqui. Segue abaixo o texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(antes, para contextualizar: nós fomos em um abrigo, lá no bairro Belém Novo, e a matéria principal fala sobre aquele local)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Elas mantêm a chama acesa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juliano Tatsch&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do que aquelas crianças riem? Porque aquelas crianças riem? Afinal de contas, elas não vivem com os pais (algumas delas nem chegaram a conhecê-los), não têm brinquedos modernos, telefones celulares, vídeogames, câmeras digitais, computador. Acredite: elas conseguem sobreviver sem passar horas “conversando” pelo MSN ou postando scraps no Orkut. Elas não têm iPod. Aliás, a maioria delas não tem a mínima ideia do que seja um iPod. Suas roupas e calçados não estampam marcas famosas e cobiçadas.&lt;br /&gt;Elas não desfilam em carros bonitos, não frequentam escolas de línguas, não passeiam em shopping-centers e não compram coisas as quais irão usar umas poucas vezes e que depois vão parar no fundo do armário, ou dentro do closet. Elas não têm um quarto só delas. Elas não estudam em escolas particulares. Elas não passam férias no exterior. Elas não aparecem nas capas de jornais e revistas jovens, distribuídos em frente a escolas, pois não são o modelo de beleza que o “mercado” exige, apesar de serem simplesmente lindas. Elas não são atendidas em hospitais e clínicas privadas quando ficam doentes. Nenhuma daquelas crianças e adolescentes foi seis vezes no cinema para ver Crepúsculo. Boa parte delas nunca entrou em um cinema. Elas moram longe de qualquer cinema, no extremo Sul da cidade. Elas não são consumidoras vorazes, as propagandas na televisão não são direcionadas a elas. Elas não se vêem na televisão.&lt;br /&gt;Como explicar então, a extrema educação daquelas crianças? Como explicar o sorriso constante, a disposição e o brilho nos olhos daquelas crianças? As respostas para essas indagações são muitas. Somente duas, porém, já fazem com que esse mistério seja entendido. A primeira resposta. Aquelas crianças sorriem e são educadas porque felicidade e educação (falo de educação, não de conhecimento) não possuem nenhuma relação com dinheiro. A segunda resposta. Aquelas crianças sorriem porque, contrariando todas as expectativas, elas são vencedoras. Elas terão um futuro. Aquelas lindas crianças sorriem porque mantêm a esperança. Elas mantêm a chama acesa. E com fogo alto. &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-2415159903087179288?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/2415159903087179288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=2415159903087179288&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/2415159903087179288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/2415159903087179288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2009/11/chama.html' title='A chama'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-4066716320595665012</id><published>2009-10-23T18:12:00.000-02:00</published><updated>2009-10-23T18:17:43.759-02:00</updated><title type='text'>Grande idiotice</title><content type='html'>Só a elite que se nega a enxergar o que ocorre nas ruas ainda apoia essa idiotice chamada "guerra às drogas". Até um velho policial yanke sabe disso.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Combate às drogas baseado na proibição é “caminho para o desastre”, diz especialista&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As políticas de enfrentamento à questão do tráfico e do consumo de drogas baseadas na proibição são um caminho para o desastre. A avaliação é do detetive aposentado da Polícia de Nova Jersey, nos Estados Unidos, Jack Cole. Para ele, que trabalhou infiltrado no mundo do narcotráfico em seu país de origem por mais de dez anos, a repressão tem um custo alto para o Estado e traz pouca eficácia no dia a dia da sociedade.&lt;br /&gt;Para justificar sua hipótese, Cole citou a política norte-americana de combate às drogas. “Quando a nossa política de combate começava, na década de 1970, os estudos apontavam que cerca de 1,3% da população era viciada em algum tipo de droga. Por conta disso, começamos uma guerra, com custos de aproximadamente US$ 100 milhões ao ano. Passadas algumas décadas, os gastos que temos nessa área já chegam a US$ 70 bilhões e o percentual de viciados continua nos 1,3%”, argumentou.&lt;br /&gt;“Além disso, mesmo com toda essa política, as apreensões passaram de gramas a toneladas. Enquanto o grau de pureza aumentou muito, o preço das drogas se torna cada vez menor. Por tudo isso, podemos dizer que é uma política fracassada”, afirmou ele, que participou nesta sexta-feira (23) no Rio de Janeiro, da 2ª Reunião da Comissão Brasileira sobre Drogas e Democracia.&lt;br /&gt;Ele também criticou o fato de que, com a proibição do consumo, torna-se mais fácil a crianças e adolescentes adquirir essas substâncias no mercado ilegal do que as chamadas drogas lícitas, como álcool e cigarro.&lt;br /&gt;“Nas ruas, eles não querem saber se o comprador tem documento de identificação, se tem idade suficiente, como ocorre nos Estados Unidos para liberar a venda de bebidas alcoólicas, por exemplo. Nas ruas, eles só querem saber se o comprador tem o dinheiro (para comprar a droga)”, acrescentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Ag. Brasil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-4066716320595665012?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/4066716320595665012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=4066716320595665012&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/4066716320595665012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/4066716320595665012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2009/10/grande-idiotice.html' title='Grande idiotice'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-5597157775991338975</id><published>2009-09-29T23:18:00.000-03:00</published><updated>2009-10-01T23:51:44.832-03:00</updated><title type='text'>As casas e as ruas alagadas e o galo que corre sobre as águas</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;O título aqui em cima era o título original da matéria que sai nesta quarta no JC e que reproduzo logo aqui embaixo. O título teve de ser trocado, pois não coube na página, mas o texto é o mesmo. A experiência me fez ganhar o mês e acho que o texto ficou bacana, se não bom, pelo menos diferente do que é comumente publicado sobre a questão. Leiam e opinem, se quiserem.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387829558200528978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SsVqb-7kcFI/AAAAAAAAAYw/5nqaucI3ohc/s320/OgAAAEhmMRfZzrLgGGNtp-R_6ZxYAreNeGm6RtKf8F9qQx6YkRR2ERtTr8ObZF-kliZ9fEF1-T-FbhGdnZ2yIMz8pBQAm1T1UJuwlz-kRez1G-tOvCN5EqtCeR1z.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;Foto de Mauro Schaefer&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Moradores vivem a rotina dos alagamentos&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Residentes da Ilha dos Marinheiros se adaptam para permanecer na região&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juliano Tatsch&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem mora nas ilhas de Porto Alegre não vê o lado glamouroso do lago Guaíba. Não vê o famoso pôr do sol. O único glamour que quem vive nas ilhas do Guaíba vê são as luxuosas casas que margeiam o lago. Quem mora do lado de cá da Capital contempla a beleza do entardecer. Quem reside do lado de cá, porém, não enxerga o que quem mora nas ilhas vive, diariamente, quando dos períodos de chuva na Capital e nas cidades da Região Metropolitana.&lt;br /&gt;A reportagem do Jornal do Comércio pegou carona na carroça dos papeleiros Adriano e Paulo Ramos para acompanhar, por pouco tempo, parte das dificuldades de quem vive na Ilha dos Marinheiros quando o nível do Guaíba sobe. É impossível andar a pé nas áreas mais baixas. O único modo de se locomover é através de carroças, cavalos, botes e barcos. Caso contrário, a pessoa deve ter um bom par de botas de cano longo, ser extremamente corajosa e não temer os riscos de adquirir alguma doença.&lt;br /&gt;Fernando Souza mora há 16 anos na ilha. Segundo ele, o medo maior ocorre durante a noite, pois a água pode subir e pegar todos de surpresa enquanto dormem. “Nós estamos permanentemente em alerta. Essa água é imprevisível. À noite nós vamos dormir e ela está normal; quando acordamos pela manhã já está batendo na porta. Várias vezes já tivemos de sair. Nessa cheia de agora, a água só não entrou em casa porque a construção é alta”, relata.&lt;br /&gt;Os moradores da Ilha dos Marinheiros, sabedores do constante risco de enchente do lago, constroem suas casas sobre pilares, a uma altura considerável. Em muitas delas, nem isso é suficiente. No caso das residências que ficam completamente ilhadas ou são tomadas pela água, a única coisa a ser feita é retirar as famílias e alojá-las em outro local, que, no caso da Ilha dos Marinheiros, é a escola.&lt;br /&gt;O problema, porém, não se encerra com a retirada dos moradores de suas casas. Muitos deles não querem sair. Duas são as razões básicas para isso: uma é o medo de ter seus pertences furtados durante o período que não estiverem em casa; a outra é o fato de, ao se ausentarem de suas residências, se sentirem impotentes, não poderem fazer nada para salvar um pouco que seja de seus móveis e utensílios domésticos. “Eu não deixo minha casa. Nunca saí, mesmo quando a água subiu muito mais do que agora. É muito perigoso. O risco de voltar e não encontrar mais nada é muito grande”, diz Cacilda Rodrigues, há 44 anos moradora da ilha.&lt;br /&gt;Os irmãos Ramos seguem com seu cavalo água adentro. O animal dá sinais de cansaço, afinal de contas, carrega na carroça os dois irmãos, o repórter e o fotógrafo. Caminhar com água batendo no joelho exige muito mais do físico do animal que, valente, segue sem parar, a não ser quando Paulo faz uma breve parada para que as histórias dos moradores possam ser ouvidas e as imagens possam ser registradas. Não se vê muitas pessoas nas ruas e as que estão, em sua maioria, ou trabalham ou aproveitam o sol da tarde de terça-feira para pôr algumas roupas e móveis para secar. Não se nota tristeza nos rostos. A única explicação para tal é dada por Souza. “Já esteve muito pior. Hoje está até bom aqui”, ressalta.&lt;br /&gt;Crianças brincam. Duas correm atrás de um galo que, tentando voar, parece caminhar sobre as águas. “Vai para a panela, vai para a panela”, diz o menino após conseguir apanhar a ave. A carroça segue e mais adiante é possível ver um outro menino se equilibrando sobre um pedaço de isopor, utilizando um galho que leva em uma das mãos como remo. Em um dos pátios alagados, outra criança demonstra muita destreza indo de um lado para o outro e dando giros completos com um barco. Mesmo em meio à tragédia, ainda há lugar para sorrisos e brincadeiras.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=8988&amp;amp;codp=104&amp;amp;codni=3"&gt;http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=8988&amp;amp;codp=104&amp;amp;codni=3&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-5597157775991338975?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/5597157775991338975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=5597157775991338975&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/5597157775991338975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/5597157775991338975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2009/09/as-casas-e-as-ruas-alagadas-e-o-galo.html' title='As casas e as ruas alagadas e o galo que corre sobre as águas'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SsVqb-7kcFI/AAAAAAAAAYw/5nqaucI3ohc/s72-c/OgAAAEhmMRfZzrLgGGNtp-R_6ZxYAreNeGm6RtKf8F9qQx6YkRR2ERtTr8ObZF-kliZ9fEF1-T-FbhGdnZ2yIMz8pBQAm1T1UJuwlz-kRez1G-tOvCN5EqtCeR1z.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-4545855747798879325</id><published>2009-09-26T19:31:00.000-03:00</published><updated>2009-09-26T19:39:08.510-03:00</updated><title type='text'>"É um assunto de classe"</title><content type='html'>Noam Chomsky é mestre. Depois que li “O Lucro ou as Pessoas?” para fazer meu trabalho de conclusão de curso passei a me interessar bastante pelos seus escritos e opiniões. Passando por alguns site na Internet achei uma entrevista dele ao jornal mexicano La Jornada, reproduzida pela Agência Carta Maior. Destaco um trecho em especial. Em época de campanhas contra as drogas, especialmente uma delas, vale a pena dar uma lida. O texto completo pode ser lido &lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16160"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A guerra contra o narcotráfico&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Noam Chomsky&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A guerra contra a droga, que se espalha por vários países da América Latina, entre eles o México, tem velhos antecedentes. Revitalizada por Nixon, foi um esforço para superar os efeitos da guerra do Vietnã, nos EUA. A guerra foi um fator que levou a uma importante revolução cultural nos anos 60, a qual civilizou o país: direitos da mulher, direitos civis. Ou seja, democratizou o território, aterrorizando as elites. A última coisa que desejavam era a democracia, os direitos da população, etc., razão pela qual lançaram uma enorme contraofensiva. Parte dela foi a guerra contra as drogas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ela foi desenhada para transportar a concepção da guerra do Vietnã: do que nós estávamos fazendo aos vietnamitas ao que eles não estavam fazendo a nós. O grande tema no final dos anos 60 nos meios de comunicação, inclusive os liberais, foi que a guerra do Vietnã foi uma guerra contra os EUA. Os vietnamitas estavam destruindo nosso país com drogas. Foi um mito fabricado pelos meios de comunicação nos filmes e na imprensa. Inventou-se a história de um exército cheio de soldados viciados em drogas que, ao regressar para casa, converteram-se em delinquentes, aterrorizando nossas cidades. Sim, havia uso de drogas entre os militares, mas não era muito diferente do que existia em outros setores da sociedade. Foi um mito fabricado. É disso que se tratava a guerra contra as drogas. Assim se mudou a concepção da guerra do Vietnã, transformando-a em uma guerra na qual nós éramos as vítimas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Isso se encaixou muito bem com as campanhas em favor da lei e da ordem. Dizia-se que nossas cidades se desgarravam por causa do movimento anti-guerra e dos rebeldes culturais, e que por isso era preciso impor a lei e a ordem. Ali cabia a guerra contra a droga.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Reagan ampliou-a de maneira significativa. Nos primeiros anos de sua administração intensificou-se a campanha, acusando os comunistas de promover o consumo de drogas. No início dos anos 80, os funcionários que levavam a sério a guerra contra as drogas descobriram um incremento significativo e inexplicável de fundos em bancos do sul da Flórida. Lançaram uma campanha para detê-lo. A Casa Branca interveio e suspendeu a campanha. Quem o fez? George Bush pai, neste período o encarregado da guerra contra as drogas. Foi quando a taxa de prisões aumentou de maneira significativa, principalmente a prisão de negros. Agora o número de prisioneiros per capita é o mais alto do mundo. No entanto, a taxa de criminalidade é quase igual a dos outros países.&lt;strong&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;É um controle sobre parte da população. É um assunto de classe.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (grifo meu)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A guerra contra as drogas, como outras políticas, promovidas tanto por liberais como por conservadores, é uma tentativa para controlar a democratização das forças sociais.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; (grifo meu)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Há alguns dias, o Departamento de Estado emitiu sua certificação de cooperação na luta contra as drogas. Os três países que foram “descertificados” são Myamar, uma ditadura militar – não importa, está apoiada por empresas petroleiras ocidentais -, Venezuela e Bolívia, que são inimigos dos EUA. Nem México, nem Colômbia, nem Estados Unidos, em todos os quais há narcotráfico.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-4545855747798879325?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/4545855747798879325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=4545855747798879325&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/4545855747798879325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/4545855747798879325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2009/09/e-um-assunto-de-classe.html' title='&quot;É um assunto de classe&quot;'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-5718238990973819929</id><published>2009-08-15T23:59:00.000-03:00</published><updated>2009-08-16T00:03:05.018-03:00</updated><title type='text'>O pescador</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/Sod2ymMk7NI/AAAAAAAAAYY/rB0hRWyLEHs/s1600-h/Imagem006.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370391692281441490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 256px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/Sod2ymMk7NI/AAAAAAAAAYY/rB0hRWyLEHs/s320/Imagem006.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu eu o meu celular, sozinhos, em um desses dias frio que tivemos, não me recordo quando, na beira do Guaíba. O pescador e a sua pequena canoa. Gostei da foto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-5718238990973819929?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/5718238990973819929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=5718238990973819929&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/5718238990973819929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/5718238990973819929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2009/08/o-pescador.html' title='O pescador'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/Sod2ymMk7NI/AAAAAAAAAYY/rB0hRWyLEHs/s72-c/Imagem006.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-2990666240342906544</id><published>2009-08-04T22:17:00.000-03:00</published><updated>2009-08-16T00:06:01.181-03:00</updated><title type='text'>Aquele mestre</title><content type='html'>Realizei ontem, durante cerca de uma hora e meia, uma entrevista com um professor da rede estadual de ensino do Rio Grande do Sul sobre um trabalho que ele realiza para combater a prática do bullying. Matéria de gaveta, é lógico, porque se fosse do dia a conversa não passaria de meia hora. O professor contou-me diversas histórias de adolescentes que sofriam agressões, sejam elas físicas ou verbais, na escola e sofriam, na maior parte das vezes calados, por serem "diferentes". Em certa altura da conversa, enquanto me contava mais uma das emocionantes histórias, o professor não conseguiu conter as lágrimas e caiu no choro. E eu ali, na frente dele. O que fazer? Foi nessa hora que eu pensei naquilo que nos é dito na faculdade, da importância do distanciamento do repórter, de ele não se envolver além do necessário. Pensei, pensei, e conclui uma coisa: que se foda o distanciamento. Foi impossível controlar a emoção diante daquele homem que ganha uma miséria, que tem uma estrutura super deficiente para trabalhar, que é chamado de torturador pela governante maior do Estado, e que se importa com seus alunos, quer fazer deles pessoas melhores, que os ouve. Confesso que caíram-me algumas lágrimas, também. Mais contidas do que as dele, claro, mas extremamente tocadas pelas palavras daquele professor. Não me orgulho de tê-lo feito chorar, como alguns colegas de profissão gostam de espalhar aos quatro cantos. Orgulho-me, sim, de ter chorado também, de ter percebido que o materialismo e a rotina do jornalismo ainda não me embruteceram. Orgulho-me de ter escolhido uma profissão que me dá a possibilidade de conhecer e de ouvir pessoas como aquele mestre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-2990666240342906544?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/2990666240342906544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=2990666240342906544&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/2990666240342906544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/2990666240342906544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2009/08/aquele-mestre.html' title='Aquele mestre'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-6724239444413258436</id><published>2009-07-18T00:04:00.000-03:00</published><updated>2009-07-18T00:23:17.285-03:00</updated><title type='text'>Vai pra página</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SmFAHFMPd4I/AAAAAAAAAYQ/gjsor8UAI0U/s1600-h/confuso.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359635521944385410" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 191px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SmFAHFMPd4I/AAAAAAAAAYQ/gjsor8UAI0U/s200/confuso.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Os últimos dias têm sido deveras agitados. Ideias e mais ideias. Várias pautas na cabeça e mais algumas para fazer (calma chefa, todas serão feitas!). Boas surpresas e uma decepção. Tenho andado meio confuso, caminhos surgem e ainda não sei qual escolher. Nada como o tempo para resolver.&lt;br /&gt;Tenho encarado o jornalismo como uma grande diversão. Algo extremamente prazeroso de se fazer. É tão bom chegar da rua e ter 15 minutos para escrever um texto de abertura de página de 3,5 mil caracteres. Acho isso sensacional. A pressão. O desafio. A cobrança. Ver o pessoal baixando as páginas. A correria. Estou vivendo um caso de amor com o jornalismo diário. Não é o jornalismo ideal, aquilo que entendemos como o perfeito da profissão. Não. Não é. Mas é fascinante, mesmo assim. Perde-se a capacidade de analisar profundamente um assunto, pesquisar mais, buscar mais fontes. De fato, perde-se. Não há como se fazer no jornalismo diário o que se faz na Rolling Stone, na Piauí ou no Le Monde. Pelo menos não quando escrevemos sobre um assunto do dia. No caso das matérias de gaveta, são outros quinhentos. Isso é ruim? Por um lado sim, por outro não. É ruim porque, em boa parte das vezes perde-se a oportunidade de se explorar mais um tema, buscar outras nuances do assunto, trabalhar e burilar o texto. Por outro é muito bom, pois o texto sai mais vivo, pulsante, não há muito tempo para pensar sobre o que se está dizendo, escreve-se o que se viu e ouviu, não há muito tempo para ser político. Diz-se o que se quer dizer. O que se quer dizer é publicado. No outro dia que se aguente as ligações de leitores e de interessados reclamando (ou ameaçando) ou, algumas vezes, elogiando pela coragem de ter dito aquilo. Vejam bem, estou falando da minha experiência no veículo em que trabalho. Não posso falar sobre como funciona nos outros.&lt;br /&gt;Conhecer pessoas. Fazer amigos. Outro grande bem que a profissão tem me feito. Assim como com os amigos que passam por aqui, tenho os colegas de editoria do jornal como grandes irmãos. Divirto-me muito lá e tento fazer com que eles se distraiam também. Sabidamente tenho uma veia cômica. Acompanhando repórteres dos outros veículos durante as coberturas e vendo o que é produzido depois, cheguei à conclusão de que isso é uma das coisas que mais falta para o jornalismo e para os colegas jornalistas: enxergar o trabalho como uma grande diversão e não como uma obrigação advinda de um contrato de trabalho. O texto reproduz em muito o estado de espírito de quem o escreve. Chega a ser animalesca a atitude de alguns colegas jornalistas durante as coberturas. Empurram-se, discutem uns com os outros, brigam. Estão sempre em um estado de tensão tremendo. Falam, falam, falam e falam. Não param de perguntar. Não ouvem as respostas, não as analisam. Pra que, afinal, se o gravador está guardando tudo? Depois é só degravar.&lt;br /&gt;Não uso gravador nas pautas diárias. Duas são as razões: 1) não teria tempo para ouvir toda a entrevista e depois fazer a transcrição; 2) sem ele, presto mais atenção no que a fonte está falando, afinal de contas, tenho de anotar certinho o que ela diz e, assim, ouvindo atentamente, consigo perceber suas contradições, pensar sobre as respostas, formular perguntas que possam tirar mais da fonte ou desconcertá-la. Constantemente vejo colegas sem uma caneta cobrindo uma pauta. O gravador está sempre lá.&lt;br /&gt;Enfim, como disse, estou meio confuso (no momento estou completamente sóbrio, amigos). Fazia tempo que não escrevia nada aqui. O assunto veio à cabeça e resolvi escrever. O texto saiu meio que escarrado. Talvez amanhã eu receba alguma ligação descendo o pau em mim. Fazer o que? O dead line bateu, está na hora de entregar o escrito. Não há tempo para pensar muito mais. Vai pra página. Tchau.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-6724239444413258436?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/6724239444413258436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=6724239444413258436&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/6724239444413258436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/6724239444413258436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2009/07/vai-pra-pagina.html' title='Vai pra página'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SmFAHFMPd4I/AAAAAAAAAYQ/gjsor8UAI0U/s72-c/confuso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-6693183320619661696</id><published>2009-06-19T23:20:00.000-03:00</published><updated>2009-06-20T16:10:25.189-03:00</updated><title type='text'>Palma, palma, não priemos cânico</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349230783464216610" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 176px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SjxJDl34GCI/AAAAAAAAAYA/SeXZKqvHYCk/s200/diploma.bmp" border="0" /&gt;Não ia me manifestar sobre isso, mas resolvi dizer alguma coisa. Não há como negar que a decisão do STF me deixou um pouco chateado. Para quem usou e usa os anos de faculdade para realmente se enriquecer culturalmente, adquirir uma bagagem teórica consistente e, acima de tudo, pensar em jornalismo, nas suas consequências, na responsabilidade e nos compromissos de quem trabalha na área, a decisão é um pouco frustrante. Acho que o argumento de que a maior parte dos jornalistas é desinformado e que, quando escreve sobre um assunto que não domina, acaba falando bobagem, não é valido. Esse profundo conhecimento que um bacharel em Direito teria para fazer uma entrevista com um jurista famoso, por exemplo, faz com que esse “jornalista” da prática não tenha algo essencial para a prática da profissão: humildade. O argumento da liberdade de expressão é mais racional e aceitável.&lt;br /&gt;Não gostaria de trabalhar em uma redação repleta de advogados, psicólogos, médicos, economistas, sociólogos, e todos os outros sabidões existentes. Daqui a pouco não será preciso nem mais se fazer entrevistas, pois o próprio “jornalista” será entrevistador e entrevistado.&lt;br /&gt;Enfim, na real, acho que não vai mudar quase nada. Primeiro porque os veículos de comunicação vão continuar buscando seus profissionais amestrados tecnicamente nas escolas de jornalismo. Os jovens focas são perfeitos para o que eles precisam. Segundo, porque não creio que qualquer um desses outros profissionais que citei anteriormente trabalharia por R$ 1.314,00 mensais. Colegas, tranquiliza-vos, portanto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-6693183320619661696?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/6693183320619661696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=6693183320619661696&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/6693183320619661696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/6693183320619661696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2009/06/palma-palma-nao-priemos-canico.html' title='Palma, palma, não priemos cânico'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SjxJDl34GCI/AAAAAAAAAYA/SeXZKqvHYCk/s72-c/diploma.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-4325000929400580058</id><published>2009-05-29T17:48:00.000-03:00</published><updated>2009-05-29T18:01:26.410-03:00</updated><title type='text'>Crime organizado</title><content type='html'>Vinte e cinco porcento dos homicídios no Rio de Janeiro são praticados por policiais. O dado faz parte da pesquisa "Áreas de concentração de violência no município do Rio de Janeiro" realizada pelas pesquisadoras do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), Rute Imanishi e Patricia Rivero. No dia 2 de junho as pesquisadoras irão falar com a imprensa sobre o estudo.&lt;br /&gt;Policiais sendo resposáveis por 1/4 dos homicídios em uma cidade. Isso é o que podemos chamar de crime organizado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-4325000929400580058?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/4325000929400580058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=4325000929400580058&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/4325000929400580058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/4325000929400580058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2009/05/crime-organizado.html' title='Crime organizado'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-3877188107375159876</id><published>2009-05-28T02:30:00.000-03:00</published><updated>2009-05-30T15:54:20.379-03:00</updated><title type='text'>Sabedoria &gt; Conhecimento</title><content type='html'>Não sou de postar as reportagens que faço para o Jornal do Comércio aqui. Gosto de ver o Alça de Mira como um espaço em que eu me liberto das amarras de tudo o que envolve o jornalismo diário em um grande jornal. Não pretendo misturar as coisas. Porém, como sei que a maioria dos amigos que passam por aqui não costumam ler o JC, reproduzirei a seguir uma matéria minha que está na edição de hoje do jornal. Abro a exceção, e provavelmente abrirei outras com o tempo, em razão de ter gostado bastante deste texto. Principalmente pela lição que o velho pescador do Guaíba, mesmo sem sequer ter chegado à metade do Ensino Fundamental, dá para todos nós. Sabedoria é mais importante do que conhecimento. Vamos lá então, segue o texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Pescadores limpam um lago que pede socorro&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Por Juliano Tatsch&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento gelado, fraco, mas constante, não espantou os pescadores que, em cerca de 40 embarcações, realizaram ontem o descarregamento do lixo coletado na terça e na quarta-feira no lago Guaíba. Pneus, sofás, bolas de futebol, garrafas e sacolas plásticas, sapatos de todos os tipos, monitores de computador e até uma perna mecânica eram alguns dos detritos que foram encontrados nas águas.&lt;br /&gt;“Isso que vocês estão vendo aqui hoje nós vemos todos os dias, quando percorremos o Guaíba em nossos barcos. É uma grande injustiça com o nosso lago, que nos dá tanta coisa. O pescador sofre. Quando chove, nossas redes ficam cheias de lixo. Temos prejuízo tanto em relação ao equipamento, que se danifica, quanto aos peixes que não pegamos. Apesar disso, ainda tem peixe no nosso Guaíba - bem menos do que antes, é claro. Hoje eu levo duas semanas para pegar o que eu pegava em uma noite”, afirma Osmar Lisboa da Silva, 72 anos, pescador desde os 14. Conforme Silva, os pescadores fazem esse trabalho de limpeza das águas diariamente. “Nós vamos recolhendo o lixo que encontramos pelo caminho e armazenamos nas nossas casas. Quando o caminhão vem, recolhe tudo”, diz.&lt;br /&gt;A expectativa era de que seis toneladas de lixo fossem tiradas das águas. O mutirão Pescando Lixo, Salvando os Rios foi promovido pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) e pela Colônia de Pescadores Z-5 com o apoio do projeto Rumo/Veleiros do Sul e faz parte das atividades da Semana Estadual do Meio Ambiente, que seguem até o dia 5 de junho. Para o titular da Sema, Berfran Rosado, a conscientização da população é primordial. “No resto do ano, o trabalho depende da ação de todas as pessoas, não só do governo. Precisamos somar esforços do Estado com os municípios e com a comunidade. A responsabilidade é compartilhada. A sociedade tem de fazer a sua parte, mudando seus hábitos, sua postura. Além disso, é preciso intensificar as atividades de fiscalização”, enfatiza.&lt;br /&gt;Os resíduos foram colocados em sacos plásticos e descarregados na prainha da Usina do Gasômetro, onde foram recolhidos por um caminhão do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU). Para o experiente pescador, o lago é uma extensão da própria casa, uma parte da própria vida. “Há 58 anos eu percorro estas águas de ponta a ponta. Eu vi um Guaíba vivo. Hoje eu vejo um Guaíba agonizando, pedindo socorro todos os dias. É triste ver o modo como as pessoas tratam o nosso lago. Elas não estão destruindo somente o Guaíba, estão destruindo o futuro de seus filhos e netos”, diz, colocando sapatos dentro de um saco preto.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-3877188107375159876?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/3877188107375159876/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=3877188107375159876&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/3877188107375159876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/3877188107375159876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2009/05/sabedoria-conhecimento.html' title='Sabedoria &gt; Conhecimento'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-4570347282515129738</id><published>2009-05-25T21:06:00.001-03:00</published><updated>2009-05-25T21:23:00.823-03:00</updated><title type='text'>Confiança</title><content type='html'>Estava eu em pé no ônibus agora há pouco, retornando para casa após o trabalho, quando ouço a seguinte frase:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não dá para confiar na imprensa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem disse foi uma mulher que conversava com outra, ambas sentadas nos bancos atrás de mim. Não tenho ideia do teor da conversa. Apenas ouvi essa frase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que no momento fiquei um pouco chateado. Mas, enfim, é a opinião delas. Agora, pensando um pouco mais no assunto, cheguei a conclusão de que há alguma coisa muito errada em um país em que as pessoas não confiam no Executivo, não confiam no Legislativo, não confiam no Judiciário e não confiam na imprensa, que tem como principal papel fiscalizar os três poderes anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo a resposta para os sociólogos e antropólogos de plantão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-4570347282515129738?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/4570347282515129738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=4570347282515129738&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/4570347282515129738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/4570347282515129738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2009/05/confianca.html' title='Confiança'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-7542398545927913407</id><published>2009-05-15T16:43:00.000-03:00</published><updated>2009-05-15T16:51:23.265-03:00</updated><title type='text'>Uma aula para entender a "epidemia" do crack</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/Sg3HljMXegI/AAAAAAAAAXw/TUmFjkx8eq0/s1600-h/billcrack_300.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336140581420104194" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/Sg3HljMXegI/AAAAAAAAAXw/TUmFjkx8eq0/s320/billcrack_300.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No início da noite de ontem foi lançada mais uma campanha de combate ao uso de crack no Rio Grande do Sul. O prédio do Ministério Público, ali na Praça da Matriz recebeu dezenas de políticos, representantes de ONGs, autoridades e profissionais da imprensa. Sem dúvida nenhuma, de todas as coisas que foram ditas lá, as mais interessantes foram as proferidas pelo rapper e escritor MV Bill. Sentado em frente aos engravatados da plateia, ele disse a todos a razão do crack ser um tema que causa tanta preocupação hoje aos governos e tão debatido pela mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Enquanto a droga era consumida somente pelas classes mais baixas, pelos pobres e favelados, o problema se manteve lá, nas favelas, nas periferias. Depois que passou a ser usada pelas classes mais altas, por jovens brancos universitários, ele se transformou em uma epidemia nacional e somente aí passou a haver uma mobilização da sociedade para combatê-la. O grande erro foi esse. Se o problema tivesse sido combatido lá na periferia, lá nas favelas, lá nas vilas, os estragos teriam sido muito menores”, disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com um estudo realizado pela Cufa-RS, levando em consideração os dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES), que estima que 55 mil pessoas sejam usuárias de crack no Estado, o Rio Grande do Sul tem um consumo anual de 24,5 toneladas da droga, o que movimenta um valor de R$ 495 milhões por ano. O crack causa a dependência 8 vezes mais rápido do que a cocaína. De março de 2007 até março de 2009 houve a apreensão de 308,5 quilos da droga em território gaúcho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O grande problema é a composição da droga, seu baixo preço e a alta capacidade de destruição. A grande falha foi deixar a situação chegar nesse ponto. O impacto é muito grande, pois estamos lidando com perdas. Os traficantes cariocas lutaram muito para o crack não chegar ao Rio. Eles sabem que a droga mata rapidamente e, assim, eles acabam perdendo a clientela. O trabalho de prevenção tem de estar na pauta. O trabalho punitivo, depois da situação estabelecida, é muito mais complicado, custoso e dificilmente fará o dependente largar a droga”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: AMP/RS&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-7542398545927913407?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/7542398545927913407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=7542398545927913407&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/7542398545927913407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/7542398545927913407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2009/05/uma-aula-para-entender-epidemia-do.html' title='Uma aula para entender a &quot;epidemia&quot; do crack'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/Sg3HljMXegI/AAAAAAAAAXw/TUmFjkx8eq0/s72-c/billcrack_300.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-4281191626783664084</id><published>2009-04-29T21:59:00.000-03:00</published><updated>2009-04-29T22:02:18.583-03:00</updated><title type='text'>História e estórias</title><content type='html'>Em uma noite dessas peguei-me a pensar sobre como os caminhos que eu trilhei até aqui, desde as escolas por onde passei, passando pela faculdade e pela influência familiar fizeram com que eu me tornasse o que sou hoje.&lt;br /&gt;Viajei, então, para o meu passado e relembrei os meus nove anos de ensino fundamental, do jardim de infância à oitava série. Foram tempos bons aqueles. Muita diversão, muitos amigos, uma paixão adolescente e algumas fugas cinematográficas. Sempre fui um cara super tranquilo e amigável. Fiz muitos amigos durante aqueles anos. Não me lembro de ter feito inimigos e nunca briguei com ninguém no colégio, o que me transformava em um Gandhi, na medida em que quase todo mundo brigava de vez em quando. O colégio era público. Escola Estadual de 1º Grau Professora Violeta Magalhães. Sua localização é no pé do Morro do Osso, bem perto ao conjunto habitacional dos bancários e de um lugar que sempre chamamos apenas de “o morro”. “O morro” era um lugar um tanto quanto temido e respeitado. Seus moradores eram em sua grande maioria negros e pobres. Tinha que ser macho para entrar no “morro”. Perdemos algumas bolas de futebol que passavam por cima dos muros da escola e caíam em uma ruazinha do lado. Poucos tinham coragem de ultrapassar àquele muro para ir buscá-las. As exceções eram feitas aos colegas que moravam ali. Praticamente todos eram meninos e meninas bastante pobres e muito legais. Eram francos. Com eles não tinha muita frescura. Se não gostavam de algo, antes de conversar ou de pedir explicações mandavam um murro na cara do sujeito. Depois perguntavam. Era o jeito deles. Não acho que era errado. Eu morava no Condomínio Jardim Vitória Régia. O VR era um condomínio de classe média. A maioria dos moradores era de classe média baixa, como a minha família, porém, o condomínio sempre foi muito bonito e vistoso para quem olhava de fora. Em razão disso, nós que morávamos lá éramos vistos como os “filhinhos de papai”. Mesmo os alunos que, como eu, passavam longe, mas muito longe mesmo, de ser filho de papai era taxado assim. A grande maioria dos alunos do colégio era pobre, ou melhor, muito pobre. Boa parte dos colegas que tive iam na escola somente para comerem o que era oferecido na merenda escolar. Merenda essa que era quase sempre a mesma, variando entre sopa de feijão, sagu, um mingau estranho e carreteiro. Eu, geralmente, levava lanche de casa. Nada muito requintado, um sanduíche e suco, ou pão feito pela minha mãe com alguma geléia, coisas simples assim. Para quem ainda não sabe, a minha infância e adolescência, assim como a do meu irmão mais velho, foi totalmente sem luxos. Meu pai era metalúrgico e minha mãe dona de casa. Ele nunca ganhou muito e, além disso, tinha de pagar o condomínio todos os meses, o que diminuía ainda mais o dinheiro disponível. Nunca passei fome, muito pelo contrário, é bom deixar bem claro. Minha vida até o fim de minha adolescência foi bem simples, com várias restrições, mas nunca me faltou nada do essencial.&lt;br /&gt;Bom, voltando ao meu primeiro grau, lembro que até a quarta série tinha alguns preconceitos com os alunos que moravam no “morro”. Achava-os grosseiros, violentos e mal-educados. Em razão disso, meu círculo de amizades se restringia aos colegas que também moravam no VR e aos que vinham de outros lugares da zona Sul. A quinta série foi um divisor de águas. Desde o jardim de infância até a quarta série eu estudei com a mesma turma, que era a dos mais “certinhos” do colégio, ou seja, os “filhinhos de papai”. Entretanto, não sei porque, quando da divisão das turmas de quinta série eu fui separado da minha e passei a fazer parte da turma dos repetentes, somente um pessoal mais velho, a maioria moradora do “morro”. Confesso que fiquei bastante chateado com isso no começo, acho até que chorei, por me separar dos colegas antigos e por medo da nova turma. Agradeço até hoje à desconhecida pessoa que colocou na turma 54 daquele ano. Durante aquele ano aprendi mais sobre a vida do que no resto do primeiro grau. Os meus novos colegas eram bem diferentes de mim. Eu era o estudioso, o cdf, que nunca tirava uma nota abaixo de 9. Eles eram os rebeldes, ou os “maloqueiros” como eu os chamava antes de conhecê-los. Aprendi demais com eles. Aprendi a não julgar as pessoas pela cor, pelo lugar onde moram ou pela aparência física. Com eles não existia política da boa vizinhança, falavam tudo na cara, se não gostavam de algo chamavam para resolver lá fora. Não existia hipocrisia e cinismo. Tudo era dito frente a frente e na hora. Grande turma 54. Todos eles eram no mínimo dois anos mais velhos do que eu.  Passei a ser amigo do pessoal “barra pesada do colégio”. Eles eram durões, mas somente por fora. Percebi, com a convivência, que a maior parte deles havia criado essa imagem de força para compensar uma fraqueza que tinha origem lá na casa deles, na desestruturação familiar (somente uns 6 ou 7 de uma turma de quase 30 moravam com o pai e com a mãe). Lembro-me que tive altos papos com eles, falando até de política, coisa que, nem na oitava série, já de volta à minha turma original, a gente falava ainda. Grandes mestres aqueles meus amigos do “morro”.&lt;br /&gt;Não consigo me recordar ao certo quantas vezes tive de matar aula e pular o muro da escola, saindo mais cedo, para escapar de uns caras grandões que pegavam no nosso pé, no pé dos “filhinhos de papai”. Consegui, assim, evitar muitas surras e ganhei muita agilidade na sequência “pega a mochila, corre para os fundos da escola, joga a mochila por cima do muro, pula o muro, pega a mochila e vai correndo para casa”. Recordo-me também, muito claramente, de dois fatos ocorridos no Violeta que me marcaram muito. Um foi o incêndio do colégio. Vários pavilhões de madeira pegaram fogo. Ninguém soube o motivo. Foi triste ver aquela humilde escola, onde tanta gurizada também humilde tentava aprender coisas para se dar bem na vida, queimando. As aulas demoraram para serem retomadas. O outro episódio também foi traumático. Alguns ladrões que haviam cometido um assalto pelas redondezas adentraram no pátio da escola para se esconder. A polícia foi chamada. Não demorou muito para o tiroteio começar. Estávamos lá, todos nós, deitados no chão, ouvindo os sons dos tiros, morrendo de medo e rezando para aquilo acabar logo. O resultado foi que nenhum aluno se feriu e eu não me lembro o que aconteceu com os ladrões.&lt;br /&gt;Basicamente, o meu primeiro grau foi isso. Ou isso, pelo menos, foi o que me marcou a ponto de eu recordar até hoje. Ah, claro, teve a paixão adolescente também. Mas isso todos tivemos, e deve ter sido muito parecida em todos os casos. Portanto, não me aprofundarei no assunto. Quem sabe em uma próxima oportunidade. Vamos agora para o segundo grau.&lt;br /&gt;No segundo grau, já de cara, outra separação. A maior parte dos meus amigos foi para o colégio Padre Réus, que fica no bairro Tristeza. Eu, também não sei por que, fui para o Colégio Estadual Júlio de Castilhos. Reclamei bastante, briguei, fui com a minha mãe até a SEC, mas não deu em nada. O famoso e temido Julinho era o meu destino.&lt;br /&gt;O colégio era muito famoso por ser um “antro de maconheiros”. Lembro-me muito bem de algumas pessoas conhecidas dizerem “bah, lá é boca braba”. Aquele colégio foi onde eu realmente descobri o mundo. Três mil alunos. Dois prédios gigantescos, corredores, grandes, câmeras de vigilância, pixações, um campo oficial de futebol, traficantes aliciando os alunos em frente ao colégio, colegas indo para o recreio e voltando com os olhos vermelhos e todos risonhos. Ali eu saí da zona Sul, que era o meu mundinho até então. Ali eu tinha colegas de todos os cantos da cidade, de outras cidades e até de outros estados. O Julinho foi uma verdadeira escola para mim, no sentido mais amplo da palavra. Ali eu via colegas de 15 anos ficarem grávidas e abandonarem os estudos, vi verdadeiras pancadarias em frente e dentro do colégio, que deixavam aquelas briguinhas do Violeta no chinelo, com cadeiras voando (o que fazia com que nós, brincando, fazendo uma alusão à Marx, disséssemos que estávamos presenciando ao vivo, em nossa frente, uma luta de classes). As drogas existiam e eram vistas a qualquer hora no colégio, seja na frente, nos corredores ou até, algumas vezes, dentro da sala de aula. Entretanto, ninguém era obrigado a usá-las. Durante os meus três anos lá, nunca me ofereceram nada. Conheci pessoas bacanas lá e mudei a minha visão sobre as expressões “maconheiro” ou “drogado”. Os imensos corredores, escuros e repletos de grades a cada cinco ou seis metros davam a impressão de que estava em um presídio. Mas só a impressão. Os alunos dali eram livres. Impressionei-me muito no primeiro dia de aula quando um colega não pediu para o professor para sair da sala. Apenas se levantou e saiu. Depois de uns 15 minutos ele voltou e o professor não falou nada, não pediu nenhuma explicação. Éramos livres para fazermos o que quiséssemos. Grande escola da vida, o Julinho. Lá, eu aprendi a olhar nos olhos na hora de falar.&lt;br /&gt;Olhando para trás e revivendo um pouco dessas duas etapas da minha vida, vejo que muito do que eu sou hoje devo àquelas pessoas que cruzaram o meu caminho. Aos meus amigos “filhinhos de papai”, aos meus amigos “do morro”, aos caras que queriam dar surras em nós, às sopas de feijão, à dor do incêndio, ao trauma das separações, aos colegas “maconheiros”, aos “brigões”, aos “maloqueiros”, às assanhadas do Julinho (lembro-me de uma frase escrita em um banheiro do colégio que dizia “se puta fosse flor, o Julinho seria um jardim”), aos professores, desde os certinhos até os excêntricos (como um que ia dar aula caindo de bêbado e nós tínhamos que o ajudar a achar a sala certa), a todos. Hoje sei que muitos deles não tiveram as mesmas oportunidades que tive, alguns estão presos, uns três já morreram e a maioria mal conseguiu terminar o segundo grau. Sinto que tudo que consegui até aqui, consegui porque acabei tirando um pouquinho de cada um deles. Sentia-me um estranho no ninho no começo da faculdade quando via que todos os meus colegas e hoje meus melhores amigos tinham feito toda a sua formação escolar em instituições privadas. No começo cheguei a pensar que aquele não era o meu lugar. Todo o meu caminho trilhado até ali era o mesmo dos meus colegas de primeiro e segundo graus, mas eles não estavam ali comigo. Eles tinham ficado para trás. É lógico que eu me esforcei muito para chegar até aqui. Passei no vestibular com uma baita média, no tempo em que não existia o sistema de cotas para egressos do ensino público e eu, mais do que ninguém, posso falar da precariedade do ensino público. Mas sei também que isso se deu em razão da forte estrutura familiar que eu tenho, porque eu não precisei trabalhar quando adolescente e porque eu morava em um lugar até certo ponto tranquilo e seguro. Coisas que a maior parte deles não teve. Sinto que devo a eles e tenho de pagar de alguma forma. O jornalismo talvez seja um bom meio. Ainda não tenho certeza de que é, mas talvez seja. Tenho me esforçado para compensar a dívida. Penso muito neles toda vez em que sento em frente ao computador e começo a escrever uma matéria de cunho mais social. Penso que tenho que pagar um pouco dessa dívida com o que estou escrevendo. Vendo o pouco que eu já fiz até agora, acho que já comecei a saldá-la. Mas, ainda falta bastante. Tranquiliza-me saber que ainda há muito pela frente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-4281191626783664084?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/4281191626783664084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=4281191626783664084&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/4281191626783664084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/4281191626783664084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2009/04/historia-e-estorias.html' title='História e estórias'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-3100444610695964272</id><published>2009-04-23T00:15:00.001-03:00</published><updated>2009-04-23T00:15:44.868-03:00</updated><title type='text'>Joaquim Barbosa detona Gilmar Mendes</title><content type='html'>&lt;div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'&gt;&lt;p&gt;&lt;object height='350' width='425'&gt;&lt;param value='http://youtube.com/v/0YEspE07Xok' name='movie'/&gt;&lt;embed height='350' width='425' type='application/x-shockwave-flash' src='http://youtube.com/v/0YEspE07Xok'/&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse bate-boca foi na sessão do STF de ontem. Grande Joaquim Barbosa. Disse na cara do Gilmar Mendes tudo o que muita gente gostaria e dizer mas não pode ou não tem coragem. Palmas para ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-3100444610695964272?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/3100444610695964272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=3100444610695964272&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/3100444610695964272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/3100444610695964272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2009/04/joaquim-barbosa-detona-gilmar-mendes_22.html' title='Joaquim Barbosa detona Gilmar Mendes'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-3522561020567866537</id><published>2009-04-19T22:43:00.000-03:00</published><updated>2009-04-19T23:14:28.758-03:00</updated><title type='text'>Pressão = ação</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SevVmdPqdjI/AAAAAAAAAXg/mRbGcC69Nt8/s1600-h/Foto+de+Ricardo+Stricher+-+PMPA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5326585840957814322" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 220px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SevVmdPqdjI/AAAAAAAAAXg/mRbGcC69Nt8/s320/Foto+de+Ricardo+Stricher+-+PMPA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É engraçado como um governo só funciona na base da pressão. Estou falando mais especificamente da prefeitura de Porto Alegre. A comunidade do bairro Restinga, na zona Sul da Capital, estava correndo o risco de perder uma verba garantida pelo MEC para a instalação de uma escola técnica federal no bairro. A verba estava garantida, o terreno, doado pela prefeitura, também. Entretanto, existia uma coisa que impedia que o MEC enviasse seu corpo técnico para o local para analisar a área e preparar o projeto: o mato.&lt;br /&gt;A equipe do ministério não conseguia chegar ao local porque a prefeitura não roçou e demarcou a área doada. Além disso, não havia sido aberto um caminho no matagal para que os técnicos pudessem chegar ao local. &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SevVuqGnQVI/AAAAAAAAAXo/0jSdQvK_RQA/s1600-h/Restinga.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5326585981848469842" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 319px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SevVuqGnQVI/AAAAAAAAAXo/0jSdQvK_RQA/s320/Restinga.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Pude conferir isso in loco, quando fiz uma matéria sobre o assunto, em novembro do ano passado. Passados 5 meses, a prefeitura não havia feito absolutamente nada. Foi então que o tema voltou novamente à mídia, o governo federal botou uma pressão dizendo que se o executivo municipal não tomasse alguma atitude para resolver o problema, a comunidade perderia essa grande oportunidade de dar um gigantesco passo em direção ao desenvolvimento. Pois, não deu outra. A prefeitura mandou na sexta-feira passada cerca de 30 homens e até um trator para limpar o local. Enfim, parece que a escola irá ser construída. Mas, demorou para a prefeitura se mexer. Coisa que, aliás, é uma constante. Há quanto tempo não temos uma grande obra de infraestrutura sendo feita na cidade? A grande preocupação com a Copa do Mundo de 2014 na Capital, pelo menos até agora, não resultou em nenhuma obra concreta para a cidade. Projetos existem muitos. As gavetas das secretarias municipais já devem estar transbordando de papel. Já chegou a hora de agir. Quanto tempo se levou para fazer a 3ª Perimetral? E o conduto Álvaro Chaves-Goethe? A Copa é daqui há 5 anos e nada foi feito. Porto Alegre está parada. Grandes obras demandam bastante tempo para serem feitas. Está na hora de colocar a mão na massa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-3522561020567866537?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/3522561020567866537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=3522561020567866537&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/3522561020567866537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/3522561020567866537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2009/04/pressao-acao.html' title='Pressão = ação'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SevVmdPqdjI/AAAAAAAAAXg/mRbGcC69Nt8/s72-c/Foto+de+Ricardo+Stricher+-+PMPA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-4499147415892077255</id><published>2009-04-05T23:29:00.000-03:00</published><updated>2009-04-05T23:34:11.143-03:00</updated><title type='text'>A face da destruição</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SdlqGPYnKjI/AAAAAAAAAWM/_s8o8HFzqsM/s1600-h/face.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321401090156472882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 216px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SdlqGPYnKjI/AAAAAAAAAWM/_s8o8HFzqsM/s400/face.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Kayser (&lt;a href="http://blogdokayser.blogspot.com/"&gt;http://blogdokayser.blogspot.com/&lt;/a&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-4499147415892077255?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/4499147415892077255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=4499147415892077255&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/4499147415892077255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/4499147415892077255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2009/04/face-da-destruicao.html' title='A face da destruição'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SdlqGPYnKjI/AAAAAAAAAWM/_s8o8HFzqsM/s72-c/face.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-7123240539033309002</id><published>2009-04-03T18:35:00.000-03:00</published><updated>2009-04-05T22:50:04.270-03:00</updated><title type='text'>O sublime sentimento</title><content type='html'>Eram umas 20h30min mais ou menos quando eu peguei o ônibus ontem, pós-trabalho, rumo à minha casa, na zona Sul de Porto Alegre. Seria mais uma daquelas viagens maçantes de 20 minutos, de pé, tendo de aguentar as bruscas freadas do motorista que conduzia o coletivo. Seria, mas não foi.&lt;br /&gt;Subi no ônibus e me coloquei ao lado de um banco em que duas meninas estavam sentadas. A minha colocação ali foi totalmente casual. O que se seguiu foram cenas sujas do mais puro preconceito e cenas lindas do amor sendo expressado sem pudores.&lt;br /&gt;As duas meninas, e digo meninas porque elas deviam ter entre seus 16, 17 ou, no máximo, 18 anos, se acariciavam com um carinho comovedor. Tocavam-se, alisavam-se. Uma mexia no cabelo da outra. Uma delas, a morena, recostou a cabeça sobre o ombro da outra, a loira, enquanto esta lhe fazia cafuné. E assim foi durante todo o trajeto. Elas se olhavam ternamente nos olhos e se beijavam. Sem vergonha. Sem medo do que os outros iriam pensar. Elas se amavam e isso bastava para as duas. Estas eram as cenas lindas e comovedoras.&lt;br /&gt;As cenas sujas foram estas. Pessoas se olhando e fazendo sinal de negativo com a cabeça, olhares de canto de olho para elas seguidos de cochichos. Uma mãe com seu filho, que havia entrado depois e sentou no banco atrás das meninas, quando as duas se beijaram, se levantou e foi para a parte da frente do veículo, permanecendo de pé. Duas senhoras que estavam sentadas no banco atrás de mim falavam, sem a preocupação em baixar a voz. “Que absurdo. Não se respeita mais ninguém. Duas gurias bonitas fazendo isso. Não sei como o cobrador deixa”. Isso foi o que eu ouvi e o que eu vi.&lt;br /&gt;Eu fiquei ali. Parado. Não me incomodei nem um pouco com as meninas apaixonadas. Pelo contrário, achei toda a cena de uma beleza ímpar. Elas eram uma ilha de beleza cercadas por um oceano de sujeira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-7123240539033309002?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/7123240539033309002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=7123240539033309002&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/7123240539033309002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/7123240539033309002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2009/04/o-sublime-sentimento.html' title='O sublime sentimento'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-3594142346118965419</id><published>2009-03-06T00:12:00.000-03:00</published><updated>2009-03-06T00:18:36.076-03:00</updated><title type='text'>O cúmulo da sacanagem</title><content type='html'>Hoje presenciei uma cena no ônibus, quando retornava para casa depois do trabalho, por volta das 20h20min, mais ou menos, que me deu nojo. Ali na avenida João Pessoa, nos corredores de ônibus que ficam em frente ao Jornal do Comércio, sempre tem algumas crianças ou adolescentes vendendo balas de goma, daquelas coloridas, que são embaladas em forma de tubinho, uma junto à outra. A cada ônibus que para, eles se dirigem para a porta e perguntam para o motorista se podem entrar e vender a sua mercadoria para os passageiros. A grande maioria dos motoristas não deixa, e eles ficam ali, vendendo para quem está na parada. Nesta quinta-feira eu fiz sinal para um ônibus da linha Restinga Velha. O coletivo parou e eu me dirigi para a sua porta de entrada. Um desses garotos chegou antes de mim à porta. Ele entrou e eu entrei logo depois. Ele perguntou se poderia vender dentro do ônibus, ao que o motorista respondeu dizendo algo que não consegui escutar direito. A cena seguinte foi a que me indignou. O garoto pôs a mão dentro de sua mochila, tirou dois tubinhos de bala e deu um para o motorista e um para o cobrador. Esse foi o salvo conduto dele para poder vender suas balas dentro do ônibus. Depois disso, ele passou por baixo da roleta e vendeu suas balas para umas três pessoas, eu entre elas (para compensar um pouco o prejuízo causado por aquela sacanagem dos funcionários da empresa de ônibus, paguei 1 real por dois pacotes, mesmo ele vendendo cada um por trinta centavos). Motoristas de ônibus extorquindo crianças que vendem balas para ajudar à família (e esse é o caso dessas crianças. Elas são educadas e usam roupas bem limpas, não usam, portanto, o dinheiro que ganham com as vendas para comprar drogas ou coisas do tipo). Tudo bem, não quer deixar o garoto vender suas balas dentro do ônibus, não deixa. Mas obrigá-lo a dar de graça dois pacotes para que ele possa fazê-lo, é o cúmulo da sacanagem. Eu pensei que já tinha visto todos os tipos de filhasdaputices humanas. Mas agora vejo que me enganei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-3594142346118965419?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/3594142346118965419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=3594142346118965419&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/3594142346118965419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/3594142346118965419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2009/03/o-cumulo-da-sacanagem.html' title='O cúmulo da sacanagem'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-3153844616638464216</id><published>2009-02-27T17:23:00.000-03:00</published><updated>2009-02-27T17:47:38.262-03:00</updated><title type='text'>A Igreja, o comandante e a segurança</title><content type='html'>Nessa semana estive acompanhando o lançamento, em Porto Alegre, da Campanha da Fraternidade 2009, organizada pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), entidade ligada à Igreja Católica. O tema da campanha neste ano é "Fraternidade e Segurança Pública". Durante a apresentação da campanha o presidente regional da CNBB, Dom José Mário Stroeher, fez duras críticas ao sistema de segurança atual em prática no País, à Justiça e à situação das penitenciárias brasileiras. "Para combater a violência não basta combater os efeitos, é preciso discutir as causas, que são muitas. Não se pode associar pobreza com criminalidade, por exemplo, pois os grandes líderes do crime organizado não estão nas periferias. Outro ponto é o tratamento diferenciado que é dado pela justiça aos pobres e aos ricos, que dá a impressão de que as leis foram feitas somente para alguns", afirmou o religioso.&lt;br /&gt;O Comandante Geral da Brigada, coronel Trindade, estava presente no acontecimento. Até aí, nada demais, e é até normal que no lançamento de uma campanha de mobilização nacional como a realizada pela CNBB, que tem como assunto principal a segurança pública, a principal figura da polícia militar do Estado esteja presente. O que chamou a atenção foi o que ele disse em entrevista para mim e para um repórter do jornal Correio do Povo. O coronel Trindade falou que gostou do que ouviu dos representantes da Igreja porque teve a impressão de que o debate se dará em torno de valores e não com viés político. Cá para nós, é inegável que a questão da segurança publica é fortemente política, depende de ações políticas, de vontade política. A impressão que deu foi de que o coronel não foi no encontro para se inteirar da campanha, saber quais propostas e sugestões a Igreja tinha, se integrar no processo de debate sobre o tema, e sim foi apenas acompanhar para ver se o governo iría ser criticado. Não foi (ou pelo menos não identificadamente) e ele saiu satisfeito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-3153844616638464216?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/3153844616638464216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=3153844616638464216&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/3153844616638464216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/3153844616638464216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2009/02/igreja-o-comandante-e-seguranca.html' title='A Igreja, o comandante e a segurança'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-3538325364057737474</id><published>2009-02-09T20:17:00.000-02:00</published><updated>2009-02-09T20:20:04.203-02:00</updated><title type='text'>Uma pequeníssima prática de subversão</title><content type='html'>Segue o primeiro parágrafo de uma matéria que fiz e que foi publicada na edição do dia 6 de fevereiro no Jornal do Comércio. Uma pequeníssima prática de subversão, eu diria. Mas é melhor do que nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Fundação de Assistência Social e Cidadania tem como um dos seus focos de atuação a retirada dos pedintes das ruas de Porto Alegre. O que se pôde ver na tarde desta quinta-feira, entretanto, foi algo muito parecido com o que é feito pelos moradores de rua, só que sendo realizado dentro do gabinete do secretário Kevin Krieger. Durante a apresentação do projeto do Centro Material de Reciclagem (Cemar) pelo Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) ao secretário nacional de Transporte e Mobilidade Urbana, Luiz Carlos Bueno de Lima, o que mais se pôde ver foram pedidos de liberação de recursos por parte do Ministério das Cidades para a viabilização do projeto."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-3538325364057737474?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/3538325364057737474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=3538325364057737474&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/3538325364057737474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/3538325364057737474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2009/02/uma-pequenissima-pratica-de-subversao.html' title='Uma pequeníssima prática de subversão'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-4358003714320126742</id><published>2009-01-30T22:07:00.000-02:00</published><updated>2009-01-30T22:12:25.723-02:00</updated><title type='text'>Sobre o jornalismo</title><content type='html'>Não tenho escrito muita coisa por aqui. Falha minha talvez, um pouco de preguiça quem sabe, falta de assunto possivelmente. Até agora 2009 tem sido um ano bem bom. Bastante atividade no trabalho, tenho produzido bastante e ideias novas surgem com muita regularidade. Algumas surpresas muito boas e grandes expectativas para os próximos meses.&lt;br /&gt;Não vou para o Litoral nesse verão e acho que ficando em Porto Alegre acabo descansando mais. O jornalismo diário fez com que algumas utopias em relação à profissão fossem deixadas de lado. A realidade é bem mais crua. É preciso produzir todos os dias, não há tempo para muitas divagações e grandes aprofundamentos. A satisfação de ter escrito uma matéria de abertura de 4 mil caracteres, com foto na capa, acaba no momento em que a pauta do dia seguinte é passada.&lt;br /&gt;Entretanto, cabe ressaltar que me surpreendi muito positivamente em relação à prática da profissão. Pelo menos no veículo onde trabalho, tenho uma considerável liberdade para propor pautas, algumas, eu diria até, bastante “subversivas”, como diria aquele mestre. Existe uma certa satisfação na chefia imediata e em mim também quando a assessoria de comunicação de um órgão público liga reclamando da matéria que foi publicada, fato que já ocorreu diversas vezes. O compromisso continua sendo com o leitor e com a mais ferrenha fidelidade com a verdade factual. É lógico que na maioria das vezes se faz necessário ouvir o lado que é alvo da reclamação popular, até para que o leitor e a população saiba o que está ou o que não está sendo feito. Mas esse espaço, o da voz oficial, sempre tem der ser o estritamente necessário para que uma satisfação à sociedade seja dada. Enfim, estou gostando bastante. Não é nem aquela maravilha ideal com que sonhávamos quando estudantes, nem aquele sepulcro do jornalismo que achávamos que era. É a realidade, a força dos minutos e do dia-a-dia impedem que algo muito melhor seja feito, mas isso não é motivo para que não se tente fazê-lo. É isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-4358003714320126742?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/4358003714320126742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=4358003714320126742&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/4358003714320126742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/4358003714320126742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2009/01/sobre-o-jornalismo.html' title='Sobre o jornalismo'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-6074402597532916016</id><published>2009-01-12T18:05:00.000-02:00</published><updated>2009-01-12T18:14:12.076-02:00</updated><title type='text'>Jornalista tem de ter lado</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SWujDbt1FrI/AAAAAAAAAVw/s8Au6ICBtE8/s1600-h/robertfisk-steve-payne11.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290501466651694770" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 269px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SWujDbt1FrI/AAAAAAAAAVw/s8Au6ICBtE8/s320/robertfisk-steve-payne11.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Jornalistas devem estar ao lado dos que mais sofrem. Se nos mandassem cobrir o tráfico de escravos no século 18, não deveríamos dar o mesmo tratamento às opiniões do escravo e às do capitão do navio mercador de escravos. Se nos mandassem cobrir a libertação, num campo de concentração nazista, não deveríamos dar o mesmo tratamento às vítimas e ao porta-voz da SS”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robert Fisk, jornalista inglês&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;* Extraído do RS Urgente&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-6074402597532916016?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/6074402597532916016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=6074402597532916016&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/6074402597532916016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/6074402597532916016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2009/01/jornalista-tem-de-ter-lado.html' title='Jornalista tem de ter lado'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SWujDbt1FrI/AAAAAAAAAVw/s8Au6ICBtE8/s72-c/robertfisk-steve-payne11.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-8141032572427004557</id><published>2009-01-04T17:07:00.000-02:00</published><updated>2009-01-04T17:28:40.969-02:00</updated><title type='text'>Bastidores</title><content type='html'>Jornalistas sentados. Câmeras e gravadores ligados. Canetas rabiscando bloquinhos de papel. Importante autoridade da segurança pública do Estado dando uma entrevista coletiva para apresentar o balanço das atividades do ano de 2008. A certa altura da convers, uma jornalista questiona a autoridade sobre alguns números relativos à criminalidade. Não sabendo dos dados no momento, a autoridade olha para um dos jornalistas presentes, repórter de um conceituadíssimo jornal do Rio Grande do Sul, e diz:&lt;br /&gt;- O fulano aqui fez uma matéria essa semana apresentando esses números. Beltrana! (chamando a assessora de imprensa). Tira uma cópia daquela matéria que ele fez com os números, recorta o quadro com os dados que tem nela e dá para a nossa amiga jornalista aqui, que ela quer saber quais são os números exatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral da história: Matéria jornalística servindo de material de divulgação, release, ou seja qual for o nome que quiserem dar, para órgãos públicos. Os dados foram divulgados em primeira mão pelo jornal, uma semana antes da apresentação do balanço oficial. Tirem suas próprias conclusões.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-8141032572427004557?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/8141032572427004557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=8141032572427004557&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/8141032572427004557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/8141032572427004557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2009/01/bastidores.html' title='Bastidores'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-7086988890538395606</id><published>2008-12-16T14:23:00.000-02:00</published><updated>2008-12-16T14:26:22.492-02:00</updated><title type='text'>Fato da semana</title><content type='html'>Chiquinha - Papai, você viu um sapato passar voando por aqui?&lt;br /&gt;Seu Madruga - Ah sim, como não, um da sapatos "AirLines"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roberto Gomes Bolaños, mais atual do que nunca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-7086988890538395606?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/7086988890538395606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=7086988890538395606&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/7086988890538395606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/7086988890538395606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2008/12/fato-da-semana.html' title='Fato da semana'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-2691529857077742375</id><published>2008-12-10T02:21:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T02:36:12.162-02:00</updated><title type='text'>Planos</title><content type='html'>Com chegada do meu ¼ de século se aproximando, um pensamento mórbido me passou pela cabeça. Na mais otimista das hipóteses, 25% da minha vida já passou. Sinceramente acho que já foi mais, entretanto, como a medicina vem avançando muito e como eu não fumo, não bebo (sic) e não jogo (“por isso estou tão cansado”, só para relembrar o Chapolin), sei que a possibilidade de chegar aos 100 anos existe. Levando em conta que os últimos 40% de vida deverão ser de restrições, principalmente físicas, tenho mais 35% de vida ativamente perfeita ainda pela frente. Ainda tenho muito tempo de vida, sei disso, mas também tenho muitas coisas a fazer ainda. Muitos planos. Alguns para um curtíssimo prazo (talvez os mais importantes e decisivos), outros para um prazo médio e outros (poucos, diga-se de passagem), para um longo prazo. Fazendo um brevíssimo inventário da vida posso dizer que ainda não plantei uma árvore, ainda não escrevi um livro e ainda não tive um filho. Sobre a árvore, a falta pode ser resolvida rapidamente, sem maiores dificuldades. Sobre o livro, algumas idéias de grandes reportagens me saltam à mente de vez em quando. E sobre o filho, ..., bom, sobre o filho creio que não é o momento. Ainda é muito cedo para vermos um amengualzinho correndo por aí. Olhando para o futuro, posso dizer algumas coisas. Os próximos 25 anos deverão ser mais agitados socialmente, com maiores responsabilidades e mais dores de cabeça. Deverão ser também de maiores conquistas, pessoais e profissionais, e de maior aprendizado. Quero conhecer mais pessoas e lugares, conquistar mais amigos, manter os que já tenho. Quero me arriscar mais, diminuir as distâncias. Quero vencer as batalhas contra minhas muitas limitações. Quero poder falar aquilo que desejo, mas não consigo. Quero ouvir mais, aprender muito mais. Quero teimar menos. Quero olhar mais, sentir mais. Quero ajudar mais. Quero errar menos, mas quero continuar errando e aprendendo com os erros, como todos. Quero pedir mais desculpas. Quero ouvir mais obrigados. Quero ler mais. Quero usar menos a razão, quando for preciso. Quero escrever mais. Quero ganhar mais e continuar perdendo de vez em quando para não achar que a vida é feita só de vitórias. Quero mudar mais de opinião. Quero acreditar mais. Quero desconfiar mais, quando necessário. Quero pensar mais. Quero procurar mais, descobrir mais. Quero me irritar menos e compreender mais. Quero planejar mais. Quero sorrir mais e fazer com que as pessoas sorriam também. Basicamente é isso. Quero morrer sabendo que fiz o melhor que pude até então e que fiz e deixei amigos. Isso basta. Não quero e não preciso de mais nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-2691529857077742375?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/2691529857077742375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=2691529857077742375&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/2691529857077742375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/2691529857077742375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2008/12/planos.html' title='Planos'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-3782540681304288312</id><published>2008-11-28T23:44:00.000-02:00</published><updated>2008-11-28T23:45:30.483-02:00</updated><title type='text'>Darwin = Messias</title><content type='html'>Notícia da semana: Em 2050, o Brasil terá 7 milhões de mulheres a mais do que homens. Novamente se observa na prática o darwinismo. A seleção natural, com os mais fortes sobrepujando os mais fracos, ocorrendo diariamente ao alcance dos nossos olhos. Pesquisas confirmando o que eu disse no post anterior. Sempre soube que alguém com aquela barba só poderia ser um profeta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-3782540681304288312?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/3782540681304288312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=3782540681304288312&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/3782540681304288312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/3782540681304288312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2008/11/darwin-messias.html' title='Darwin = Messias'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-6141566328935983652</id><published>2008-11-22T15:53:00.000-02:00</published><updated>2008-11-22T16:24:37.948-02:00</updated><title type='text'>Calculadora de celular</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SShKMftUHyI/AAAAAAAAAUo/qiAxLb9AiJM/s1600-h/mulher.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271544942367612706" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 267px; CURSOR: hand; HEIGHT: 220px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SShKMftUHyI/AAAAAAAAAUo/qiAxLb9AiJM/s320/mulher.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Estava eu conversando via Msn com o amigo Natusch, em uma dessas madrugadas em que a gente perde o sono por ficar com algum pensamento fixo na cabeça e a única forma de tentar esquecê-lo é se distrair com alguma outra coisa, quando o assunto tratado em questão foi mulheres. É engraçado pensar em como elas são mais fortes do que nós. E falo isso em todos os sentidos, com exceção do físico. Derrota essa que elas compensam com a beleza que inunda nossos olhos, preenche nossa mente e toma conta dos nossos corações (estou inspirado hoje). Pois bem, o fato é que os homens são muito mais dependentes das mulheres do que o contrário. A verdade está na batida frase “o que tu me pedes sorrindo que eu não faço chorando”. Elas nos têm nas mãos. Desde o instante do flerte, passando pela ficada, pelo namoro, noivado e casamento, o poder de decisão está sempre com as mulheres. E isso não é motivo de vergonha ou desmerecimento para nós. Ao contrário. Elas são mais inteligentes, e não falo aqui dessa inteligência a que se denomina o acúmulo de conhecimento e a sua colocação em prática. Falo da inteligência instintiva e, ainda mais, da inteligência intuitiva. As mulheres têm uma capacidade de captar no ar os sentimentos das pessoas, os climas dos lugares. Elas interpretam pequenos gestos, que para nós não significam absolutamente nada de mais, e, assim, mapeiam as situações com uma precisão inigualável. Nós tendemos a transformar todas as estradas em uma infinita linha reta. Elas vêem as sinuosidades, as curvas, os desvios. Nós somos mais simples (talvez simplórios) e diretos, e sempre tentamos ver a vida com esses olhos. Elas são mais complexas e conseguem ver que a vida não é algo tão óbvio. Nós damos valor para coisas insignificantes que consideramos as mais importantes do mundo. Elas valorizam os detalhes e fatos realmente importantes, e que nós consideramos frescura. Elas conjecturam possibilidades diversas para questões que nós achamos que só tem uma solução. Elas são um Pentium Dual Core. Nós, uma calculadora de celular. Elas são divertidas sem querer ser. Nós nos passamos por artistas de circo para mostrar que somos engraçados. Elas não temem demonstrar a flor da pele o que sentem, seja raiva, medo, tristeza ou amor. Nós pensamos ser de pedra e, com isso, damos prova da nossa covardia. Enfim, o que seria de nós sem elas? O que seria de nossa vida sem elas? Prefiro não cogitar a hipótese. As horas se arrastariam e demorariam muito para passar. Os dias seriam como becos sem saídas em dias de tempestade. É isso, conversas com Natusch sempre rendem. Os russos são sábios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-6141566328935983652?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/6141566328935983652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=6141566328935983652&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/6141566328935983652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/6141566328935983652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2008/11/calculadora-de-celular.html' title='Calculadora de celular'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SShKMftUHyI/AAAAAAAAAUo/qiAxLb9AiJM/s72-c/mulher.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-1097761159508693382</id><published>2008-11-18T18:09:00.000-02:00</published><updated>2008-11-18T18:12:03.567-02:00</updated><title type='text'>Caneta e papel na mão</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SSMhUCHKPeI/AAAAAAAAAUg/mahiiuh5fD0/s1600-h/escrever.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5270092617001614818" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 259px; CURSOR: hand; HEIGHT: 205px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SSMhUCHKPeI/AAAAAAAAAUg/mahiiuh5fD0/s320/escrever.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ultimamente não tenho pensado em nada que daria um bom post. Em razão disso, não escrevi nada. Diante dessa situação, notei como é difícil para eu escrever algo. Cada texto que escrevo para o jornal me tira algumas gotas de suor. Não consegui achar até agora uma explicação racional para isso. Talvez seja pela timidez que me acomete, característica que meus amigos com certeza devem achar que não tenho, mas que definitivamente me impede de fazer e de dizer diversas coisas que eu desejaria. Talvez seja por saber da responsabilidade de escrever para um jornal e ver meu nome publicado junto com a matéria, com milhares de pessoas lendo. Talvez seja por insegurança e preciosismo demasiado, por uma auto-cobrança muito forte. Talvez seja por incapacidade mesmo, dificuldade de escrever. Enfim, as hipóteses são várias. Ainda não cheguei a uma conclusão que me convença plenamente. Mas o fato é que tenho muitas idéias e, na maior parte das vezes, não consigo transcrevê-las em palavras. O desafio é diário. Talvez por isso tenha escolhido ser jornalista. Por ser uma forma de me confrontar todos os dias com as minhas limitações. Por hoje é isso. Um post mais pessoal para explicar os motivos das ausências por períodos prolongados. Agora vou buscar uma toalha para secar a testa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-1097761159508693382?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/1097761159508693382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=1097761159508693382&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/1097761159508693382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/1097761159508693382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2008/11/caneta-e-papel-na-mo.html' title='Caneta e papel na mão'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SSMhUCHKPeI/AAAAAAAAAUg/mahiiuh5fD0/s72-c/escrever.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-9191497954721289725</id><published>2008-10-23T16:48:00.000-02:00</published><updated>2008-10-24T14:09:50.733-02:00</updated><title type='text'>Choque de realidade</title><content type='html'>Ontem à tarde fui, a trabalho, ao primeiro lugar que realmente me impressionou durante esta minha não tão longa estrada como jornalista: Vila Dique. Se alguém que pode ler este blog reclama de alguma coisa em sua vida, recomendo uma rápida passada por lá. É um verdadeiro choque de realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SQDJduEvA_I/AAAAAAAAAPw/ROwCgBw93p0/s1600-h/dique.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SQDJduEvA_I/AAAAAAAAAPw/ROwCgBw93p0/s1600-h/dique.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5260425877190018034" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SQDJduEvA_I/AAAAAAAAAPw/ROwCgBw93p0/s320/dique.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SQDJduEvA_I/AAAAAAAAAPw/ROwCgBw93p0/s1600-h/dique.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SQDLP0ACT5I/AAAAAAAAAQA/XXRpSwpp60Y/s1600-h/dique+3.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SQDKnxUV90I/AAAAAAAAAP4/Nx-clUcNrRA/s1600-h/dique+2.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5260428895864968930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 214px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SQDMNbg7VuI/AAAAAAAAAQI/xu5O_oEZJ8Q/s320/dique+2.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SQDLP0ACT5I/AAAAAAAAAQA/XXRpSwpp60Y/s1600-h/dique+3.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5260427837286010770" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SQDLP0ACT5I/AAAAAAAAAQA/XXRpSwpp60Y/s320/dique+3.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SQDLP0ACT5I/AAAAAAAAAQA/XXRpSwpp60Y/s1600-h/dique+3.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fotos de Fernanda Bigio&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-9191497954721289725?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/9191497954721289725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=9191497954721289725&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/9191497954721289725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/9191497954721289725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2008/10/choque-de-realidade.html' title='Choque de realidade'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SQDJduEvA_I/AAAAAAAAAPw/ROwCgBw93p0/s72-c/dique.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-136220773555270635</id><published>2008-10-20T15:59:00.000-02:00</published><updated>2008-10-20T16:54:28.128-02:00</updated><title type='text'>O papel da mídia</title><content type='html'>A vergonhosa e irresponsável atuação da mídia brasileira durante o seqüestro ocorrido em Santo André, que resultou na morte da jovem Eloá, de 15 anos, faz necessário um debate a cerca do real papel da imprensa. É inconcebível que um canal de TV permita que um apresentador, jornalista ou não, entreviste um seqüestrador durante o seqüestro. O que um jornalista sabe sobre negociação em situações de risco como aquela? Nada, absolutamente nada. A briga pela audiência já fez com que a TV brasileira apresentasse coisas inacreditáveis, como o sushi humano e a entrevista forjada com supostos integrantes do PCC. Nenhuma delas, entretanto, terminou com a morte de alguém. Não estou dizendo que os canais de TV que entrevistaram o cara são responsáveis pela morte da menina. Longe disso. Mas é fato que as entrevistas via telefone realizadas com ele prejudicaram o trabalho da polícia. A seguir, reproduzo o trecho de uma entrevista que o  ex-comandante do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) e sociólogo Rodrigo Pimentel, autor do livro "A Elite da Tropa", deu ao site Terra falando sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como o senhor avalia a cobertura da mídia?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Sonia Abrão, da RedeTV!, a Record e a Globo foram irresponsáveis e criminosas. O que eles fizeram foi de uma irresponsabilidade tão grande que eles poderiam, através dessa conduta, deixar o tomador das reféns mais nervoso, como deixaram; poderiam atrapalhar a negociação, como atrapalharam... O telefone do Lindemberg estava sempre ocupado, e o capitão Adriano Giovaninni (NR: negociador da Polícia Militar) não conseguia falar com ele porque a Sonia Abrão queria entrevistá-lo. Então essas emissoras, esses jornalistas criminosos e irresponsáveis, devem optar na próxima ocorrência entre ajudar a polícia ou aumentar a sua audiência. O Ministério Público de São Paulo deveria, inclusive, chamar à responsabilidade essas emissoras de TV. A Record se orgulha de ter ligado 5 vezes para o Lindemberg. Ele ficou visivelmente nervoso quando a Sonia Abrão ligou, e ela colocou isso no ar. Impressionante! O Lindemberg ficou: "quem são vocês, quem colocou isso no ar, como conseguiram meu telefone?". Olha que loucura! Isso jamais aconteceria nos Estados Unidos hoje, jamais. Aconteceu há quase 40 anos, mas jamais aconteceria nos dias de hoje. Foi irresponsável, infantil e criminoso o que a Sonia Abrão fez. Eu lamento não ter falado isso na frente dela. Eu gostaria de ter falado isso para ela e para os telespectadores da Record e da RedeTV!.O que ela fez foi sem a menor avaliação. Tanto que, num primeiro momento, ele (o repórter Luiz Guerra) tentou enganar o Lindemberg, dizendo-se amigo da família. E depois ele tentou ser negociador, convencer ele a se entregar sem conhecer os argumentos técnicos usados para isso. O que o capitão Giovaninni falava para o Lindemberg a todo momento é que, até aquele momento, o crime que ele havia praticado era muito pequeno. Esse é o argumento técnico, funciona quase sempre. "Olha meu amigo, até agora você não matou ninguém, até agora só colocou essas pessoas sobre constrangimento, sua pena vai ser muito pequena...". Isso funciona mesmo. E a Sonia Abrão não tem esse argumento, a Record também não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-136220773555270635?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/136220773555270635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=136220773555270635&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/136220773555270635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/136220773555270635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2008/10/o-papel-da-mdia.html' title='O papel da mídia'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-5722238868201197589</id><published>2008-10-10T16:40:00.000-03:00</published><updated>2008-10-10T16:45:37.353-03:00</updated><title type='text'>Das duas uma</title><content type='html'>"Capital: levantamento mostra que 90% dos guardadores de carros têm antecedentes"&lt;br /&gt;(Título de notícia no site ZeroHora.com)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem lê esse título, sai à rua, vai estacionar o seu carro e é abordando por um flanelinha só tem dua opções. Ou liga para a polícia, ou levanta os braços e entrega tudo. Mas que maldade a de quem escreve um título destes, hein.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-5722238868201197589?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/5722238868201197589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=5722238868201197589&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/5722238868201197589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/5722238868201197589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2008/10/das-duas-uma.html' title='Das duas uma'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-7297667327639183981</id><published>2008-10-03T16:57:00.000-03:00</published><updated>2008-10-03T17:13:00.412-03:00</updated><title type='text'>"A lei tem que intimidar o cidadão"</title><content type='html'>O xerife dos pampas (sic), coronel Mendes, concedeu uma entrevista ao jornal Folha Universal, pertencente à Igreja Universal do Reino de Deus. Dentre todas as bob..., digo, coisas que ele disse, algumas merecem destaque aqui neste espaço. Seguem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como tem sido o trabalho à frente da Brigada Militar?&lt;br /&gt;MENDES - Procuramos desenvolver ações baseadas em três verbos prioritários: abordar, prender e apreender. Vivemos em um mundo de criminalidade violenta. A polícia tem que ser forte.&lt;br /&gt;(NE: ou seja, prevenção nenhuma, só repressão)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cidadão deve reagir a assaltos?&lt;br /&gt;MENDES - O artigo 144 da Constituição diz que segurança pública é dever do Estado, mas responsabilidade de todos. Nos últimos anos, a população cada vez mais coloca o passo para trás, coloca grade, alarme, cachorro. Nada disso resolve. Sempre que tiver oportunidade, o cidadão tem que reagir.&lt;br /&gt;(NE: contra a opinião de todos os entendidos no assunto, ele diz para as pessoas reagirem. Viva o confronto!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 – E que acha da pena de morte?&lt;br /&gt;Eu sou favorável. A maioria dos delitos graves são cometidos por pessoas com lastro grande de registros criminais. O que fazer? As pessoas matam, cumprem pequena parcela nos presídios, e retornam para cometer os mesmos delitos. Vimos agora na Olimpíada que a criminalidade é muito baixa na China porque a lei é forte. &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A lei tem que intimidar o cidadão&lt;/span&gt;.&lt;/strong&gt; Principalmente o cidadão delinqüente.&lt;br /&gt;(NE: essa frase é a síntese do modo de agir da BM atualmente. Intimidação. Intimidação. Intimidação)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A regra é clara no Rio Grande do Sul. Invadiu, tem que sair. Se não sair, a gente tira"&lt;br /&gt;(sobre o MST)&lt;br /&gt;(NE: A BM tira, nem que seja abaixo de porrada)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: A entrevista completa está disponível no site do jornal e na edição impressa disponível nos templos da igreja.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-7297667327639183981?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/7297667327639183981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=7297667327639183981&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/7297667327639183981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/7297667327639183981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2008/10/lei-tem-que-intimidar-o-cidado.html' title='&quot;A lei tem que intimidar o cidadão&quot;'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-4583743347144723982</id><published>2008-09-23T16:07:00.001-03:00</published><updated>2008-09-29T14:23:30.476-03:00</updated><title type='text'>Chocolate (o doce)</title><content type='html'>Na quinta-feira estarei zarpando em direção à Serra gaúcha, mais precisamente para Canela. Irei lá cobrir um evento dobre direito trabalhista. Só voltarei no sábado. Cansado de tanto comer chocolate.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-4583743347144723982?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/4583743347144723982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=4583743347144723982&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/4583743347144723982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/4583743347144723982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2008/09/chocolate_23.html' title='Chocolate (o doce)'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-6718527713368595483</id><published>2008-09-23T16:05:00.000-03:00</published><updated>2008-09-23T16:07:08.999-03:00</updated><title type='text'>A incoerência</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SNk-SCceAXI/AAAAAAAAAKc/ZbUA36fhhlU/s1600-h/untitled.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249295320291869042" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SNk-SCceAXI/AAAAAAAAAKc/ZbUA36fhhlU/s200/untitled.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Existem coisas realmente difíceis de entender. Vamos a uma delas. O atual coordenador geral do DCE da UFRGS se chama Rodolfo Mohr, figura bastante conhecida na Fabico. O mesmo Rodolfo Mohr trabalha na assessoria de imprensa da UFRGS. Essa semana, o DCE, coordenado por Rodolfo, entrou com uma ação no STF contra a nomeação do futuro reitor da UFRGS, Carlos Alexandre Netto. Ou seja, o DCE e, por conseqüência, Rodolfo, não quer que Netto assuma como reitor da Universidade. Ao mesmo tempo, Rodolfo é assessor de imprensa da UFRGS, trabalho que tem como uma das funções principais assessorar os pró-reitores e o reitor. Confesso que fazia tempo que não via um paradoxo destes. O assessor de imprensa do futuro reitor é a mesma pessoa que não quer que ele tome posse no cargo, chegando a entrar, através do DCE, com uma ação judicial contra isso. Até onde chegará a incoerência humana?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-6718527713368595483?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/6718527713368595483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=6718527713368595483&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/6718527713368595483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/6718527713368595483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2008/09/incoerncia_23.html' title='A incoerência'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SNk-SCceAXI/AAAAAAAAAKc/ZbUA36fhhlU/s72-c/untitled.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-3909448564520868488</id><published>2008-09-09T19:01:00.001-03:00</published><updated>2008-09-10T01:15:16.292-03:00</updated><title type='text'>Homem se tornou agricultor para beber cerveja, diz biólogo alemão</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SMdIyULGX8I/AAAAAAAAAKM/_IMy1GRTBlM/s1600-h/bÃªbado.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5244240320342155202" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SMdIyULGX8I/AAAAAAAAAKM/_IMy1GRTBlM/s320/b%C3%AAbado.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O homem se tornou sedentário e agricultor há cerca de 10 mil anos, iniciando a revolução neolítica, para beber cerveja e se embriagar, e não com a finalidade de melhorar ou garantir sua alimentação. A afirmação é do biólogo e historiador natural alemão Josef H. Reichholf em seu novo livro "Warum die Menschen Sesshaft Murden" ("Por que os Homens se Tornaram Sedentários", em tradução livre).&lt;br /&gt;A obra começou a ser vendida nesta terça-feira (9) nas livrarias da Alemanha e explica as causas da revolução que deu lugar à formação de povos e religiões.&lt;br /&gt;O acadêmico da Universidade Técnica de Munique considera errada a teoria de que a humanidade começou a cultivar plantas, abandonou a vida nômade e se estabeleceu de maneira permanente em um lugar determinado para se alimentar melhor.&lt;br /&gt;"Essa visão habitual confunde causas e conseqüências. Para que os caçadores e agricultores abandonassem sua forma de vida e alimentação tradicional teve de acontecer alguma vantagem inicial", explica, e ressalta que no início "o cultivo de plantas não trouxe consigo nenhuma vantagem sobressalente para a sobrevivência".&lt;br /&gt;Reichholf afirma que as colheitas iniciais eram muito pequenas e o cultivo da terra era muito trabalhoso, o que não garantia a sobrevivência de um povo apenas da agricultura. Ele afirma que o homem neolítico continuou caçando e colhendo para subsistir.&lt;br /&gt;Nesse sentido, classifica igualmente de errada a teoria de que nas primeiras regiões de assentamento sedentário da humanidade, que vão do Egito à Mesopotâmia, havia pouca caça e muita vegetação.&lt;br /&gt;"Era totalmente diferente", afirma o especialista, que considera que essas regiões eram ricas em caça, por isso não havia necessidade de abandonar essa forma de subsistência, e julga absurda a teoria de que uma região possa ser rica em frutas e pobre em animais selvagens ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;"Ao contrário, eu afirmo que a agricultura surgiu de uma situação de abundância. A humanidade experimentou com o cultivo de cereais e utilizou o grão como complemento alimentício. A intenção inicial não era fazer pão com o grão, mas fabricar cerveja mediante sua fermentação", disse Reichholf à imprensa na apresentação do livro.&lt;br /&gt;O alemão diz que a humanidade sempre sentiu necessidade de alcançar estados de embriaguez com drogas naturais que "transmitem a sensação de transcendência, de abandono do próprio corpo", conclui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Folhaonline&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;PS: Esse tem tudo para se tornar o maior best seller do ano. É sabendo de coisas como essa que eu passo a entender o comportamento de alguns amigos nos Cofatragos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-3909448564520868488?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/3909448564520868488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=3909448564520868488&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/3909448564520868488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/3909448564520868488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2008/09/homem-se-tornou-agricultor-para-beber.html' title='Homem se tornou agricultor para beber cerveja, diz biólogo alemão'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SMdIyULGX8I/AAAAAAAAAKM/_IMy1GRTBlM/s72-c/b%C3%AAbado.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-5106547365644785286</id><published>2008-09-03T00:41:00.000-03:00</published><updated>2008-09-03T01:00:48.501-03:00</updated><title type='text'>Já não era sem tempo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SL4LGhgghiI/AAAAAAAAAJ8/wbxCcAsLJss/s1600-h/Arma.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241639223007675938" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 131px; CURSOR: hand; HEIGHT: 162px" height="256" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SL4LGhgghiI/AAAAAAAAAJ8/wbxCcAsLJss/s320/Arma.JPG" width="251" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Segunda-feira foi o meu primeiro dia de trabalho como repórter da editoria de geral do Jornal do Comércio. Depois de seis meses formado, finalmente, consegui um trabalho fixo como jornalista. Minhas tardes de Sessão da Tarde e suco de laranja acabaram. Ainda bem. Aproveito o post para agradecer à Igor Natusch, amigo que me informou da existência de uma seleção para repórter no jornal. Obrigado.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;PS: segundo me foi informado, tenho bastante liberdade de escolha ao fazer minhas matérias. Portanto, sugestões de pauta serão muito bem vindas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-5106547365644785286?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/5106547365644785286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=5106547365644785286&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/5106547365644785286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/5106547365644785286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2008/09/j-no-era-sem-tempo.html' title='Já não era sem tempo'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/SL4LGhgghiI/AAAAAAAAAJ8/wbxCcAsLJss/s72-c/Arma.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-1129330306843812042</id><published>2008-08-30T17:57:00.000-03:00</published><updated>2008-08-30T18:15:30.712-03:00</updated><title type='text'>O atropelamento</title><content type='html'>Ontem presenciei um atropelamento na Avenida João Pessoa. Um ônibus abalroou uma senhora, com idade ao redor dos 60 anos. Nunca tinha visto um atropelamento ao vivo, estando a cerca de 15 metros de distância do acontecido. A sensação é indescritível. Fiquei atônito. Boquiaberto. A senhora estava atravessando a avenida, bem perto de um corredor de ônibus, e, acredito eu, não olhou para os lados antes. O choque foi considerável. A mulher foi parar uns 3 metros à frente. Ela caiu de costas, batendo a nuca no chão. Em pouco tempo, o local já estava repleto de curiosos. Não sei se a senhora sobreviveu, a pancada na cabeça foi muito forte.  Eu, como não podia fazer nada para ajudá-la, peguei meu ônibus e fui embora. Mas confesso, está difícil de esquecer a cena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-1129330306843812042?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/1129330306843812042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=1129330306843812042&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/1129330306843812042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/1129330306843812042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2008/08/o-atropelamento.html' title='O atropelamento'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-6546509826629506135</id><published>2008-08-24T22:59:00.000-03:00</published><updated>2008-08-24T23:07:24.926-03:00</updated><title type='text'>Breve relato de uma situação verídica</title><content type='html'>Calado. Por alguns instantes ele permaneceu calado. Suas feições expressavam a dúvida que lhe corroía as entranhas. Os poucos segundos de silêncio e hesitação pareciam horas que passavam lentamente. Ela, na sua frente, esperava uma resposta. Seu pé direito batia ritmadamente no chão. Seus olhos estavam ávidos por uma palavra, por uma expressão que demonstrasse a opinião dele. Ele continuava calado. Com uma serenidade no olhar, ele mirou a cabeça dela. Fixou-se nos detalhes. Ele não sabia o que fazer. Ele não sabia se dizia o que ele realmente achava ou o que ela queria ouvir. Um “tá bonito” resolveria a questão. Mas ela pediu uma resposta sincera. Maldita hora em que ela disse “me responde o que achou do meu novo penteado, ... e seja SINCERO”. Assim, enfatizando a pronúncia no “sincero”. A sinceridade custaria alguns aborrecimentos a ele. Talvez até alguns xingamentos. Ele a fitou por mais alguns instantes. Cuidadosamente, pôs a mão no queixo e disse: “ficou legal”. Legal é uma palavra que pode ser empregada em diversas situações. Legal poderia significar ótimo, ou diferente, ou até extravagante. “Ficou legal” foi o que ele disse. Ela respondeu “que bom” e os dois foram ao cinema, sem não antes ele dizer para ela pôr um chapéu, porque estava bem frio naquela noite porto-alegrense.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-6546509826629506135?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/6546509826629506135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=6546509826629506135&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/6546509826629506135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/6546509826629506135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2008/08/breve-relato-de-uma-situao-verdica.html' title='Breve relato de uma situação verídica'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-945663079920458746</id><published>2008-08-17T23:21:00.000-03:00</published><updated>2008-08-17T23:32:11.925-03:00</updated><title type='text'>As formaturas da PUC</title><content type='html'>Nessa semana estive presente em uma formatura na PUC. O que isso tem de importante para merecer um post? Nada demais, a não ser pelo fato de pela primeira vez, dentre todas as formaturas em que já fui, a turma de formandos não ter uma paraninfa, e sim uma paraninfeta. Um espetáculo. Maravilhosa. Linda. Sensacional. Começarei a ir mais às formaturas na PUC. A coisa lá é de outro nível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-945663079920458746?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/945663079920458746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=945663079920458746&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/945663079920458746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/945663079920458746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2008/08/as-formaturas-da-puc.html' title='As formaturas da PUC'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-2542529553151186665</id><published>2008-08-11T00:21:00.000-03:00</published><updated>2008-08-11T00:24:44.323-03:00</updated><title type='text'>FATO</title><content type='html'>Se existe algum time que pode ser campeão brasileiro com Paulo Sérgio e Anderson Pico nas laterais, este time é o GRÊMIO FOOTBALL PORTO-ALEGRENSE.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-2542529553151186665?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/2542529553151186665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=2542529553151186665&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/2542529553151186665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/2542529553151186665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2008/08/fato.html' title='FATO'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-6446073513168269072</id><published>2008-08-04T00:01:00.000-03:00</published><updated>2008-08-04T00:13:59.244-03:00</updated><title type='text'>Não ao esquecimento!</title><content type='html'>Esta semana o Ministro da Justiça, Tarso Genro, declarou-se favorável à abertura de processos criminais contra os torturadores do regime militar. O assunto há muito é debatido, principalmente entre os apoiadores da idéia, entre os quais eu me encontro. A novidade está no fato de um ministro de Estado colocar o tema em pauta e declarar-se favorável às ações.&lt;br /&gt;Em entrevista concedida ao Jornal da Globo desta quinta-feira, o coronel Jarbas Passarinho, homem que por 3 vezes foi ministro de governos militares e votou a favor do AI5, afirmou ser contrário à proposta. Até aí, nada de mais, a posição dele sobre o assunto era óbvia. O que chamou a atenção foi o que ele disse depois. Jarbas Passarinho disse que estão querendo reabrir feridas que estavam quase cicatrizadas (frase sempre dita por quem não gosta de falar sobre o assunto). Passarinho disse ainda que os fatos ocorridos durante o regime militar (torturas, assassinatos, estupros, desaparecimentos, terror psicológico, perseguição política, entre outros) deveriam ser esquecidos por todos e que “esse esquecimento foi unilateral até hoje”. Ou seja, os militares, que foram os responsáveis por tudo isso, fizeram a sua parte, esqueceram de tudo, fizeram o que deveria ter sido feito por todos, fizeram o certo, portanto. Já as vítimas dessa enorme gama de atrocidades não fizeram a sua parte, não esqueceram de tudo, estão, desse modo, errados. Novamente, a culpa é de quem sofreu e não de quem causou o sofrimento.Caro coronel Jarbas, sinto dizer-lhe que aqueles que foram torturados, humilhados, estuprados, perseguidos, calados à base da força e os familiares daqueles que foram assassinados pelas mãos de soldados e policiais durante a ditadura de 1968 nunca esquecerão das dores que sentiram nos porões pelo país todo. Eles nunca esquecerão do terror a que foram submetidos durante as sessões de tortura. Eles não esquecerão. Nós não esqueceremos. O Brasil não esquecerá do que vocês fizeram. Quem bate esquece, quem apanha, nunca esquecerá.Viva à memória dos brasileiros! Viva à justiça que ainda há de ser feita aos torturadores e assassinos pagos pelo Estado brasileiro durante 20 anos para silenciar a voz dos descontentes do Brasil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-6446073513168269072?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/6446073513168269072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=6446073513168269072&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/6446073513168269072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/6446073513168269072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2008/08/no-ao-esquecimento.html' title='Não ao esquecimento!'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-7652979465115123490</id><published>2008-07-18T01:08:00.001-03:00</published><updated>2008-07-18T01:11:56.551-03:00</updated><title type='text'>Válvula de escape</title><content type='html'>Estava eu dando uma zapeada com o controle remoto na noite de hoje para ver se achava algo interessante para assistir na televisão, quando encontrei na Record News um debate a respeito do cigarro. No estúdio em São Paulo, além da mediadora do debate, estavam um representante da indústria do tabaco e um médico. No estúdio do Rio de Janeiro, outro médico, este do Instituto do Câncer carioca e representante do Ministério da Saúde. Enquanto os dois convidados presentes em São Paulo defendiam o “direito e a liberdade da pessoa poder escolher” se quer fumar ou não, o médico do Rio defendia a necessidade mais que urgente de se diminuir o consumo de cigarro no país. Duas coisas me chamaram a atenção no debate. Primeira delas: pela primeira vez vejo uma jornalista mediadora de um debate tomar posição, não ser neutra, não ser uma mera figura que passa a palavra de um para outro. Palmas para ela. A segunda e mais surpreendente delas: Durante o debate o médico que estava no estúdio de São Paulo e que defendia “a liberdade de escolha das pessoas” soltou a seguinte pérola: “Todos nós, todo ser humano precisa de uma válvula de escape e eu indico o cigarro como válvula de escape para os meus pacientes”. Como diz a minha santa mãezinha: A gente morre de velho e não vê tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Record News que, alías, tem sido uma ilha de qualidade na televisão abera brasileira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-7652979465115123490?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/7652979465115123490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=7652979465115123490&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/7652979465115123490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/7652979465115123490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2008/07/vlvula-de-escape.html' title='Válvula de escape'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-8035727152729924824</id><published>2008-06-28T15:05:00.000-03:00</published><updated>2008-06-28T15:11:17.564-03:00</updated><title type='text'>A Política da Porrada</title><content type='html'>Finalmente a política de segurança pública da governadora Yeda Crusius se escancara de modo que não há mais como negar o fato de que essa política se baseia em um alicerce fundamental: a farta e indiscriminada distribuição de porrada. Quando no início do atual governo, o jornal Zero Hora chamou o então subcomandante da Brigada Militar, Coronel Mendes, de xerife. Já era de conhecimento de todos a maneira como o coronel tratava o tema segurança pública, principalmente no que se referia aos movimentos sociais. O hoje comandante geral da BM adora ir aos microfones falar que agora a lei será cumprida no RS, que agora a baderna, que é como ele chama manifestações reivindicatórias, acabou. A forma covarde como a Brigada espancou manifestantes que de pacificamente faziam sua manifestação algumas semanas atrás em Porto Alegre foi a primeira mostra prática dos métodos de manutenção da ordem defendidos por Mendes e por Yeda. Ouvimos muito essa ladainha de manutenção da ordem durante o regime militar. Era com essa desculpa esfarrapada que se justificavam a prisão, a tortura e o assassinato de brasileiros que apenas não concordavam com o jeito como o país estava sendo governado. Expressões típicas da caserna estão sendo utilizadas a rodo no Rio Grande do Sul. Os movimentos sociais de hoje são os estudantes de outrora. Que democracia é essa em que vivemos que não se permite a livre manifestação popular sem que hajam dezenas de presos e feridos. A governadora Yeda apóia tudo isso. Se as coisas continuarem a ocorrer assim, não demorará muito para que a governadora tenha um cadáver de um manifestante sobre a sua mesa. Quando isso acontecer, não bastarão a troca de alguns secretários, a conversa fiada de sempre. A responsabilidade será toda dela, da governadora Yeda. E os inconformados do Rio Grande do Sul não vão aceitar um pedido de desculpas e um aperto de mão, porque Yeda estará com as suas sujas de sangue.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-8035727152729924824?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/8035727152729924824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=8035727152729924824&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/8035727152729924824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/8035727152729924824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2008/06/poltica-da-porrada.html' title='A Política da Porrada'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-2307386400398401953</id><published>2008-06-07T18:41:00.000-03:00</published><updated>2008-06-07T18:47:34.694-03:00</updated><title type='text'>13853</title><content type='html'>Enfim, depois de mais de três meses formado posso trabalhar como jornalista profissional. Cinco algarismos que significam o início oficial de uma carreira. A partir de agora é correr atrás de um emprego e fazer jornalismo. O resto é perfumaria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-2307386400398401953?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/2307386400398401953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=2307386400398401953&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/2307386400398401953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/2307386400398401953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2008/06/13853.html' title='13853'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-650730728635191331</id><published>2008-04-27T19:46:00.000-03:00</published><updated>2008-04-27T20:06:12.512-03:00</updated><title type='text'>O qué é notícia?</title><content type='html'>Em tempos de caso Isabella dominando as atenções da imprensa, publico aqui um texto do Rubem Braga que fala por si próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Os Jornais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amigo lança fora, alegremente, o jornal que está lendo e diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Chega! Houve um desastre de trem na França, um acidente de mina na Inglaterra, um surto de peste na Índia. Você acredita nisso que os jornais dizem? Será o mundo assim, uma bola confusa, onde acontecem unicamente desastres e desgraças? Não! Os jornais é que falsificam a imagem do mundo. Veja por exemplo aqui: em um subúrbio, um sapateiro matou a mulher que o traía. Eu não afirmo que isso seja mentira. Mas acontece que o jornal escolhe os fatos que noticia. O jornal quer fatos que sejam noticias, que tenham conteúdo jornalístico. Vejamos a história desse crime. “Durante os três primeiros anos o casal viveu imensamente feliz...” Você sabia disso? O jornal nunca publica uma nota assim:&lt;br /&gt;“Anteontem, cerca de 21 horas, na rua Arlinda, no Méier, o sapateiro Augusto Ramos, de 28 anos, casado com a senhora Deolinda Brito Ramos, de 23 anos de idade, aproveitou-se de um momento em que sua consorte erguia os braços para segurar uma lâmpada, para abraçá-la alegremente, dando-lhe beijos na garganta e na face, culminando em um beijo na orelha esquerda. Em vista disso, a senhora em questão voltou-se para o seu marido, beijando-o longamente na boca e murmurando as seguintes palavras: ‘Meu amor’, ao que ele retorquiu: ‘Deolinda’. Na manhã seguinte, Augusto Ramos foi visto saindo de sua residência às 7:45 da manhã, isto é, dez minutos mais tarde do que o habitual, pois se demorou, a pedido de sua esposa, para consertar a gaiola de um canário-da-terra de propriedade do casal”.&lt;br /&gt;A impressão que a gente tem, lendo os jornais – continuou meu amigo – é que “lar” é um local destinado principalmente à pratica de “uxoricídio”. E dos bares, nem se fala. Imagine isto:&lt;br /&gt;“Ontem, cerca de 10 horas da noite, o indivíduo Ananias Fonseca, de 28 anos, pedreiro, residente à rua Chiquinha, sem número, no Encantado, entrou no bar ‘Flor Mineira’, à rua Cruzeiro, 524, em companhia de seu colega Pedro Amâncio de Araújo, residente no mesmo endereço. Ambos entregaram-se a fartas libidações alcoólicas e já se dispunham a deixar o botequim quando apareceu Joça de tal, de residência ignorada, antigo conhecido dos dois pedreiros, e que também estava visivelmente alcoolizado. Dirigindo-se aos dois amigos, Joça manifestou desejo de sentar-se à sua mesa, no que foi atendido. Passou então a pedir rodadas de conhaque, sendo servido pelo empregado do botequim, Joaquim Nunes. Depois de várias rodadas, Joça declarou que pagaria toda a despesa. Ananias e Pedro protestaram, alegando que eles já estavam na mesa antes. Joça, entretanto, insistiu, seguindo-se uma disputa entre os três homens, que terminou com a intervenção do referido empregado, que aceitou a nota que joça lhe estendia. No momento em que trouxe o troco, o garçom recebeu uma boa gorjeta, pelo que ficou contentíssimo, o mesmo acontecendo aos três amigos que se retiraram do bar alegremente, cantarolando sambas. Reina a maior paz no subúrbio do Encantado, e a noite foi bastante fresca, tendo dona Maria, sogra do comerciário Adalberto Ferreira, residente à rua Benedito, 14, senhora que sempre foi muito friorenta, chegado a puxar o cobertor, tendo depois sonhado que seu netinho lhe oferecia um pedaço de goiabada”.&lt;br /&gt;E meu amigo:&lt;br /&gt;- Se um repórter redigir essas duas notas e levá-las a um secretário de redação, será chamado de louco. Porque os jornais noticiam tudo, tudo, menos uma coisa tão banal de que ninguém se lembra: a vida...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-650730728635191331?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/650730728635191331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=650730728635191331&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/650730728635191331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/650730728635191331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2008/04/o-qu-notcia.html' title='O qué é notícia?'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-4808257892097801929</id><published>2008-04-01T01:00:00.000-03:00</published><updated>2008-04-01T01:09:03.529-03:00</updated><title type='text'>Uma excrescência e um absurdo</title><content type='html'>O principal telejornal brasileiro, Jornal Nacional, da Globo, apresentou, nesta segunda-feira, uma matéria que abordou o fato do número de muçulmanos ter ultrapassado o de católicos no mundo todo. A única fonte entrevistada para falar sobre o assunto foi uma antropóloga italiana de uma universidade ligada à Santa Sé. De todas as coisas que ela deve ter falado para a repórter, a única que mereceu destaque na matéria foi quando ela disse que esse acontecimento se deve ao fato dos muçulmanos terem mais filhos do que os católicos. Uma excrescência jornalística foi não ter sido entrevistada algum líder religioso muçulmano ou alguma pessoa estudiosa do islã. Um absurdo foi a afirmação banal e preconceituosa da antropóloga ter sido relegada ao primeiro plano da reportagem. Ainda espero que o fato seja tratado de modo mais aprofundado pela imprensa brasileira. Já estou sentado, por via das dúvidas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-4808257892097801929?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/4808257892097801929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=4808257892097801929&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/4808257892097801929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/4808257892097801929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2008/03/uma-excrescncia-e-um-absurdo.html' title='Uma excrescência e um absurdo'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-3001627643145608558</id><published>2008-03-08T18:53:00.000-03:00</published><updated>2008-03-08T19:04:12.907-03:00</updated><title type='text'>A respeito do que eu acho importante</title><content type='html'>Tenho diversos assuntos a tratar por aqui, mas, com o tempo, vou colocando a pauta em dia. Após a tão esperada colação de grau, vulgo formatura, de vez em quando, me pego pensando em tudo o que ocorreu na minha vida durante esses 5 anos de Fabico, no que eu realmente aprendi, no que me engrandeceu como pessoa e no que mais vou sentir falta. Em relação a este último questionamento, não tenho dúvidas de que a resposta é a convivência com os amigos, muitos, com alguns professores, poucos, e com o clima da faculdade, que apesar de se tornar cada vez mais deprimente e desencantador, ainda fazia com que me sentisse um jovem sedento por conhecimento, mesmo com os fatos me mostrando que eu estava enganado. O que me tranqüiliza é o fato dessa convivência poder ser mantida, claro que em menor grau, com os amigos, por meio de contatos via meios eletrônicos e encontros presenciais regados ao sagrado líquido amarelo, e com professores por meio de um chopp na lancheria do parque de vez em quando. Enfim, sou um jornalista. Um jornalista desempregado. E saber disso não faz eu me sentir melhor ou pior do que eu era antes. Apenas acho que o “conto de fadas” acabou. Apesar de algumas bruxas e lobos-maus continuarem por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sobre a liberdade de imprensa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nas últimas semanas fomos novamente assolados por uma onda indignada de órgãos de imprensa vociferando contra um atentado à liberdade de imprensa no Brasil. Fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus, comandada pelo “jornalista” Edir Macedo, entraram com ações judiciais contra o jornal Folha de São Paulo, em razão de uma matéria publicada pelo periódico, em que o jornalista insinua que o dinheiro arrecadado pela Igreja através do dízimo cobrado dos fiéis é enviado para o Caribe para operações de lavagem de dinheiro. A grande mídia, mais uma vez, levantou seu brado contra essa vontade de calar a voz da imprensa. Eu, por princípios, sempre discordo das opiniões da grande mídia brasileira, e, portanto, já achava, mesmo sem conhecer detalhes do acontecido, que os crentes estavam certos. Processo neles! Depois de me inteirar sobre o fato, passei a dar toda a razão aos fiéis da Igreja Universal, afinal de contas, o repórter faz uma acusação gravíssima como essa baseada em uma hipótese, como ele mesmo diz na matéria. Isso é irresponsabilidade e leviandade e procurar os meios judiciais para buscar seus direitos é um ato totalmente democrático, legal e justo, tanto quanto a liberdade de imprensa, que sim, deve existir e ser respeitada, com responsabilidade e vergonha na cara, porém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O jeito novo de governar de Yeda&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A nossa grande governadora Yeda Crucius, finalmente conseguiu implantar uma de suas idéias do seu “novo jeito de governar”, depois de outras, como o pacotaço de aumento de impostos, terem sido barradas pela Assembléia Legislativa. Yeda decidiu fechar escolas. Isso mesmo, Yeda decidiu fechar escolas, diminuir o número de turmas e encher salas de aulas caindo aos pedaços de alunos. Educação não é prioridade para Yeda, muito pelo contrário, é relegada ao último plano. O governo financeiro e não de desenvolvimento de Yeda é uma ferida para o Rio Grande do Sul que demorará para se fechar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;América Latina em chamas*&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O fantoche de George W. Bush e atual presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, resolveu bombardear o Equador, sob a alegação de que integrantes das Farc estavam alojados no país vizinho. A justificativa não justifica nada e a ação é de uma agressividade, bestialidade e irresponsabilidade há muito tempo não vista na região. Com toda a razão o presidente equatoriano reclamou e exigiu um pedido de desculpas categórico e sanções contra a Colômbia. Como sempre, o Chavez se meteu na contenda, tornando o fato ainda mais explosivo. Não restam dúvidas de que a melhor solução para o caso é a que prioriza as vias diplomáticas, mas acho que a movimentação de tropas por parte do Equador e da Venezuela é importante, como forma de demonstrar que ninguém é bobo por aqui, e que quem mexe com fogo, pode acabar se queimando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Título inspirado no mestre Ponsito, a quem mando um grande abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A donzela em Porto Alegre&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A pedidos (t’aí Fonseca!), faço um breve comentário a respeito da arrasadora passagem do Iron Maden por Porto Alegre. Não sou fã de metal. Posso dizer, até, que não gosto do gênero. Isso, entretanto, não impede que diga que o Iron é uma grande, grande mesmo, banda. O Maden é daquelas bandas que a gente pode até não gostar, mas, obrigatoriamente, tem de respeitar. Não só pela história e pela importância, que ultrapassou as barreiras do gênero, mas também pela capacidade de movimentar e mobilizar uma legião de fiéis, como uma seita, que percorre o mundo realizando suas grande “missas”, reunindo camisetas pretas, cabelos compridos e pessoas enlouquecidas reverenciando seus “messias”. Isso sem falar na competência musical dos caras. Qualquer jacu toca punk, grunge, folk, etc, mas para tocar heavy metal, tem de ser bom, e os músicos de bandas de metal, em grande parte, são virtuoses nos seus respectivos instrumentos. Como um não conhecedor do gênero e da banda, só posso falar isso. Com tanta mobilização na cidade, quem sabe eu até não baixe um disco deles para ouvir. Sugestões?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-3001627643145608558?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/3001627643145608558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=3001627643145608558&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/3001627643145608558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/3001627643145608558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2008/03/respeito-do-que-eu-acho-importante.html' title='A respeito do que eu acho importante'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-5300962681153785083</id><published>2008-02-24T22:43:00.000-03:00</published><updated>2008-02-24T22:49:20.124-03:00</updated><title type='text'>De volta.</title><content type='html'>Enfim, estou de volta a ativa. Após as merecidas férias, e passada a esperada formatura, passarei a postar aqui com mais freqüência, sempre que houver algo interessante a ser dito. Abraços a todos os amigos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-5300962681153785083?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/5300962681153785083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=5300962681153785083&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/5300962681153785083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/5300962681153785083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2008/02/de-volta.html' title='De volta.'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-4731681432026736318</id><published>2008-02-02T18:47:00.000-02:00</published><updated>2008-02-02T18:51:40.759-02:00</updated><title type='text'>Aviso aos navegantes</title><content type='html'>A partir deste domingo estarei saindo de férias, me dirigindo para o litoral (gaúcho, não catarinense). Aviso aos amigos leitores que durante esse período este blog não será atualizado. Acho que estaremos de volta lá pelo dia 17, 18 de fevereiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até lá e boas férias para mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-4731681432026736318?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/4731681432026736318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=4731681432026736318&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/4731681432026736318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/4731681432026736318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2008/02/aviso-aos-navegantes.html' title='Aviso aos navegantes'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-8502983057865615234</id><published>2008-01-29T09:26:00.001-02:00</published><updated>2008-01-29T09:26:45.103-02:00</updated><title type='text'>Andy Mckee - Drifting</title><content type='html'>&lt;div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'&gt;&lt;p&gt;&lt;object height='350' width='425'&gt;&lt;param value='http://youtube.com/v/Ddn4MGaS3N4' name='movie'/&gt;&lt;embed height='350' width='425' type='application/x-shockwave-flash' src='http://youtube.com/v/Ddn4MGaS3N4'/&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tái o vídeo do cara que eu falei no post anterior. Deliciem-se.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-8502983057865615234?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/8502983057865615234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=8502983057865615234&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/8502983057865615234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/8502983057865615234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2008/01/andy-mckee-drifting_29.html' title='Andy Mckee - Drifting'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-4266143673146247228</id><published>2008-01-29T09:19:00.003-02:00</published><updated>2008-11-13T01:22:50.365-02:00</updated><title type='text'>Um final de semana produtivo</title><content type='html'>Um final de semana produtivo, artística e culturalmente falando esse que se passou. Ouvi dois discos e assisti à um DVD que impressionaram, cada um do seu jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml"&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160857466926425778" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/R58MhdSSZrI/AAAAAAAAAJc/pbsgfZuJHhQ/s200/revival_large.jpg" border="0" /&gt;O primeiro deles foi o novo disco de John Fogerty, vocalista do saudoso Creedence Clearwater Revival. O disco é simplesmente maravilhoso para quem gosta de rock'roll sem frescuras. Indicado ao Grammy de melhor álbum de rock do ano que passou, "Revival", esse é o nome do disco, mistura algumas poucas baladas com músicas ligeiras, levadas com uma guitarra marcante e com o característico vocal rasgado de Fogerty. Essa, alías, foi uma surpresa para mim. Aos 62 anos, o cara continua cantando muito, de fazer inveja pra muito garotão que se acha cantor de rock. Para ouvir do início ao fim.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/R58MytSSZsI/AAAAAAAAAJk/mBWrR_5wyxo/s1600-h/Pearl_Jam_Immagine_In_Cornice_DVD.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160857763279169218" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/R58MytSSZsI/AAAAAAAAAJk/mBWrR_5wyxo/s200/Pearl_Jam_Immagine_In_Cornice_DVD.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A minha segunda atividade foi assitir ao novo DVD do Pearl Jam, lançado ainda no ano passado e recém saído em versão brasileira, com legendas em português, "Immagine in Cornice". Filmado em super 8 e dirigido pelo fotógrafo norte-americano Danny Clinch, é um retrato da turnê que a banda fez em 2006 na Itália. Misturando cenas de bastidores com imagens de shows, "Immagine in Cornice" mostra o Pearl Jam por dentro, sus excentricidades e manias. O DVD-documentário mostar porque a banda é a única dos grandes grupos que surgiram em Seattle no início dos anos 1990 que ainda continua na ativa. E muito bem, diga-se de passagem. A qualidade de imagem e som são sensacionais. São 111 minutos de puro rock, tanto fora quanto em cima do palco. Muito bom mesmo. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;E, para finalizar, ouvi algo mais calmo, mas não menos genial. Nunca tinha ouvido falar nesse cara mas ouvi por inteiro seu ábum. Estou falando de Andy Mckee e o seu cd "Art of Motion". Sendo sintético, Mckee é violonista e seu disco é somente instrumental. Confesso que babei ouvindo o cd e depois assistindo aos vídeos de suas performances no Youtube. O cara é gênio. Um virtuose. Quem olha para ele não dá nada, um gordinho careca e barbudo. Mas quando ele começa a dedilhar o violão não há como não se impressionar. Pra quem gosta de boa música e admira o som extraído das cordas do violão, Andy Mckee é uma ótima pedida. Um tranqüilizante para fechar um dia agitado musicalmente. &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-4266143673146247228?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/4266143673146247228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=4266143673146247228&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/4266143673146247228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/4266143673146247228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2008/01/andy-mckee-drifting.html' title='Um final de semana produtivo'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/R58MhdSSZrI/AAAAAAAAAJc/pbsgfZuJHhQ/s72-c/revival_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-8196198529380482178</id><published>2008-01-24T09:59:00.000-02:00</published><updated>2008-11-13T01:22:50.855-02:00</updated><title type='text'>16 anos! 16 anos!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/R5iDGtSSZoI/AAAAAAAAAJE/UW9rc2J1M7s/s1600-h/gangorra.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159017524411655810" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/R5iDGtSSZoI/AAAAAAAAAJE/UW9rc2J1M7s/s200/gangorra.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Durante a semana em que ocorreu o vestibular da UFRGS, passeei por entre meninos e meninas ávidos por uma vaga na Universidade. Olhando para o rosto de alguns deles saltou-me à vista uma situação que ainda não tinha notado com clareza, ou, pelo menos, não tinha pensado sobre o assunto: crianças escolhendo sua futura profissão e definindo, já, uma parte importante do caminho que trilharão na vida. E quando falo em crianças não é somente força de expressão. Falo de garotos e garotas de 16 anos. 16 anos! Profissão escolhida. Eu, quando passei no vestibular, tinha 19 anos e mesmo assim acho que não estava preparado para tomar tal decisão. Não me arrependo da que tomei, mas tenho certeza de que tive mais sorte do que juízo ao acertar na escolha. A cada vez maior juvenilização (essa palavra existe?) das universidades traz conseqüências importantes para o contexto universitário. Nos meus últimos anos de faculdade não conseguia mais ficar nos corredores do prédio. A infantilidade era tamanha que quem quisesse conversar tinha de quase gritar para se fazer ouvir, visto a imensa quantidade de gritos, gargalhadas, brincadeiras, etc. Não se via ninguém mais conversando sobre assuntos sérios. Só bobagens. Não que eu não goste de bobagens, muito pelo contrário, e quem me conhece sabe disso, mas tudo tem um limite. A primeira coisa que fazem depois de entrar na universidade é comprar uma mochila ou bolsa com o logo da UFRGS ou com o nome do curso ou da faculdade. Isso para que todos saibam que o menininho do papai está na federal. Abrimos essa mochila e não encontramos um livro sequer. Alguma revista capricho, talvez. E com razão, com 16 anos o indivíduo tem de curtir, se divertir, e vários outros verbos no infinitivo. 16 anos não é idade para se pensar no futuro. Cheguei a pensar que as praças da cidade estão vazias porque os seus costumeiros frequentadores estão nas faculdades. Bobagem minha. Com 16 anos eu não tinha a mínima idéia do que seria na vida. Até hoje ainda não estou certo do que serei. E a culpa disso tudo não é da gurizada, eu nem ficava brabo com eles, pois afinal de contas ainda são crianças, ou como preferem alguns, ainda são jovens. E como sabiamente já dizia Eduardo Menezes, jovem é uma merda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-8196198529380482178?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/8196198529380482178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=8196198529380482178&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/8196198529380482178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/8196198529380482178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2008/01/16-anos-16-anos.html' title='16 anos! 16 anos!'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/R5iDGtSSZoI/AAAAAAAAAJE/UW9rc2J1M7s/s72-c/gangorra.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-4610212708370637630</id><published>2007-12-28T16:05:00.000-02:00</published><updated>2008-11-13T01:22:50.975-02:00</updated><title type='text'>Adeus ano velho, feliz ano novo ....</title><content type='html'>Deixo aqui o meu abraço a todos os amigos que visitaram o blog durante o ano que finda, o desejo de que todos tenham um 2008 infinitamente melhor do que 2007 e o meu voto de boas festas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149087050938243266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/R3U7ZEy82MI/AAAAAAAAAI8/jM6Ac1h5yOk/s320/votodeboasfestas.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Grande abraço a todos e até 2008!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-4610212708370637630?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/4610212708370637630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=4610212708370637630&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/4610212708370637630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/4610212708370637630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2007/12/adeus-ano-velhor-feliz-ano-novo.html' title='Adeus ano velho, feliz ano novo ....'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/R3U7ZEy82MI/AAAAAAAAAI8/jM6Ac1h5yOk/s72-c/votodeboasfestas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-7588612436484644857</id><published>2007-12-26T11:03:00.001-02:00</published><updated>2008-11-13T01:22:51.270-02:00</updated><title type='text'>Ceia entalada na garganta</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/R3JSPUy82LI/AAAAAAAAAI0/s20-8amgh5o/s1600-h/interrogacao.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148267747271825586" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/R3JSPUy82LI/AAAAAAAAAI0/s20-8amgh5o/s200/interrogacao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Bom pessoal, mais um Natal se passou, muitos presentes foram dados e recebidos, o velho Noel entrou pelas chaminés enfumaçadas das casas que as tem, supermercados lotados, perus, chesters, champanhe, panetone, frutas, cantigas natalinas, abraços, estradas congestionadas, mortes, nascimentos, etc. Diante de tudo isso, presenciei uma cena no anoitecer da segunda-feira que me fez repensar um pouco tudo o que circunda esta data tão festejada pelos cristãos, e por alguns não cristãos também. Próximos a uma parada de ônibus em que eu estava, uma família, composta por um homem, uma mulher, ambos ao redor dos 50 anos, e três crianças, a mais velha com uns 10 anos e a mais nova com uns três, discutiam asperamente. Como jornalista que sou, passei a prestar atenção na discusssão e tentar descobrir a razão para a contenda. Depois de uns dois minutos, descobri que a briga se dava porque as crianças não tinham ganho nenhum presente de Natal, nenhuma "lembrancinha", e a mãe e os filhos cobravam do pai por isso, por ele não ter arranjado dinheiro para comprar presentes para os filhos. Depois do primeiro sentimento, que foi de pena, e de uma frase dita pela criança mais velha, passei a refletir sobre o nosso papel, o de comunicadores, não importa se jornalistas ou publicitários, na sociedade. A criança disse, em um dos poucos momentos em que pude distinguir a sua voz por entre os gritos dos pais, que só elas que não ganhavam presentes, que viu na televisão que todo mundo tinha saído pra comprar presentes e todo mundo iria ganhar presentes e que ela queria aquele joguinho que viu no comercial da TV. Depois de mais alguns minutos de discussão, o homem se levantou, pegou uma garrafa de cachaça que estava do seu lado, mandou todos à m.. e saiu emborcando o líquido translúcido. Entrei no ônibus e segui a viagem refletindo sobre a nossa função, coisa que ainda faço agora. Como podemos nós, com o nosso trabalho, desestruturar ainda mais famílias que já não possuem quase nada. Os telejornais mostram as ruas e avenidas repletas de compradores ávidos, as lojas vendendo e faturando como nunca, as famílias felizes levando seus presentes para a casa e as crianças contentes e ansiosas pela espera do Noel. Os comerciais de TV, e de jornal e de rádio também, por que não, estimulam e incitam o consumo de brinquedos, roupas, celulares, videogames, eletrônicos em geral, etc. Para quem pode comprar, ótimo, será um Natal alegre e feliz com todos ao redor da árvore trocando seus presentes após uma saborosa ceia. E para quem não pode? O que ocorre com esses? Discussões, brigas, violência, crimes. A conseqüência todos nós sentimos e queremos soluções rápidas para elas. As causas, uma fatia considerável delas, pelo menos, somos nós, comunicadores, jornalistas ou publicitários, os responsáveis. Eu sigo cá pensando e, depois disso tudo, confesso que ainda não digeri muito bem a ceia da noite de segunda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-7588612436484644857?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/7588612436484644857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=7588612436484644857&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/7588612436484644857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/7588612436484644857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2007/12/ceia-entalada-na-garganta.html' title='Ceia entalada na garganta'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/R3JSPUy82LI/AAAAAAAAAI0/s20-8amgh5o/s72-c/interrogacao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-1185280433502396087</id><published>2007-12-05T15:45:00.000-02:00</published><updated>2007-12-05T15:49:30.486-02:00</updated><title type='text'>Uma notícia reconfortante</title><content type='html'>Depois de uma semana em que fui abatido pela rubéola e senti meus dentes cisos superiores irromperem por minha gengiva causando um considerável desconforto, a notícia de três notas 10 e o conceito A na banca do TCC é reconfortante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-1185280433502396087?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/1185280433502396087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=1185280433502396087&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/1185280433502396087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/1185280433502396087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2007/12/uma-notcia-reconfortante.html' title='Uma notícia reconfortante'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-6605241978906059859</id><published>2007-12-04T09:25:00.000-02:00</published><updated>2007-12-04T09:42:04.900-02:00</updated><title type='text'>Uma dona</title><content type='html'>Ela chegou de mansinho. Começou pegando a minha mão. Cobriu-a por inteiro. Em seguida, começou a tomar meu corpo. Dominando-o. Impedindo que eu me movesse normalmente. Passou pelo peito, pelas costas, pelas pernas e por fim, pelos pés. Por ela, não consegui sair de casa. Por ela, não senti os sabores. Por ela, desmarquei compromissos e passei uma semana sem ver amigos, parentes, colegas, enfim, pessoas. Ela me derrubou, acabou comigo, me conquistou por inteiro. Durante sete dias ela não me deixou sair da cama. Me deu uma surra. Foi insaciável. Hoje já estou melhor, me recuperando. Ela já não comanda minhas ações. Já não me impede de sair. Hoje eu posso dizer que consegui me livrar dela. E que não volte nunca mais, essa dona chamada Rubéola.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-6605241978906059859?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/6605241978906059859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=6605241978906059859&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/6605241978906059859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/6605241978906059859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2007/12/uma-dona.html' title='Uma dona'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-2484156536383115063</id><published>2007-11-23T15:01:00.000-02:00</published><updated>2007-11-23T15:08:58.169-02:00</updated><title type='text'>Dá-lhe Jon Lee!</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Pra quem ainda acredita que o bom jornalismo existe e pode, quem sabe, um dia, talvez, tornar-se a maioria do que vemos por aí, reproduzo a  troca de e-mails entre Jon Lee Anderson, biógrafo de Che Guevara, e Diogo Schelp, editor da revista &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Veja, &lt;/span&gt;sobre a tão falada capa de 3 outubro último&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Caro Diogo,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Fiquei intrigado quando você não me procurou após eu responder seu email. Aí me passaram sua reportagem em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Veja&lt;/span&gt;, que foi a mais parcial análise de uma figura política contemporânea que li em muito tempo. Foi justamente este tipo de reportagem hiper editorializada, ou uma hagiografia ou — como é o seu caso — uma demonização, que me fizeram escrever a biografia de Che. Tentei pôr pele e osso na figura super-mitificada de Che para compreender que tipo de pessoa ele foi. O que você escreveu foi um texto opinativo camuflado de jornalismo imparcial, coisa que evidentemente não é. Jornalismo honesto, pelos meus critérios, envolve fontes variadas e perspectivas múltiplas, uma tentativa de compreender a pessoa sobre quem se escreve no contexto em que viveu com o objetivo de educar seus leitores com ao menos um esforço de objetividade. O que você fez com Che é o equivalente a escrever sobre George W. Bush utilizando apenas o que lhe disseram Hugo Chávez e Mahmoud Ahmadinejad para sustentar seu ponto de vista. No fim das contas, estou feliz que você não tenha me entrevistado. Eu teria falado em boa fé imaginando, equivocadamente, que você se tratava de um jornalista sério, um companheiro de profissão honesto. Ao presumir isto, eu estaria errado. Esteja à vontade para publicar esta carta em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Veja&lt;/span&gt;, se for seu desejo. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Cordialmente, Jon Lee Anderson. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Caro Anderson, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Eu fiquei me perguntando, depois de lhe enviar um e-mail pedindo (educadamente) uma entrevista, por que nunca recebi uma resposta sua. Agora sei que a mensagem deve ter-se perdido devido a algum programa antispam ou por qualquer outra questão tecnológica. Também não recebi sua 'carta' — talvez pelo mesmo problema. Tudo isso não tem a menor importância agora porque você resolveu o assunto valendo-se dos meios mais baixos — um e-mail circular. O que lhe fez pensar que tinha o direito de tornar pública nossa correspondência, incluindo a mensagem em que eu (educadamente) pedia uma entrevista? Isso, caro Anderson, é antiético. Vindo de alguém que se diz um jornalista, é surpreendente. Você pode não gostar da reportagem que escrevi; ela pode ser boa ou ruim, bem-escrita ou não, editorializada ou não — mas não foi feita com os métodos antiéticos que você usa. Eu respeito a relação entre jornalistas e fontes. Você não. E mais: parece-me agora que você é daquele tipo de jornalista que tem medo de fazer uma ligação telefônica (assim são os maus jornalistas), já que tem meu cartão de visita e conhece meu número de telefone. Se você tinha algo a dizer sobre a reportagem — e já que sua mensagem não estava chegando a seu destino — poderia ter me ligado. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eu não sei que tipo de imagem de si mesmo você quer criar (ou proteger) negando os fatos que o seu próprio livro mostra, mas está claro agora que é a de alguém sem ética. Você pode ficar certo de que não aparecerá mais nas páginas desta revista. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sem mais, Diogo Schelp &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Prezado Diogo Schelp,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Agradeço pelo sua 'gentil' resposta. Só agora percebo, o mal-entendido entre nós nasceu exclusivamente por conta de meu caráter profundamente falho. Eu jamais deveria ter presumido que você recebera meu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;e-mail&lt;/span&gt; inicial em resposta ao seu ou minha segunda mensagem a respeito de sua reportagem. Muito menos deveria ter considerado que você pudesse ter decidido ignorá-los. É evidente que você tem um sistema de bloqueio de spams muito rigoroso. Uma dica técnica: talvez devesse configurar seu sistema como 'moderado' e não 'extremo'. Se o fizer, talvez comece a receber seus &lt;span style="font-style: italic;"&gt;e-mails&lt;/span&gt; sem quaisquer problemas. Lembre-se, Diogo: moderado, não 'extremo'. Esta é a chave. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Você me acusa de ser antiético, um 'mau jornalista'. Questiona até se posso ser chamado de jornalista. Nossa, você TEM raiva, não tem? Enquanto tento parar as gargalhadas, me permita dizer que, vindo de você, é elogio. Permita, também, recapitular por um momento a metodologia utilizada por você para distorcer as informações que o público de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Veja &lt;/span&gt;recebeu: Você publicou na capa e na reportagem uma grande quantidade de fotografias de Che, aproveitando-se assim da popularidade da imagem de Guevara para vender mais cópias de sua revista. Para preencher seu texto, você pinçou uma certa quantidade de referências previamente escritas sobre ele — incluindo a minha — para sustentar sua tese particular, qual seja, a de que o heroismo de Che não passa de uma construção marxista, como sugere seu título: 'Che, a farsa do herói'. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Para chegar a uma conclusão assim arrasa-quarteirão, você também entrevistou, pelas minhas contas, sete pessoas. Uma delas era um antigo oponente de Che dos tempos da Bolívia. Os outras seis, exilados cubanos anti-castristas, incluindo ex-prisioneiros políticos e veteranos de várias campanhas paramilitares para derrubar Fidel. (Um destes, o professor Jaime Suchlicki, você não informou a seus leitores, é pago pelo governo dos EUA para dirigir o assim chamado Projeto de Transição Cubana.) Percebi também que você prestou particular atenção no testemunho de Felix Rodriguez, ex-agente da CIA responsável pela operaçãoque culminou na execução de Che. O fato de que você o destaca quer dizer que você o considera sua melhor testemunha? Ou terá sido porque ele foi o único que algum repórter realmente entrevistou pessoalmente? Com os outros, parece, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Veja &lt;/span&gt;só falou por telefone. Mas como são rigorosos os critérios de reportagem de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Veja&lt;/span&gt;! Como disse em minha 'carta aberta' a você, escrever uma reportagem deste tipo usando este tipo de fonte é o equivalente a escrever um perfil de George W. Bush citando Mahmoud Ahmadinejad e Hugo Chávez. Em outras palavras, não é algo que deva ser levado a sério. É um exercício curioso, dá para fazer piada, mas NÃO é jornalismo. Dizer a seus leitores, como você diz na abertura da reportagem, que 'Veja conversou com historiadores, biógrafos, ex-companheiros de Che no governo cubano' passa a impressão de que você de fato fez o dever de casa, que estava oferecendo aos leitores um trabalho jornalístico bem apurado, que apresentaria algo novo. Infelizmente, a maior parte do que você escreveu é mera propaganda, um requentado de coisas que vêm sendo ditas e reditas, sem muitas provas, pela turma de oposição a Fidel em Miami nos últimos quarenta e tantos anos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Minha questão não é política. Escrevi um livro, como você mesmo disse, que é 'a mais completa biografia' de Che. Há muito lá que pode ser utilizado para criticar Che, mas também há muitos aspectos a respeito de sua vida e personalidade que muitos consideram admiráveis. Em outras palavras, é um retrato por inteiro. Como sempre disse, escrevi a biografia para servir de antídoto aos inúmeros exercícios de propaganda que soterraram o verdadeiro Che numa pilha de hagiografias e demonizações, caso de seu texto. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não cometa o erro de me acusar de defender Che porque critico você. Serei claro: a questão aqui não é Che, é a qualidade do seu jornalismo. Sua reportagem, no fim das contas, é simplesmente ruim e me choca vê-la nas páginas de uma revista louvável como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Veja&lt;/span&gt;. Seus leitores merecem mais do que isso e, se aparecerei ou não novamente nas páginas da revista enquanto você estiver por aí, não me preocupa. O que PREOCUPA é que, com tantos jornalistas brilhantes como há no Brasil, foi a você que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Veja &lt;/span&gt;escolheu para ser 'editor de internacional'. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Cordialmente, Jon Lee Anderson.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Fonte: blog Cantofabule&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-2484156536383115063?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/2484156536383115063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=2484156536383115063&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/2484156536383115063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/2484156536383115063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2007/11/pra-quem-ainda-acredita-que-o-bom.html' title='Dá-lhe Jon Lee!'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-7637938452516471766</id><published>2007-10-26T08:48:00.000-02:00</published><updated>2008-11-13T01:22:51.441-02:00</updated><title type='text'>Não fui e não vou</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/RyHJzuHNykI/AAAAAAAAAHE/ZRAN9V8tJPI/s1600-h/a9_bb_livros_aberto_um_em_cima_do_outro_.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125599741313141314" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/RyHJzuHNykI/AAAAAAAAAHE/ZRAN9V8tJPI/s200/a9_bb_livros_aberto_um_em_cima_do_outro_.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Não. Eu não fui e não vou à Feira do Livro de Porto Alegre. E isso não é por não gostar de livros, de ler, do Centro, da movimentação ou do calor. Não vou à Feira do Livro exatamente pelo que ela é: uma feira do livro. Ela não é uma feira de literatura, com atrações culturais, debates, eventos e atividades. Ela é uma feira do livro. Uma feira onde se compram e se vendem livros, só isso. O mais tradicional “evento cultural” da capital gaúcha se tornou no maior evento comercial da cidade. O que importa é vender e vender. Não importa o que e para quem. Importa vender. Isso é claro quando o sucesso da feira é medido pelo número de livros vendidos, sendo que a grande maioria destes são de culinária, auto-ajuda e mais algumas bobagens. O preço não é um chamativo. Livros que custam R$ 30,00 em uma livraria no shopping, saem por R$ 28, no mínimo, na feira. Juntamos a isso o enorme número de pavões que passam o ano sem tocar em um livro e só vão à feira para aparecer, dar entrevistas e encher o saco. A feira do livro de Porto Alegre não é um evento cultural. É, sim, um evento comercial e social. Somente isso. Como estou sem grana e não tenho tempo de fazer um social, não irei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-7637938452516471766?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/7637938452516471766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=7637938452516471766&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/7637938452516471766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/7637938452516471766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2007/10/no-fui-e-no-vou.html' title='Não fui e não vou'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/RyHJzuHNykI/AAAAAAAAAHE/ZRAN9V8tJPI/s72-c/a9_bb_livros_aberto_um_em_cima_do_outro_.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-4347870538112659748</id><published>2007-10-18T15:19:00.001-02:00</published><updated>2008-11-13T01:22:51.729-02:00</updated><title type='text'>As vaias do Maracanã</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/Rxea9flxScI/AAAAAAAAAG8/qACU5bLtVok/s1600-h/futebol.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5122733482399844802" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/Rxea9flxScI/AAAAAAAAAG8/qACU5bLtVok/s200/futebol.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quem assistiu ao jogo de ontem à noite da seleção brasileira contra o Equador viu um primeiro tempo sonolento e um segundo tempo muito bom do Brasil. O fato que chamou a atenção foram as constantes vaias da torcida, começando aos 6 minutos de jogo. Creio que existe uma explicação para isso: o público que vais aos estádio assistir os jogos da seleção não é um público habitual do futebol. Quem comparece aos jogos da seleção são aquelas pessoas que normalmente não vão aos estádios, em razão da violência, do tipo de pessoas que comparecem e de outras tantas causas e preferem ficar em casa, no conforto do ar condicionado, com uma cerveja na mão e vendo jogo passando na TV, e , quando vão ao ver o jogo ao vivo, querem assistir ao espetáculo que a imprensa diz que a seleção vai dar. Como não enxerga isso, vaia. O cara que vai normalmente aos estádio torcer para o seu time não vai aos jogos da seleção, principalmente porque o ingresso é muito caro. A bobagem criada pelo Galvão Bueno do "jogo das famílias" foi uma das maiores excrescências da imprensa esportiva brasileira dos últimos anos. Durante a transmissão, o narrador da Globo chegou a afirmar que é desse público que o futebol brasileiro precisa, das famílias, das &lt;strong&gt;pessoas de bem. &lt;/strong&gt;Ou seja, para o Galvão, quem só vai aos estádios em jogos da seleção porque o ingresso é caro, porque o público é mais selecionado, e que aos 6 minutos de jogo já vaia o time, são as pessoas de bem. O cara que trabalha a semana toda, de Sol a Sol, deixa faltar comida na mesa da família para ir torcer para seu time de coração não é uma pessoa de bem. Ontem foi duro de assistir a isso e continuar vendo o jogo normalmente. Parafraseando o Romário: o Galvão calado é um poeta.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;PS: em determinado momento da transmissão, quando Ronaldinho deu um drible na lateral do campo e ia em direção ao gol o Galvão soltou essa: "Agora ele até pode perder a bola, já fez o que a torcida quer ver". Ou seja, não precisa fazer o gol, basta dar dribles laterais e levantar a massa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-4347870538112659748?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/4347870538112659748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=4347870538112659748&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/4347870538112659748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/4347870538112659748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2007/10/as-vaias-do-maracan.html' title='As vaias do Maracanã'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/Rxea9flxScI/AAAAAAAAAG8/qACU5bLtVok/s72-c/futebol.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-2870830193815125261</id><published>2007-10-09T12:01:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T01:22:52.040-02:00</updated><title type='text'>O resto é acessório</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/RwubdPlxSbI/AAAAAAAAAG0/FFC3me8U1Jk/s1600-h/busÃ£o.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5119356328140163506" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/RwubdPlxSbI/AAAAAAAAAG0/FFC3me8U1Jk/s200/bus%C3%A3o.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Estava pensando eu o que realmente significaria a formatura da faculdade. O fim de uma etapa da vida? Talvez. O início de outra? Quem sabe. O momento no qual passamos a ser profissionais? Quiçá. Toda estas possibilidade são válidas, entretanto, não tenho a menor dúvida que o maior significado para mim dessa formatura é o seguinte: pela primeira vez na vida vou deixar de ser estudante e, assim, não estenderei mais mão para o cobrador do ônibus para lhe passar a carteirinha escolar.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Isso sim é uma mudança real e significativa. Não sei quanto tempo vou demorar para me acostumar a não fazer o gesto de pôr a mão no bolso e pegar aquele "documento" amassado e surrado já no final do ano. Acabarão as regalias de estudante. Meia-entrada em cinemas, teatros, jogos de futebol, desconto na passagem de ônibus, entre outros, nunca mais, ou somente depois em um futuro mestrado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Para mim, esse é o principal significado prático da formatura: ter que pagar passagem integral no ônibus. O resto é acessório.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-2870830193815125261?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/2870830193815125261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=2870830193815125261&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/2870830193815125261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/2870830193815125261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2007/10/estava-pensando-eu-o-que-realmente.html' title='O resto é acessório'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/RwubdPlxSbI/AAAAAAAAAG0/FFC3me8U1Jk/s72-c/bus%C3%A3o.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-1167112723209759939</id><published>2007-09-27T15:38:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T01:22:52.220-02:00</updated><title type='text'>Via de mão dupla</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/Rvv43vlxSaI/AAAAAAAAAGs/lzDE96wy3Uc/s1600-h/caneta_bloco.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5114955438360709538" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/Rvv43vlxSaI/AAAAAAAAAGs/lzDE96wy3Uc/s200/caneta_bloco.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Tivemos hoje a primeira oficina da cadeira de jornalismo e comunidade. O trabalho do meu grupo, formado também pelo Neni Kluck, pelo Maurício, pelo Bruno C. C. e pelo Gustavo F. Leite, consiste em uma oficina de textos e de leitura. Resumindo, leremos textos legais e faremos o pessoal se aproximar da literatura. A questão que chamou a atenção de todos nós e que o Gustavo F. Leite simplificou bem uma frase é a seguinte: o meio faz as pessoas. É impressionante como a gurizada se mostrou motivada em ler, escrever e discutir literatura. Um deles inclusive muito bem articulado e leitor de obras que alguns de nós ainda não lemos. É brabo ver uma gurizada inteligente que tem tudo para se dar bem na vida estar em uma situação como a deles. O local onde eles estão não ressocializa ninguém, um dos caras falou que seria difícil eles escreverem alguma coisa pois não lhes é disponibilizado caneta e lápis. Eles só tem contato com a escrita em sala de aula. Outro disse ser uma pena termos as oficinas só nas quintas porque eles não suportam ficar sem fazer nada lá na Fase. É lógico que nossa contribuição social beira o ridículo com esse trabalho, mas é melhor do que nada. Uma coisa nós todos do grupo concordamos em uníssono: nós vamos aprender muito mais do que eles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-1167112723209759939?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/1167112723209759939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=1167112723209759939&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/1167112723209759939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/1167112723209759939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2007/09/via-de-mo-dupla.html' title='Via de mão dupla'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/Rvv43vlxSaI/AAAAAAAAAGs/lzDE96wy3Uc/s72-c/caneta_bloco.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-1371937535949745141</id><published>2007-09-26T08:44:00.000-03:00</published><updated>2007-09-26T08:59:46.751-03:00</updated><title type='text'>Fodam-se os políticos</title><content type='html'>Este post é crítico e extremamente pessoal, mas não poderia deixar de fazê-lo. Ontem perdi dois tios meus, ambos vítimas de infarto. Até aí, apesar da extrema dor e do fato de os dois serem marido e mulher e de um ter passado mal após saber que o outro estava entre a vida e a morte, nada de anormal. A questão que me indigna é o fato de a cidade de Charqueadas, onde ambos moravam, ter não sei quantas penitenciárias e não ter uma única UTI Móvel, essas ambulâncias do Samu. Se os dois tivessem sido assistidos com rapidez, segundo o médico do HPS de Porto Alegre, para onde foram trazidos tardiamente, possivelmente teriam sobrevivido. As ambulâncias que a cidade tem são aquelas Belinas velhas, com uma cruz vermelha do lado, uma sinene em cima e nenhum equipamente de reanimação. É foda pensar que pagamos muita grana em impostos e taxas e não sei mais o quê para que, quando precisarmos do auxílio do Estado, não o termos. Fodam-se todos os políticos que só pensam neles e não nas pessoas que os elegem como representantes. A única coisa que reconforta é saber que eles, sem a menor sombra de dúvidas, estão em um lugar muito, mas muito melhor do que aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-1371937535949745141?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/1371937535949745141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=1371937535949745141&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/1371937535949745141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/1371937535949745141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2007/09/fodam-se-os-polticos.html' title='Fodam-se os políticos'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-2351122964134800621</id><published>2007-09-24T11:00:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T01:22:52.434-02:00</updated><title type='text'>Definição da Fabico</title><content type='html'>A frase foi retirada de um muro de uma universidade no Nepal, mas cai como uma luva para a Fabico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Teoria é quando se sabe tudo e nada funciona. Prática é quando tudo funciona e ninguém sabe o por quê. Nesta universidade, conjugam-se teoria e prática: nada funciona e ninguém sabe o por quê".&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta frase foi extraída do livro "De pernas pro ar - A escola do mundo ao avesso" de Eduardo Galeano. Do pouco que eu li, posso dizer que o livro é uma obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113772076086413698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/RvfEm_lxSYI/AAAAAAAAAGY/njVwWgeHljY/s200/galeano.bmp" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-2351122964134800621?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/2351122964134800621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=2351122964134800621&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/2351122964134800621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/2351122964134800621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2007/09/definio-da-fabico.html' title='Definição da Fabico'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/RvfEm_lxSYI/AAAAAAAAAGY/njVwWgeHljY/s72-c/galeano.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-1953414979062934088</id><published>2007-09-12T15:22:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T01:22:52.512-02:00</updated><title type='text'>O sentido da vida</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/Rug0NxhIuvI/AAAAAAAAAGI/d9byMmsMKhc/s1600-h/ampulheta.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5109391188487092978" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/Rug0NxhIuvI/AAAAAAAAAGI/d9byMmsMKhc/s200/ampulheta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Estava eu lendo algumas coisas agora aqui sentado em frente ao computador que me veìo à cabeça uma pergunta que seguidamente me era feita, por um certo Adorno: afinal, qual é o sentido da vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Para responder a questão, pensei em como tem sido meus últimos dias. Acordo às 6h30min da manhã, chego no trabalho às 8h e saio às 12h para estar novamente em casa às 13h. Até aqui já passei duas horas em ônibus e quatro horas no trabalho, total de 6h gastas. Chegando em casa, almoço, descanso um pouco e antes das duas já estou na frente do computador de novo, com vários livros à minha volta escrevendo o maldito TCC. Fico assim até às 21h30min ou 22h. Tomo um banho, como alguma coisa, e volto a ler mais um pouco. Lá pelas 23h paro, desligo o micro, olho alguma coisa na TV ou escuto música e vou dormir ao redor da meia-noite. Repassando tudo: gasto 6h30min pela manhã com ônibus e trabalho, cerca de 8h à tarde e à noite estudando, e mais 1h ou 1h30min com refeições, banho, descanço e alguma pequena distração. Até aqui já se passaram 16h do dia. Somando mais as 6h30min de sono, temos que 22h30min do dia não são realmente vividas. Sobrando 1h30min para isso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Conclusão:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O sentido da vida para um universitário que mora longe do lugar onde trabalha e está terminando o curso é o seguinte: FODA-SE, viver é para quem pode.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-1953414979062934088?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/1953414979062934088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=1953414979062934088&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/1953414979062934088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/1953414979062934088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2007/09/o-sentido-da-vida.html' title='O sentido da vida'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/Rug0NxhIuvI/AAAAAAAAAGI/d9byMmsMKhc/s72-c/ampulheta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-40463903758250303</id><published>2007-08-27T14:27:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T01:22:52.589-02:00</updated><title type='text'>Piadinha</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/RtMKrj3NvII/AAAAAAAAAF4/OX7DU4OZQoo/s1600-h/padre.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5103434546218384514" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/RtMKrj3NvII/AAAAAAAAAF4/OX7DU4OZQoo/s200/padre.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O jovem noivo pergunta para o padre&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Padre, por acaso é pecado fazer sexo antes do casamento?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O padre, muito calmamente, responde:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Não meu filho, de modo nenhum. Não atrasando a cerimônia, não há nenhum problema.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-40463903758250303?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/40463903758250303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=40463903758250303&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/40463903758250303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/40463903758250303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2007/08/piadinha.html' title='Piadinha'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/RtMKrj3NvII/AAAAAAAAAF4/OX7DU4OZQoo/s72-c/padre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-933431181648545731</id><published>2007-08-14T16:50:00.000-03:00</published><updated>2007-08-14T17:00:08.437-03:00</updated><title type='text'>Entre um gole e outro.....</title><content type='html'>No próximo dia 27 de agosto o famoso bar do Antônio no Campus Centro da UFRGS completa 40 anos de existência. Em razão disto, este que vos escreve resolveu entrevistar um personagem que participou e esteve presente no bar em uma época em que ele se transformou em uma trincheira dos que resistiam à ditadura militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alça de Mira: Como era o convívio com estudantes de diversos cursos no Centro Acadêmico Franklin Delano Roosevelt e no Bar da Filô (antigo nome do bar)?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Enio Squeff: &lt;/strong&gt;Pensando sobre o que éramos e que nos distinguia – falo dessas diferenças que existe entre um sujeito que estuda física e um outro que se dedica à filosofia ou ao jornalismo – até que nos entendíamos muito bem. Não nos separavam os estudos científicos de uns e a visão “ beletrista” de outros. Como considerava o Gerd Bornheim, um dos mestres e amigos desta época, a instância que nos unia era a política, as possibilidades que então considerávamos e que imaginávamos se encaminhar para uma idéia de revolução difusa – sem armas, quem sabe, mas suficientemente eficiente para que superássemos nossas mazelas. Falo do nosso país, seu subdesenvolvimento, a imensa desigualdade social, as hegemonias culturais e o seu anverso, as forças que se nos opunham, a dominação cultural, tudo isso que, afinal, bem ou mal ainda persiste no Brasil dos nossos dias. Ocorre-me, enfim, de que nossas considerações passavam sempre pelo filtro da política. Claro que tínhamos visões diferentes, mas uma espécie de “frente única” era uma forma de aquiescência natural, que não impediu, aliás, que, com a emergência do golpe, se transformassem em ações diferenciadas, quase antagônicas, e que, como se sabe, redundaram em equívocos trágicos, além de terem facilitado a ação das forças repressivas da ditadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AM: O que o bar representava para os estudantes da Faculdade de Filosofia e para o movimento estudantil?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ES:&lt;/strong&gt; Ainda não se fez um exame acurado sobre a influência dos bares – esses parlamentos informais - .sobre a vida cultural dos países. Os cafés que cresceram com a Revolução Francesa tiveram imensa repercussão sobre a vida cultural e política da França da época. Em São Paulo, onde vivo desde que fugi do assédio sufocante das instituições que nos enxotavam – como a Universidade e os jornalões da época ( fui impedido de entrar na Universidade como membro do corpo docente, por não ter o “atestado ideológico” requerido pela ditadura), houve sempre uma manifesta diferença entre dois bares: o Riviera – que era o local de freqüentação dos membros do Partido Comunista Brasileiro e o Bar da Terra ( na Vila Madalena) que era o reduto dos trotskistas. Se estendermos essas inquirições sobre outras cidades do período, encontraremos sempre os indefectíveis bares a reunir aqui e ali gente de partidos, de idéias de posições ideológicas bem distintas, coisa do tipo. Com o bar da Filosofia não era diferente – mas ali tínhamos alguns denominadores comuns. Os membros do Partidão, por exemplo, tinham bem claro que as suas diferenças com o pessoal da AP – Ação Popular – não eram de modo algum negligenciáveis, assim como os trotskistas se sabiam distantes de ambos. No entanto, discutiam-se mais algumas alianças possíveis, do que as muitas diferenças visíveis. Eu mesmo tinha no bar da Filosofia meu local de trabalho. Era ali que, como secretário de imprensa do Centro Acadêmico, responsável pelas edições do jornal “O Coruja”, eu trabalhava, preparava as matérias e escrevia. Era ali também que fazíamos nossas reuniões de diretoria, do Centro Acadêmico. Mas não negligencio em minha vida o papel – seja do cafezinho, da cerveja , da cuba libre ou do samba - Coca-Cola com cachaça, seja, em suma, do espaço físico em si, do recinto do bar. Hector Berlioz, compositor romântico francês, admitia que tinha composto a sua Sinfonia Fantástica (sic) também sob os eflúvios do ópio. Baudelaire nunca super-dimensionou a importância do haxixe em sua produção. Mas dizia, judiciosamente, “desconfie do homem que não bebe: ele tem algo a esconder de seus semelhantes.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AM:&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;O senhor poderia nos relatar alguma história interessante que tenha se passado no Bar da Filô em que o senhor estava presente?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ES:&lt;/strong&gt; Não vou contar dos namoricos que, em geral, começavam no Bar da Filosofia. Vivia-se os primórdios da minissaia e era um recreio para os olhos passear os olhos para as coxas bem torneadas, que nossas colegas de bom grado deixavam à mostra. Pode-se imaginar o resto. Mas havia sim alguns momentos em que discutíamos acerbamente. E não raro no bar. Lembro-me que certa vez tive um literal quebra-pau com um de meus mais queridos camaradas – o Ruy Pfützenreuter a quem mais tarde eu encontraria em São Paulo na clandestinidade. E que morreu assassinado pela ditadura. Tínhamos ambos o mesmo gosto por Mahler, Beethoven, Brahms, Mozart e o resto que se pode imaginar. Até aí o que nos opunham eram as gravações: ele adorava Bruno Walter, eu defendia outros regentes, como o Toscanini, o o Karajan e outros. Ocorre que o Ruy era um homem ameno, bondoso até onde isso possa ser levado às últimas conseqüências. Quanto a mim, sem ser muito ameno, nunca me considerei maldoso – mas comecei a invectivar algumas teses do Ruy, justamente sobre política, a ponto de exasperá-lo. E de repente, lá estava o Ruy literalmente furioso vindo para cima de mim, quase a vias de fato. Acho que não fosse o Flávio Koutzi ou o Pilla Vares, não me lembro bem, nós brigaríamos. Claro que voltamos às boas e é claro que tudo se fez também no bar. Era no bar, porém, que eu e o Flávio Oliveira cantávamos em duo alguns trechos de uma ou outra sinfonia, como o movimento lento da sétima de Beethoven, com o Flávio entoando o mesmo trecho em contracanto. E que, eu acho, fazia a delícia de alguns de nossos colegas. Uma lembrança nítida: os discurso inflamados e formidáveis, inesquecíveis mesmo, do Joaquim Felizardo; ele já não fazia política partidária na época, e quando sobreveio o golpe militar a primeira coisa que fez foi avisar à mulher que iria se apresentar no DOPS com mala e cuia para evitar aos filhos e à esposa, o constrangimento de ser invariavelmente preso a qualquer manifestação ou entrevero com a polícia. Enfim, não vou dizer que o bar do Filô, como vocês o chamam era o nosso “palco iluminado” – mas nós o tínhamos como nosso parlamento, casa de encontros, local dos bailinhos aos sábados à noite e “por cause” um centro cultural onde não faltava o que faz a vida – o erótico, o belo e o bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AM:&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Relembrando o passado, qual foi a importância do Bar da Filô e dos encontros entre os estudantes que ali ocorriam para a resistência dos que eram contrários à ditadura?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ES:&lt;/strong&gt; Deu-se, aliás, pela lembrança desses tempos que consegui do Octavio Frias que a “Folha de S.Paulo” escrevesse um editorial em favor do Flávio Koutzi, detido pela ditadura argentina. Nesta época eu trabalhava na “Folha” como editorialista com a equipe que o Cláudio Abramo havia montado no jornal havia pouco. E que coincidiu com os tempos da redemocratização. Sem falsa modéstia, porém, acho que foi em parte graças também a este editorial que o Flávio conseguiu se livrar do pior. Ou seja, fazíamos uns pelos outros o que supúnhamos que deveria ser feito. Não houve pacto algum, mas tínhamos como matéria ética, moral quase, que o que nos animava, não inteiramente no bar ou não exclusivamente nele e através dele – mas também nele – um compromisso para a vida inteira. Está aí uma coisa de que nunca me dei conta: o Bar da Filosofia talvez se constituísse numa espécie de ágora: nele transacionávamos nossas diferenças, mas discutíamos também nossas afinidades. Quanto a mim, eu sempre o tive como prolongamento da sala de aula, pois nele aprendi o que devia, principalmente – o que é um paradoxo, concedo - em matéria de conduta ética. Sei que, com isso, escandalizo alguns abstêmios – mas que diabos, eles que se defendam da consideração de Baudelaire dita acima!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AM:&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Qual é a principal lembrança que tens da época em que estudavas na UFRGS e freqüentavas o bar?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ES:&lt;/strong&gt; São lembranças de todo o tipo. Desde os crepúsculos a chapar as paredes brancas do Instituto de Educação, à frente da Faculdade, quando eu saía com a minha namorada a percorrer o parque da Redenção em direção a Petrópolis, ocasião em que não raro, no caminho, a gente encontrava o Érico Veríssimo, até os dias que antecederam e se seguiram ao golpe militar. Não vou contar dos professores que se prestaram a inquisição instaurada pelos milicos, muito menos daqueles colegas que, mais tarde, aderiram ao golpe. Alguns eram até brilhantes, e se deixaram envolver por aquilo que Beethoven dizia dos poetas – que não resistiam às lantejoulas da Corte. Mas me lembro isso sim, dos nossos equívocos, das certezas irrefutáveis e que se revelaram muito mais pífias do que imaginávamos. Foi o caso, por exemplo, da crença nas convicções democráticas das Forças Armadas. Na época, elas foram mais fiéis aos interesses norte-americanos do que ao povo brasileiro. Recordo claramente que na noite anterior ao golpe, eu e um colega tínhamos colado alguns panfletos. Era a única maneira que tínhamos de protestar. Talvez por um pessimismo entranhado e de que não me queixo ainda hoje, resolvi discutir com o amigo o que nos aguardava. Se era certo que o golpe estava em marcha, certamente as conseqüências não seriam amenas. Golpes militares sempre fazem mal à saúde, seja no Brasil, no Paquistão ou no Haiti. E então ouvi dele a besteira máxima, mas que era uma espécie de convicção generalizada entre certos segmentos da esquerda: “Exército brasileiro não bate em povo”. Deu no que deu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Enio Squeff é jornalista formado na UFRGS e artista plástico radicado em São Paulo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-933431181648545731?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/933431181648545731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=933431181648545731&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/933431181648545731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/933431181648545731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2007/08/entre-um-gole-e-outro.html' title='Entre um gole e outro.....'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-1366056182171801436</id><published>2007-08-03T08:29:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T01:22:52.810-02:00</updated><title type='text'>Até os ingleses já noticiaram</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/RrMT7r_RjvI/AAAAAAAAAFw/OmXbilHrBDY/s1600-h/policia_vigila_favela_Morro_Mineira_tiroteo_registrado_ayer.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5094437519627489010" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/RrMT7r_RjvI/AAAAAAAAAFw/OmXbilHrBDY/s320/policia_vigila_favela_Morro_Mineira_tiroteo_registrado_ayer.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;The Economist diz que polícia do Rio é 'incompetente' e 'brutal'&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revista britânica The Economist afirma, em edição publicada nesta quinta-feira, que a polícia estadual do Rio de Janeiro é "pelo menos metade do problema" da violência que atinge as favelas da capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reportagem Briga nas favelas afirma: "O Rio está combatendo o crime. Mas a polícia é pelo menos metade do problema".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Além de incompetente, a polícia do Rio está entre as mais brutais do mundo", afirma o artigo, que cita o aumento de 250%, em relação a 2002, no número de mortes causadas pela polícia no Estado do Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: BBC Brasil &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/08/070802_rio_economist_dg.shtml"&gt;http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/08/070802_rio_economist_dg.shtml&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nota do editor: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O que os ingleses desobriram agora, já era dito há muito tempo pelo mestre Wladimir "baixa tudo" Ungaretti. A polícia estadual carioca é um grupo de extermínio organizado e com o aval do governo. Quando o caveirão sobre o morro é terror na certa. A imprensa gaúcha nunca noticiou algo a respeito. Pelo jeito, os ingleses conhecem mais o Brasil do que os próprios brasileiros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-1366056182171801436?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/1366056182171801436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=1366056182171801436&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/1366056182171801436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/1366056182171801436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2007/08/at-os-ingleses-j-noticiaram.html' title='Até os ingleses já noticiaram'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/RrMT7r_RjvI/AAAAAAAAAFw/OmXbilHrBDY/s72-c/policia_vigila_favela_Morro_Mineira_tiroteo_registrado_ayer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-7899777620148946822</id><published>2007-07-31T17:27:00.000-03:00</published><updated>2007-07-31T17:36:48.406-03:00</updated><title type='text'>FInalmente uma boa pesquisa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Estudo da Universidade do Texas revela 237 razões para fazer sexo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;       Apesar do povo acreditar que as razões para manter relações sexuais são poucas e simples, um estudo da Universidade do Texas encontrou 237 motivos que tornam a escolha mais complexa. O estudo será publicado na revista "Archives of Sexual Behavior", e já pode ser acessado no site da publicação.&lt;br /&gt;       As razões mais óbvias incluem 'para ter filhos', 'por prazer' ou para 'aliviar a tensão sexual', indicaram os autores do estudo, Cindy Meston e David Buss, do Departamento de Psicologia da Universidade do Texas. No entanto, "várias perspectivas teóricas sugerem que os motivos para iniciar uma relação sexual podem ser mais numerosos e complexos", acrescenta o artigo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;       Os pesquisadores entrevistaram 1.549 participantes sobre suas razões para manter relações sexuais, incluídos fatores de redução do estresse, prazer, desejo físico ou busca de experiências.&lt;br /&gt;Também perguntaram sobre os objetivos dos participantes, incluindo fatores como a obtenção de recursos ou progresso social, revanche e mero utilitarismo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;       As respostas foram variadas, e totalizaram 237 razões para manter relações sexuais. Entre elas constam "experimentar prazer físico", "estar mais próximo de Deus", "fazer com que outra pessoa se sentisse bem consigo mesma" e "se vingar de traição".&lt;br /&gt;       Também houve respostas como "estava bêbado", "para queimar calorias", "para pagar um favor", "para manter-me quente", "mudar o tema de conversa", "porque me pareceu um bom exercício" ou "porque alguém me desafiou".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Bol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: O último parágrafo é maravilhoso. Toda as causas são ótimas. É uma melhor do que a outra. A partir de agora temos mais argumentos para o antes e justificativas para o depois.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-7899777620148946822?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/7899777620148946822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=7899777620148946822&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/7899777620148946822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/7899777620148946822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2007/07/finalmente-uma-boa-pesquisa.html' title='FInalmente uma boa pesquisa'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-5436873540682364689</id><published>2007-07-24T16:37:00.001-03:00</published><updated>2007-07-24T16:37:21.154-03:00</updated><title type='text'>Bem legal</title><content type='html'>&lt;div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'&gt;&lt;p&gt;&lt;object height='350' width='425'&gt;&lt;param value='http://youtube.com/v/6MtASzGjD-M' name='movie'/&gt;&lt;embed height='350' width='425' type='application/x-shockwave-flash' src='http://youtube.com/v/6MtASzGjD-M'/&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apresentação do grupo "Aranjuez Guitar Quartet". Muito bom mesmo. &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-5436873540682364689?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/5436873540682364689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=5436873540682364689&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/5436873540682364689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/5436873540682364689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2007/07/bem-legal_24.html' title='Bem legal'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6884280639752704274.post-5504922358266633210</id><published>2007-07-24T14:13:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T01:22:54.453-02:00</updated><title type='text'>A responsabilidade é de quem?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/RqZBh7_RjuI/AAAAAAAAAFo/AyP4NGPDlnk/s1600-h/lupa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5090828480083496674" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/RqZBh7_RjuI/AAAAAAAAAFo/AyP4NGPDlnk/s200/lupa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Deu. Chega. Já estou cansado de ver matérias na televisão contando história de vida dos que morreram, entrevistando os familiares visivelmente abalados, utilizando-se de imagens em que os parentes extravasam seu desespero. A função da mídia, a partir de agora, é buscar encontrar as causas, os responsáveis pelo acontecido, e não se utilizar do sofrimento das pessoas para realizar seus telejornais. O governo, em uma cena patética, comemora o fato de o acidente poder ter sido causado por uma falha na aeronave. A TAM diz que o avião podia voar e que seus pilotos eram muito experientes, a culpa, portanto, era das condiçõies do aeroporto. A Infraero não diz nada. A Anac é uma entidade fantasma e seu presidente é um completo neófito quando o assunto é aviação. Até agora ninguém assumiu a responsabilidade e ninguém foi responsabilizado. Se tudo continuar assim, a tendência é que ocorra o que aconteceu com o acidente da Gol, em setembro do ano passado. Muita investigação, jogo de empurra-empurra e nada aconteceu. A imprensa agora tem a obrigação de cobrar das autoridades ações e medidas que venham impedir que acidentes desse tipo venham ocorrer novamente. Cobrar e fiscalizar. Esse é o papel da imprensa agora. Os familiares já sofreram muito. É hora de deixar que eles se recuparem sem a desnecessária exposição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6884280639752704274-5504922358266633210?l=alcademira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcademira.blogspot.com/feeds/5504922358266633210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6884280639752704274&amp;postID=5504922358266633210&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/5504922358266633210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6884280639752704274/posts/default/5504922358266633210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcademira.blogspot.com/2007/07/responsabilidade-de-quem.html' title='A responsabilidade é de quem?'/><author><name>Juliano Tatsch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11353524692611606532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/TNCvZB9PEII/AAAAAAAAAdI/-UOBJw0tsQA/S220/jat.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GPoW7ScmTzE/RqZBh7_RjuI/AAAAAAAAAFo/AyP4NGPDlnk/s72-c/lupa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
