sábado, 28 de junho de 2008
A Política da Porrada
Finalmente a política de segurança pública da governadora Yeda Crusius se escancara de modo que não há mais como negar o fato de que essa política se baseia em um alicerce fundamental: a farta e indiscriminada distribuição de porrada. Quando no início do atual governo, o jornal Zero Hora chamou o então subcomandante da Brigada Militar, Coronel Mendes, de xerife. Já era de conhecimento de todos a maneira como o coronel tratava o tema segurança pública, principalmente no que se referia aos movimentos sociais. O hoje comandante geral da BM adora ir aos microfones falar que agora a lei será cumprida no RS, que agora a baderna, que é como ele chama manifestações reivindicatórias, acabou. A forma covarde como a Brigada espancou manifestantes que de pacificamente faziam sua manifestação algumas semanas atrás em Porto Alegre foi a primeira mostra prática dos métodos de manutenção da ordem defendidos por Mendes e por Yeda. Ouvimos muito essa ladainha de manutenção da ordem durante o regime militar. Era com essa desculpa esfarrapada que se justificavam a prisão, a tortura e o assassinato de brasileiros que apenas não concordavam com o jeito como o país estava sendo governado. Expressões típicas da caserna estão sendo utilizadas a rodo no Rio Grande do Sul. Os movimentos sociais de hoje são os estudantes de outrora. Que democracia é essa em que vivemos que não se permite a livre manifestação popular sem que hajam dezenas de presos e feridos. A governadora Yeda apóia tudo isso. Se as coisas continuarem a ocorrer assim, não demorará muito para que a governadora tenha um cadáver de um manifestante sobre a sua mesa. Quando isso acontecer, não bastarão a troca de alguns secretários, a conversa fiada de sempre. A responsabilidade será toda dela, da governadora Yeda. E os inconformados do Rio Grande do Sul não vão aceitar um pedido de desculpas e um aperto de mão, porque Yeda estará com as suas sujas de sangue.
sábado, 7 de junho de 2008
13853
Enfim, depois de mais de três meses formado posso trabalhar como jornalista profissional. Cinco algarismos que significam o início oficial de uma carreira. A partir de agora é correr atrás de um emprego e fazer jornalismo. O resto é perfumaria.
domingo, 27 de abril de 2008
O qué é notícia?
Em tempos de caso Isabella dominando as atenções da imprensa, publico aqui um texto do Rubem Braga que fala por si próprio.
Os Jornais
Meu amigo lança fora, alegremente, o jornal que está lendo e diz:
- Chega! Houve um desastre de trem na França, um acidente de mina na Inglaterra, um surto de peste na Índia. Você acredita nisso que os jornais dizem? Será o mundo assim, uma bola confusa, onde acontecem unicamente desastres e desgraças? Não! Os jornais é que falsificam a imagem do mundo. Veja por exemplo aqui: em um subúrbio, um sapateiro matou a mulher que o traía. Eu não afirmo que isso seja mentira. Mas acontece que o jornal escolhe os fatos que noticia. O jornal quer fatos que sejam noticias, que tenham conteúdo jornalístico. Vejamos a história desse crime. “Durante os três primeiros anos o casal viveu imensamente feliz...” Você sabia disso? O jornal nunca publica uma nota assim:
“Anteontem, cerca de 21 horas, na rua Arlinda, no Méier, o sapateiro Augusto Ramos, de 28 anos, casado com a senhora Deolinda Brito Ramos, de 23 anos de idade, aproveitou-se de um momento em que sua consorte erguia os braços para segurar uma lâmpada, para abraçá-la alegremente, dando-lhe beijos na garganta e na face, culminando em um beijo na orelha esquerda. Em vista disso, a senhora em questão voltou-se para o seu marido, beijando-o longamente na boca e murmurando as seguintes palavras: ‘Meu amor’, ao que ele retorquiu: ‘Deolinda’. Na manhã seguinte, Augusto Ramos foi visto saindo de sua residência às 7:45 da manhã, isto é, dez minutos mais tarde do que o habitual, pois se demorou, a pedido de sua esposa, para consertar a gaiola de um canário-da-terra de propriedade do casal”.
A impressão que a gente tem, lendo os jornais – continuou meu amigo – é que “lar” é um local destinado principalmente à pratica de “uxoricídio”. E dos bares, nem se fala. Imagine isto:
“Ontem, cerca de 10 horas da noite, o indivíduo Ananias Fonseca, de 28 anos, pedreiro, residente à rua Chiquinha, sem número, no Encantado, entrou no bar ‘Flor Mineira’, à rua Cruzeiro, 524, em companhia de seu colega Pedro Amâncio de Araújo, residente no mesmo endereço. Ambos entregaram-se a fartas libidações alcoólicas e já se dispunham a deixar o botequim quando apareceu Joça de tal, de residência ignorada, antigo conhecido dos dois pedreiros, e que também estava visivelmente alcoolizado. Dirigindo-se aos dois amigos, Joça manifestou desejo de sentar-se à sua mesa, no que foi atendido. Passou então a pedir rodadas de conhaque, sendo servido pelo empregado do botequim, Joaquim Nunes. Depois de várias rodadas, Joça declarou que pagaria toda a despesa. Ananias e Pedro protestaram, alegando que eles já estavam na mesa antes. Joça, entretanto, insistiu, seguindo-se uma disputa entre os três homens, que terminou com a intervenção do referido empregado, que aceitou a nota que joça lhe estendia. No momento em que trouxe o troco, o garçom recebeu uma boa gorjeta, pelo que ficou contentíssimo, o mesmo acontecendo aos três amigos que se retiraram do bar alegremente, cantarolando sambas. Reina a maior paz no subúrbio do Encantado, e a noite foi bastante fresca, tendo dona Maria, sogra do comerciário Adalberto Ferreira, residente à rua Benedito, 14, senhora que sempre foi muito friorenta, chegado a puxar o cobertor, tendo depois sonhado que seu netinho lhe oferecia um pedaço de goiabada”.
E meu amigo:
- Se um repórter redigir essas duas notas e levá-las a um secretário de redação, será chamado de louco. Porque os jornais noticiam tudo, tudo, menos uma coisa tão banal de que ninguém se lembra: a vida...
Meu amigo lança fora, alegremente, o jornal que está lendo e diz:
- Chega! Houve um desastre de trem na França, um acidente de mina na Inglaterra, um surto de peste na Índia. Você acredita nisso que os jornais dizem? Será o mundo assim, uma bola confusa, onde acontecem unicamente desastres e desgraças? Não! Os jornais é que falsificam a imagem do mundo. Veja por exemplo aqui: em um subúrbio, um sapateiro matou a mulher que o traía. Eu não afirmo que isso seja mentira. Mas acontece que o jornal escolhe os fatos que noticia. O jornal quer fatos que sejam noticias, que tenham conteúdo jornalístico. Vejamos a história desse crime. “Durante os três primeiros anos o casal viveu imensamente feliz...” Você sabia disso? O jornal nunca publica uma nota assim:
“Anteontem, cerca de 21 horas, na rua Arlinda, no Méier, o sapateiro Augusto Ramos, de 28 anos, casado com a senhora Deolinda Brito Ramos, de 23 anos de idade, aproveitou-se de um momento em que sua consorte erguia os braços para segurar uma lâmpada, para abraçá-la alegremente, dando-lhe beijos na garganta e na face, culminando em um beijo na orelha esquerda. Em vista disso, a senhora em questão voltou-se para o seu marido, beijando-o longamente na boca e murmurando as seguintes palavras: ‘Meu amor’, ao que ele retorquiu: ‘Deolinda’. Na manhã seguinte, Augusto Ramos foi visto saindo de sua residência às 7:45 da manhã, isto é, dez minutos mais tarde do que o habitual, pois se demorou, a pedido de sua esposa, para consertar a gaiola de um canário-da-terra de propriedade do casal”.
A impressão que a gente tem, lendo os jornais – continuou meu amigo – é que “lar” é um local destinado principalmente à pratica de “uxoricídio”. E dos bares, nem se fala. Imagine isto:
“Ontem, cerca de 10 horas da noite, o indivíduo Ananias Fonseca, de 28 anos, pedreiro, residente à rua Chiquinha, sem número, no Encantado, entrou no bar ‘Flor Mineira’, à rua Cruzeiro, 524, em companhia de seu colega Pedro Amâncio de Araújo, residente no mesmo endereço. Ambos entregaram-se a fartas libidações alcoólicas e já se dispunham a deixar o botequim quando apareceu Joça de tal, de residência ignorada, antigo conhecido dos dois pedreiros, e que também estava visivelmente alcoolizado. Dirigindo-se aos dois amigos, Joça manifestou desejo de sentar-se à sua mesa, no que foi atendido. Passou então a pedir rodadas de conhaque, sendo servido pelo empregado do botequim, Joaquim Nunes. Depois de várias rodadas, Joça declarou que pagaria toda a despesa. Ananias e Pedro protestaram, alegando que eles já estavam na mesa antes. Joça, entretanto, insistiu, seguindo-se uma disputa entre os três homens, que terminou com a intervenção do referido empregado, que aceitou a nota que joça lhe estendia. No momento em que trouxe o troco, o garçom recebeu uma boa gorjeta, pelo que ficou contentíssimo, o mesmo acontecendo aos três amigos que se retiraram do bar alegremente, cantarolando sambas. Reina a maior paz no subúrbio do Encantado, e a noite foi bastante fresca, tendo dona Maria, sogra do comerciário Adalberto Ferreira, residente à rua Benedito, 14, senhora que sempre foi muito friorenta, chegado a puxar o cobertor, tendo depois sonhado que seu netinho lhe oferecia um pedaço de goiabada”.
E meu amigo:
- Se um repórter redigir essas duas notas e levá-las a um secretário de redação, será chamado de louco. Porque os jornais noticiam tudo, tudo, menos uma coisa tão banal de que ninguém se lembra: a vida...
terça-feira, 1 de abril de 2008
Uma excrescência e um absurdo
O principal telejornal brasileiro, Jornal Nacional, da Globo, apresentou, nesta segunda-feira, uma matéria que abordou o fato do número de muçulmanos ter ultrapassado o de católicos no mundo todo. A única fonte entrevistada para falar sobre o assunto foi uma antropóloga italiana de uma universidade ligada à Santa Sé. De todas as coisas que ela deve ter falado para a repórter, a única que mereceu destaque na matéria foi quando ela disse que esse acontecimento se deve ao fato dos muçulmanos terem mais filhos do que os católicos. Uma excrescência jornalística foi não ter sido entrevistada algum líder religioso muçulmano ou alguma pessoa estudiosa do islã. Um absurdo foi a afirmação banal e preconceituosa da antropóloga ter sido relegada ao primeiro plano da reportagem. Ainda espero que o fato seja tratado de modo mais aprofundado pela imprensa brasileira. Já estou sentado, por via das dúvidas.
sábado, 8 de março de 2008
A respeito do que eu acho importante
Tenho diversos assuntos a tratar por aqui, mas, com o tempo, vou colocando a pauta em dia. Após a tão esperada colação de grau, vulgo formatura, de vez em quando, me pego pensando em tudo o que ocorreu na minha vida durante esses 5 anos de Fabico, no que eu realmente aprendi, no que me engrandeceu como pessoa e no que mais vou sentir falta. Em relação a este último questionamento, não tenho dúvidas de que a resposta é a convivência com os amigos, muitos, com alguns professores, poucos, e com o clima da faculdade, que apesar de se tornar cada vez mais deprimente e desencantador, ainda fazia com que me sentisse um jovem sedento por conhecimento, mesmo com os fatos me mostrando que eu estava enganado. O que me tranqüiliza é o fato dessa convivência poder ser mantida, claro que em menor grau, com os amigos, por meio de contatos via meios eletrônicos e encontros presenciais regados ao sagrado líquido amarelo, e com professores por meio de um chopp na lancheria do parque de vez em quando. Enfim, sou um jornalista. Um jornalista desempregado. E saber disso não faz eu me sentir melhor ou pior do que eu era antes. Apenas acho que o “conto de fadas” acabou. Apesar de algumas bruxas e lobos-maus continuarem por aí.
Sobre a liberdade de imprensa
Nas últimas semanas fomos novamente assolados por uma onda indignada de órgãos de imprensa vociferando contra um atentado à liberdade de imprensa no Brasil. Fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus, comandada pelo “jornalista” Edir Macedo, entraram com ações judiciais contra o jornal Folha de São Paulo, em razão de uma matéria publicada pelo periódico, em que o jornalista insinua que o dinheiro arrecadado pela Igreja através do dízimo cobrado dos fiéis é enviado para o Caribe para operações de lavagem de dinheiro. A grande mídia, mais uma vez, levantou seu brado contra essa vontade de calar a voz da imprensa. Eu, por princípios, sempre discordo das opiniões da grande mídia brasileira, e, portanto, já achava, mesmo sem conhecer detalhes do acontecido, que os crentes estavam certos. Processo neles! Depois de me inteirar sobre o fato, passei a dar toda a razão aos fiéis da Igreja Universal, afinal de contas, o repórter faz uma acusação gravíssima como essa baseada em uma hipótese, como ele mesmo diz na matéria. Isso é irresponsabilidade e leviandade e procurar os meios judiciais para buscar seus direitos é um ato totalmente democrático, legal e justo, tanto quanto a liberdade de imprensa, que sim, deve existir e ser respeitada, com responsabilidade e vergonha na cara, porém.
O jeito novo de governar de Yeda
A nossa grande governadora Yeda Crucius, finalmente conseguiu implantar uma de suas idéias do seu “novo jeito de governar”, depois de outras, como o pacotaço de aumento de impostos, terem sido barradas pela Assembléia Legislativa. Yeda decidiu fechar escolas. Isso mesmo, Yeda decidiu fechar escolas, diminuir o número de turmas e encher salas de aulas caindo aos pedaços de alunos. Educação não é prioridade para Yeda, muito pelo contrário, é relegada ao último plano. O governo financeiro e não de desenvolvimento de Yeda é uma ferida para o Rio Grande do Sul que demorará para se fechar.
América Latina em chamas*
O fantoche de George W. Bush e atual presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, resolveu bombardear o Equador, sob a alegação de que integrantes das Farc estavam alojados no país vizinho. A justificativa não justifica nada e a ação é de uma agressividade, bestialidade e irresponsabilidade há muito tempo não vista na região. Com toda a razão o presidente equatoriano reclamou e exigiu um pedido de desculpas categórico e sanções contra a Colômbia. Como sempre, o Chavez se meteu na contenda, tornando o fato ainda mais explosivo. Não restam dúvidas de que a melhor solução para o caso é a que prioriza as vias diplomáticas, mas acho que a movimentação de tropas por parte do Equador e da Venezuela é importante, como forma de demonstrar que ninguém é bobo por aqui, e que quem mexe com fogo, pode acabar se queimando.
*Título inspirado no mestre Ponsito, a quem mando um grande abraço.
A donzela em Porto Alegre
A pedidos (t’aí Fonseca!), faço um breve comentário a respeito da arrasadora passagem do Iron Maden por Porto Alegre. Não sou fã de metal. Posso dizer, até, que não gosto do gênero. Isso, entretanto, não impede que diga que o Iron é uma grande, grande mesmo, banda. O Maden é daquelas bandas que a gente pode até não gostar, mas, obrigatoriamente, tem de respeitar. Não só pela história e pela importância, que ultrapassou as barreiras do gênero, mas também pela capacidade de movimentar e mobilizar uma legião de fiéis, como uma seita, que percorre o mundo realizando suas grande “missas”, reunindo camisetas pretas, cabelos compridos e pessoas enlouquecidas reverenciando seus “messias”. Isso sem falar na competência musical dos caras. Qualquer jacu toca punk, grunge, folk, etc, mas para tocar heavy metal, tem de ser bom, e os músicos de bandas de metal, em grande parte, são virtuoses nos seus respectivos instrumentos. Como um não conhecedor do gênero e da banda, só posso falar isso. Com tanta mobilização na cidade, quem sabe eu até não baixe um disco deles para ouvir. Sugestões?
Sobre a liberdade de imprensa
Nas últimas semanas fomos novamente assolados por uma onda indignada de órgãos de imprensa vociferando contra um atentado à liberdade de imprensa no Brasil. Fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus, comandada pelo “jornalista” Edir Macedo, entraram com ações judiciais contra o jornal Folha de São Paulo, em razão de uma matéria publicada pelo periódico, em que o jornalista insinua que o dinheiro arrecadado pela Igreja através do dízimo cobrado dos fiéis é enviado para o Caribe para operações de lavagem de dinheiro. A grande mídia, mais uma vez, levantou seu brado contra essa vontade de calar a voz da imprensa. Eu, por princípios, sempre discordo das opiniões da grande mídia brasileira, e, portanto, já achava, mesmo sem conhecer detalhes do acontecido, que os crentes estavam certos. Processo neles! Depois de me inteirar sobre o fato, passei a dar toda a razão aos fiéis da Igreja Universal, afinal de contas, o repórter faz uma acusação gravíssima como essa baseada em uma hipótese, como ele mesmo diz na matéria. Isso é irresponsabilidade e leviandade e procurar os meios judiciais para buscar seus direitos é um ato totalmente democrático, legal e justo, tanto quanto a liberdade de imprensa, que sim, deve existir e ser respeitada, com responsabilidade e vergonha na cara, porém.
O jeito novo de governar de Yeda
A nossa grande governadora Yeda Crucius, finalmente conseguiu implantar uma de suas idéias do seu “novo jeito de governar”, depois de outras, como o pacotaço de aumento de impostos, terem sido barradas pela Assembléia Legislativa. Yeda decidiu fechar escolas. Isso mesmo, Yeda decidiu fechar escolas, diminuir o número de turmas e encher salas de aulas caindo aos pedaços de alunos. Educação não é prioridade para Yeda, muito pelo contrário, é relegada ao último plano. O governo financeiro e não de desenvolvimento de Yeda é uma ferida para o Rio Grande do Sul que demorará para se fechar.
América Latina em chamas*
O fantoche de George W. Bush e atual presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, resolveu bombardear o Equador, sob a alegação de que integrantes das Farc estavam alojados no país vizinho. A justificativa não justifica nada e a ação é de uma agressividade, bestialidade e irresponsabilidade há muito tempo não vista na região. Com toda a razão o presidente equatoriano reclamou e exigiu um pedido de desculpas categórico e sanções contra a Colômbia. Como sempre, o Chavez se meteu na contenda, tornando o fato ainda mais explosivo. Não restam dúvidas de que a melhor solução para o caso é a que prioriza as vias diplomáticas, mas acho que a movimentação de tropas por parte do Equador e da Venezuela é importante, como forma de demonstrar que ninguém é bobo por aqui, e que quem mexe com fogo, pode acabar se queimando.
*Título inspirado no mestre Ponsito, a quem mando um grande abraço.
A donzela em Porto Alegre
A pedidos (t’aí Fonseca!), faço um breve comentário a respeito da arrasadora passagem do Iron Maden por Porto Alegre. Não sou fã de metal. Posso dizer, até, que não gosto do gênero. Isso, entretanto, não impede que diga que o Iron é uma grande, grande mesmo, banda. O Maden é daquelas bandas que a gente pode até não gostar, mas, obrigatoriamente, tem de respeitar. Não só pela história e pela importância, que ultrapassou as barreiras do gênero, mas também pela capacidade de movimentar e mobilizar uma legião de fiéis, como uma seita, que percorre o mundo realizando suas grande “missas”, reunindo camisetas pretas, cabelos compridos e pessoas enlouquecidas reverenciando seus “messias”. Isso sem falar na competência musical dos caras. Qualquer jacu toca punk, grunge, folk, etc, mas para tocar heavy metal, tem de ser bom, e os músicos de bandas de metal, em grande parte, são virtuoses nos seus respectivos instrumentos. Como um não conhecedor do gênero e da banda, só posso falar isso. Com tanta mobilização na cidade, quem sabe eu até não baixe um disco deles para ouvir. Sugestões?
domingo, 24 de fevereiro de 2008
De volta.
Enfim, estou de volta a ativa. Após as merecidas férias, e passada a esperada formatura, passarei a postar aqui com mais freqüência, sempre que houver algo interessante a ser dito. Abraços a todos os amigos.
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Aviso aos navegantes
A partir deste domingo estarei saindo de férias, me dirigindo para o litoral (gaúcho, não catarinense). Aviso aos amigos leitores que durante esse período este blog não será atualizado. Acho que estaremos de volta lá pelo dia 17, 18 de fevereiro.
Até lá e boas férias para mim.
Até lá e boas férias para mim.
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